26 de outubro de 2009
Aos Blogues de Fronteira
A Última Fronteira, como o blog mais antigo da vila, não pode deixar de comentar tal facto. A Última Fronteira, embora com pouca actividade (devido á sua idade…), não significa que esteja desatento.
Em primeiro lugar as boas vindas. Passados mais de 3 anos, temos finalmente mais um espaço para falar sobre Fronteira. Sinceramente pensava que não havia internet em Fronteira, mas no meio da escuridão, eis que aparece, não um, mas logo dois blogs sobre Fronteira. Vejo que estes 3 anos não foram em vão. Esperava que fosse mais cedo, mas mais vale tarde do que nunca. As minhas boas vindas. Ainda assim, gostaria de fazer uns tantos apontamentos.
Muito se tem discutido sobre a validade e valor dos blogs. Quer a nível do conteúdo, quer a nível de autor. O conteúdo pode ser avaliado por cada um de nós. Ou nos parece coerente, bom e recomendável, ou nos parece mau, enfadonho ou incorrecto, dependendo dos critérios de cada um. Quanto ao autor, a discussão centra-se mais no seu anonimato. Neste ciberespaço encontramos de tudo, ainda assim encontramos muitos, demasiados, blogs ou mesmo apenas comentários, sem autor, ou de autor desconhecido. Se em algumas matérias a importância do anonimato do autor é relativa, já em outros assuntos se revela de maior prioridade. A Politica, ou a Cidadania são uns desses assuntos.
Estes dois blogs, são belos exemplos. Um é anónimo, apresentando um registo perto da calúnia e do boato (alias em consonância com os blogs anónimos), o outro é assinado com nome e apelido e é do campo do politicamente correcto. Se a mim, pouco me importo quem é o autor, interessando-me mais pelo conteúdo, não posso de registar que um blog anónimo ou um simples comentário tem menos valor só por isso, do que outro que esclarece a sua autoria. Isto simplesmente, porque tira responsabilidade ao autor, provocando-o com uma linguagem menos argumentativa e coerente, roçando, quando não é mesmo, uma linguagem baseada no boato e no insulto.
Devo esclarecer que a própria Última Fronteira foi em tempos um blog anónimo. Agora que apenas um autor é responsável pela publicação, preferiu-se seguir um caminho de nome e apelido e dotar o discurso de uma responsabilidade própria dos objectivos que a Última Fronteira persegue. Mas ainda assim, quando a Última Fronteira era anónima, sempre usou critérios éticos, avaliando em consciência o seu conteúdo. Muita coisa ficou por dizer, muitos artigos não foram aprovados, mas sempre se defendeu a existência de um patamar mínimo de ética e de decência.
É isto que proponho ao autor do blog “A voz do Povo” (http://mpreocupado.blogspot.com/).
A Última Fronteira entende, que a questão não está se deve assinar ou não. O desafio está em ter um conteúdo coerente e válido em factos e perder-se menos em boatos, que só prejudica a própria imagem do blog. Espero que aceite o desafio, já que isso significava um aumento tanto no valor do blog como no debate.
Permite-me a provocação, mas um blog que se intitula “A Voz do Povo” e que se caracteriza por uma contestação a uma pessoa que foi eleita por 53% seja talvez um pouco ambiciosa. Julgo que o argumento foi, que toda a vila pensa assim, mas toda a gente tem medo de dizer. Se é assim…algo vai mal no reino de Fronteira… Eu prefiro pensar que os cidadãos votaram em consciência e livremente (que significa com responsabilidade). Quer se concorde com o homem, ou não, o que é certo é que os fronteirenses votam nele e voltaram a dar maioria absoluta. Podemos discutir as circunstâncias e as condições e certas “manobras de orientação do voto”, mas agora é melhor dignificar o acto democrático e estar atento e critico à governação autárquica.
Aproveito para esclarecer, que o autor da Última Fronteira é de esquerda e bastante critico á actuação governativa do poder autárquico no concelho de Fronteira nos últimos anos, para que não hajam dúvidas.
O outro blog, é um feliz acontecimento, no meio da neblina democrática da Câmara Municipal de Fronteira. Trata-se de um blog do deputado do PS da assembleia municipal de Fronteira, Pedro Silveira. Este blog, com nome e apelido, como não podia deixar de ser, pretende prestar contas ao eleitorado sobre a actividade política durante o seu mandato. Sem duvida, uma lufada de ar fresco e democrático, de uma câmara municipal antiga e pouco dada ás novas tecnologias. Um concelho que deixou fugir quase todos os seus jovens deveria entender que disponibilizar todo o tipo de informação via internet deveria ser uma prioridade, para que essa população que está fora possa ter acesso a documentos do concelho e à própria gestão autárquica. Fronteira, não é um concelho que cresce, como aparece no site oficial da CM, é bem mais, um concelho que morre. E começa a morrer dentro da CM, no buraco democrático e económico em que se encontra e que a levaram.
Mas teremos tempo para discutir sobre Fronteira. Agora é tempo felicitar estes blogs e de dar os parabéns pelo seu labor.
Apenas uma nota: gostei dos pontos que destacaste no teu blog, relativos ao discurso do presidente empossado. São sem dúvida para uma profunda reflexão e deixa antever a falta de ideias e a manutenção do estado degradante a que chegou o concelho.
É até com perplexidade, que registo algumas frases, “Fronteira encontrava-se há 16 anos com as suas finanças depauperadas"; julgo que a utilização do pretérito imperfeito foi um erro de sintaxe, que deveria ser corrigido para “Fronteira encontra-se desde há 16 anos com as suas finanças depauperadas”.
E também não posso deixar de evidenciar o sentido de humor do nosso presidente quando diz que “nenhum outro Concelho com a nossa dimensão consegue fazer tanto como nós” – delicioso.
Aquí ficam os links:
http://mpreocupado.blogspot.com/
http://pensar-e-informar-fronteira.blogspot.com/
22 de outubro de 2009
23 de setembro de 2009
Gato Fedorento - Esmiúça os Sufrágios 7 - Joana Amaral Dias - Parte 3
Se o PP apresentasse uma candidata assim...até eu votava!!
Perdoem-me este comentário completamente machista e sem fundamento...mas näo me ocorre nada de minimamente decente neste momento...
28 de junho de 2009
Neda

Video disponivel em (alerto para as imagens eventualmente perturbadoras. Espero que perturbem):
http://www.elpais.com/videos/internacional/Ultimas/imagenes/Neda/vida/elpvidint/20090627elpepuint_2/Ves/
"Hace poco más de una semana, el 20 de junio, pasadas las 6.30 de la tarde en Teherán, la joven Neda Agha Soltan, de 26 años, cayó abatida por el disparo de un francotirador de la milicia basiyí durante una protesta contra el Gobierno tras las polémicas elecciones presidenciales. Nada más desplomarse, Neda fue atendida por un hombre que intentaba evitar que se desangrara. Pese a ser médico, aquel hombre de 38 años no pudo hacer nada para salvarle la vida: la bala le había segado la aorta y Neda Soltan se desangró en menos de un minuto.
Las imágenes de esa muerte, símbolo gráfico de la revuelta en Irán, fueron grabadas con un teléfono móvil y distribuidas por Internet a modo de denuncia de la represión. Neda se hizo famosa, pero también el hombre que intentó ayudarla: aquel médico ya no ejerce como tal y es en realidad el editor y traductor al farsi del famoso escritor brasileño Paulo Coelho. Se llama Arash Hejazi y está siguiendo un curso de posgraduado en Oxford. Estaba sólo por unos días en Teherán para atender los negocios de la pequeña editorial que fundó en 1997, Caravan Books, que traduce a la lengua persa a numerosos autores internacionales.
El dramático intercambio de correos electrónicos desvelado por Coelho en su blog [Enlace al blog de Coelho (en inglés).] revelan cómo el autor brasileño contacta con Hejazi nada más ver el vídeo de la muerte de Neda. Cree haberle reconocido, pero no está seguro de si es él ni de qué suerte ha podido correr en Teherán.
Las cautas respuestas de Hejazi muestran el pánico en el que vive tras haberse convertido en un personaje famoso en el mundo entero. Teme ser localizado por unas fuerzas represoras que expulsaron de su propia casa a los familiares de Neda nada más identificar a la joven muerta e impidieron que se celebrara un funeral en su memoria.
Arash Hejazi le explica a Coelho en un conmovedor mensaje que está a punto de volar de vuelta al Reino Unido y que si el miércoles a las dos de la tarde no ha llegado a Londres es que le ha pasado algo. Y le pide al autor brasileño que se ocupe de su mujer y su hijo, que no tienen a nadie más en el mundo.
Pero Hejazi llegó sano y salvo. Y, tras pensárselo mucho, ha querido dar la cara mediante entrevistas con varios medios británicos como la BBC y The Times. Para que la muerte de Neda Soltan no sea en vano. En ellas explica cómo se produjo la muerte de una mujer a la que no conocía de nada. Ella se había bajado del coche en el que viajaba, debido a los atascos de la protesta. Él se había acercado a la manifestación desde su cercano despacho, junto con unos amigos.
Estaban allí, de pie, en una tensa espera, cuando se oyó lo que parecía un disparo. Uno de sus amigos le tranquilizó diciéndole que debían ser balas de goma. Pero se giró y vio a Neda desplomarse. "Giró la cabeza para mirarse la herida y puso la mano en el pecho. Sólo vi sorpresa en su cara. Y enseguida perdió el control", explica.
"Presioné la herida. Por lo que vi, la bala le alcanzó la aorta y los pulmones. Cuando la aorta se ve afectada, la sangre se escapa del cuerpo en menos de un minuto. No se puede hacer nada. No dijo ni una palabra", añade. "Murió en mis manos".
Volvió a su oficina para lavarse. "Estaba asombrado y furioso y preocupado y triste. Como médico ya había visto la muerte antes, muchas veces, y gente herida de bala, pero nunca tuve esos sentimientos. No era sólo por su muerte, sino por la injusticia y por la mirada penetrante de sus ojos mientras se le iba la vida".
También entonces se dio cuenta del peligro que había corrido. "Pensé que ese disparo me podía haber dado a mí, que el que lo hizo aún estaba allí y podía haber disparado otra vez. Por primera vez en mi vida sentí el miedo a la muerte y me sentí muy mal porque pensé que yo tenía ese miedo pero ella estaba muerta y me pareció mal pensar en mí en ese momento. Tenía un profundo sentimiento de culpa por no haber podido salvarla y estar pensando en mí mismo. No pude dormir en las tres noches siguientes. Pensaba en esa mirada, en sus ojos. No había tenido tiempo de decir nada. Esa mirada, como preguntándome cómo había podido ocurrir eso. Una mirada muy inocente".
"No fui a casa esa noche. Fui a casa de mis padres. No podía hablar sobre eso. Pero ellos supieron que algo malo había pasado. Y de repente apareció la imagen en televisión. No me acuerdo si era en CNN, o en Al Jazeera. Y yo dije: 'ése soy yo'. Y se quedaron pasmados. No le deseo a nadie que tenga que pasar por una experiencia como ésa. Tienes que haberlo visto para creer lo que estoy diciendo".
El doctor iraní Aras Hejazi trata de auxiliar en vano a la joven Neda, asesinada de un balazo el 21 de junio en Teherán.
WALTER OPPENHEIMER - Londres - 27/06/2009
in "http://www.elpais.com/articulo/internacional/Neda/murio/manos/elpepuint/20090627elpepuint_14/Tes"
18 de junho de 2009
Summercat
A Música deste Veräo:
http://www.youtube.com/watch?v=1VRZlSSIrwY&feature=related
Que o Veräo vos acompanhe!
6 de abril de 2009
Atoleiros de Hoje
Hoje Fronteira, terra que me viu nascer, comemora a vitória de 1384 sobre os castelhanos. A batalha dos Atoleiros reforçou a independência de Portugal sobre Castela. Hoje volvidos 625 anos o Alentejo de fronteiras definidas é uma das regiões da Europa comunitária mais reprimida economicamente. Uma população cada vez mais idosa, a fuga dos jovens para centros com outras oportunidades e uma dependência quase total para a administração são factores preocupantes para uma região que lutou há 625 anos atrás bravamente pela independência nacional. É o resultado de politicas erradas e de obviamente de políticos errados, no mínimo errados.
Do outro lado da fronteira, tem-se assistido a um crescimento a todos os níveis surpreendente. A cidade de Badajoz é hoje um pólo de desenvolvimento e de criação de empresas, sem desvirtuar o valor extremeño. O Alentejo tem produtos e um valor intrínseco quer pela sua gastronomia, pela sua caça, pela sua paisagem ou pela sua arte de bem receber, que podem tornar-se numa região com um grau elevado de excelência. A Extremadura espanhola, é um bom exemplo de como se pode potencializar produtos autóctones conservando o património cultural e histórico.
É possível mais e melhor, mas para isso é preciso coordenação, organização e transparência, vectores nem sempre bem utilizados pelas pessoas que nos últimos anos têm estado á frente das instituições públicas. Passados 625 anos o Alentejo é hoje uma realidade bem afastada do sonho que os alentejanos tiveram, quando conseguiram uma vitória histórica para uma região e para um povo.
25 de fevereiro de 2009
3 Pontos
http://aeiou.expresso.pt/suspeitos_de_matar_politkovskaia_absolvidos=f498781
2. Para além das incontornáveis crónicas do Miguel S. Tavares, recomendo também para quem gosta de uma escrita mais jornalística, directa e irónica as crónicas do Ricardo Costa que também escreve para o expresso (irmão de António Costa, presidente da CM Lisboa).
Aqui deixo um exemplo:
“P.S. Pode parecer embirração minha, mas não há ninguém no MNE que explique ao resto do Governo que Chávez já é um homem perigoso?”
Ricardo Costa
É bom que o PS de Sócrates, na sua tentativa de maioria absoluta entenda que nem tudo e que por vezes alguns actos podem ser bastante contraproducentes. Chavez não representa a esquerda, nem nenhuma ideologia digna desse nome. Se representa algo só será a ignorância humana. A mesma que existe na Madeira.
3. Hoje no Vanguardia, havia um artigo que falava sobre a tentativa dos administradores do facebook poderem utilizar a informação dos usuários para sempre. Tal tentativa foi fracassada pela manifestação de indignação dos internautas, que denunciaram tal acto. O autor refere que os administradores de tais redes sociais utilizam informação privilegiada dos seus usuários para receberem milhões de euros. Penso que somos todos um pouco inconscientes ao utilizar estas redes sociais, mas a inconsciência tem um preço e é bastante elevado. Estes administradores não são controlados por nenhum regulamento ou algum tipo de instituição credível. Eles têm uma máquina poderosa de condensar informação pessoal de cada um de nós. Recentemente a Google concedeu ao governo chinês informação privilegiada sobre opositores do regime que hoje estão presos (segundo o autor do artigo, Ramon-Jordi Moles i Plaza). Por esta razão provavelmente irei eliminar todas as minhas contas em redes pessoais e se eventualmente entrar novamente, será sempre com informação falsa. Ainda assim esforçar-me-ei para que aqueles que me conhecem, me possam reconhecer…Fica o aviso.
20 de janeiro de 2009
Factor Vara
Temos de dizer basta de uma vez por todas. Não vêm que nos roubam? Não vêm? Não vêm que é possível viver melhor? Com mais justiça e mais igualdade! Não vêm? E não vêm que não depende de “quem lá está”, mas da nossa critica e da nossa atenção e, no final de contas da nossa cidadania. Coincidimos em muitos pontos de vista, embora nem sempre concorde consigo, mas agradeço-lhe profundamente este artigo. Agradeço-lhe por partilhar a sua depressão e a minha revolta consigo. Que a sua voz seja a de muitos e que nunca fique deprimida, mas revoltada!
Artigo MST, in expresso, 20/01/2009
Factor Vara
http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/492161#commentbox
19 de janeiro de 2009
O Tejo é mais belo
Mas o Tejo não mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia,
O Tejo tem grande navios
E navega nele ainda,
Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
A memória das naus.
O Tejo desce de Espanha
E o Tejo entra no mar em Portugal.
Toda a gente sabe isso.
Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
E para onde ele vai
E donde ele vem.
E por isso, porque pertence a menos gente,
É mais livre e maior o rio da minha aldeia.
Pelo Tejo vai-se para o Mundo.
Para além do Tejo há a América
E a fortuna daqueles que a encontram.
Ninguém nunca pensou no que há para além
Do rio da minha aldeia.
O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
Quem está ao pé dele está só ao pé dele.
Alberto Caeiro
11 de janeiro de 2009
Balanço de um Blog
Acho que valeu a pena a persistência. Não sei, mas a par do Abrupto deve ser um dos blogs mais velhotes ainda em actividade (embora pouca) na blogosfera.
Parabéns a todos os colaboradores! E o nosso muito obrigado!
Vamos ver o que nos dá o 2009!
7 de janeiro de 2009
Bom Ano Alentejo
26 de agosto de 2008
As Grandiosas Festas de Fronteira

As grandiosas festas de Fronteira já acabaram, pois é. Lamentavelmente o Última não teve oportunidade de anunciar o programa, nem de distribuir bilhetes para os “Why Not?”, ou para as “k-Rica”. Mas congratula-se de comunicar que realmente foram as melhores festas desde as últimas que se fizeram na terra.
Tudo estava pensado. Até como limpar as festas. Aproveitando a passagem da Volta a Portugal por Fronteira, a Comissão de Festas engendrou um plano para capturar o carro-vassoura da prova para promover a “varredura” das ruas, que depois das festas ficam sempre irreconhecíveis.
Infelizmente, o carro-vassoura, não pode varrer as ruas de Fronteira, já que tinha na agenda outras festas para limpar.
16 de agosto de 2008
29 de julho de 2008
Cavaco visita Fronteira


24 de julho de 2008
29 de abril de 2008
8 de janeiro de 2007
15 de outubro de 2006
Anna Politkovskaia

O assassinato da jornalista Anna Politkovskaia, no passado dia 7 de Outubro, mostrou o que todo o mundo sabe, mas que hipocritamente, fingimos não saber. A ditadura na Rússia. Para quem esteve um pouco atento às últimas eleições legislativas na Rússia, pode ver a manipulação descarada por parte de Putin. Este assassinato torna-ss mais dificil, para nós do que para as autoridades russas, pois é o reconhecimento da nossa hipocrisia e negligência perante a ditadura russa. Toda a política externa de qualquer país, toda quaquer simples acção, deve ter sempre a defesa dos direitos humanos e a valorização da dignidade humana como principais valores. Não pode haver dúvidas, receios ou cobardia. Não se pode escolher, entre ditaduras com bombas atómicas e ditaduras sem bombas atómicas. Não se pode ser hipócrita perante o combate da Liberdade.
O assassinato de Anna, não só desnude a Rússia e o restante mundo hipócrita, mas também questiona onde está a legalidade das acções militares. Questiona quem e como traça a linha, entre o que é terrorismo do que não é terrorismo. Ainda hoje soubemos que o governo americano nos mentiu sobre os alegados voos da CIA em território nacional. A prisão de Guantanamo é apenas um outro exemplo. Que designios então move esta guerra. Eu não sou pacifista, mas só luto por valores essenciais à dignidade humana. Não se pode combater o terrorismo com terrorismo. Não se pode lutar por poder, para manter esse poder ridículo, mas por dignidade do ser humano.
Anna foi apenas uma de muitas vítimas de um tempo incerto e mais inseguro, onde a Verdade, mais do que nunca, parece ser dificil de encontrar.
Deixo-vos com duas sugestões: a primeira, é o artigo do expresso, que relata as últimas acções de Anna, com o titulo, “As últimas notas de Anna Politkovskaia” http://expresso.clix.pt/Actualidade/Interior.aspx?content_id=370614
Aqui fica um pequeno trecho do artigo:
“Quando o Ministério Público e os Tribunais trabalham, não para fazerem cumprir as leis e castigar os culpados, mas para cumprirem a encomenda política e as estatísticas da luta antiterrorista que agradam ao Kremlin, as causas criminais são de fácil fabricação.
Vou ser franca: o ódio deles mete-me medo! E isso porque mais cedo ou mais tarde esse ódio vai transbordar. Os torturados voltar-se-ão contra toda a sociedade em vez de se voltarem contra os inspectores que os torturaram. Os casos de "terroristas nomeados" espelham o campo de batalha em que se cruzam frente a frente duas abordagens ideológicas na área da "operação antiterrorista no Norte do Cáucaso". Será que lutamos contra a ilegalidade, uma luta assente na legislação? Ou batemos a "nossa" ilegalidade contra a "deles"?”
A segunda sugestão é um livro: 1984, George Orwell.
Boa semana.
30 de setembro de 2006
Passeio "Peidanal"
Como hoje também não tenho muito tempo, vou só deixar aqui um tópico de discussão: mas que raio de obras estão a fazer no centro da vila? Alguém me pode explicar? Ouvi dizer que seria uma grandiosa avenida para as pessoas aproveitarem da intensa actividade comercial que ali jaz. Para os munícipes usufruirem das sombras das laranjeiras arrancadas. Ou então para uma serena partida de dominó. Ou seja, um belo passeio "peidanal", para ver as "peidas", para melhor entendimento. Mas, caramba, se era para se ver as ditas, a rua como estava também cumpria com essa função.
Bem, mas com isto quero dizer que não estou contra a obra, mas deixai-me o desabafo, há várias formas de se fazer as coisas e ideias boas, dependendo da forma como se fazem, podem-se transformar em coisas más.
Digam a vossa opinião!
Bom fim de semana!
26 de setembro de 2006
And the Oscar goes to...
Processo nº 03P784 STJ
"Em 19 de Fevereiro de 2002, o arguido tinha ainda em sua casa:
(...)
-1 (um) saco em plástico de cor preta contendo 82 (oitenta e duas) cassetes vídeo VHS, sendo que 76 (setenta e seis) contêm filmes de teor pornográfico (só com adultos e animais), sendo que 65 têm os seguintes títulos:
1. -"Sexo: Desejos Proibidos"
2. - "100% Amadores
3 - Orgias Loucas"
3. -" As Novas Mamonas Assassinas"
4. -" Eduardo Mãos de Pénis"
5. -" Rabinhos Parisienses"
(...)
8. "Calores Anais";
9. "Ninjas do Anal" e "Na Cozinha há Mamas e serrabulho"
(...)
15. "Alucinações Bizarras" e "Travi -o sonho";
16. "Proposta Obscena";
(...)
51. "O Buraco Negro";
52. "Que Sorte de Cão";
53. "Acerta-me no Olho";
54. "Histórias de Braguilha";
55. "Toda a Verdade de Uma Jovem Prostituta";
56. "John Wayne Bobbit - O Frankenspénis";
(...)
59. "O Marujo Gay";
60. " Amante de Cão";
61. "Coisas e Pecados";
62. "É P'ra Desgraça";
63. " Francesinhas Especiais" e " A Polegada do Sr. Dr.";
(...)
apenas 5 (cinco) são filmes infantis, juvenis e um documentário, com os seguintes títulos:_ "O Guarda Costas", "Nove Meses", "Os Aristogatos", "Espectáculo Tom e Jerry" e "O último adeus a Ayrton Senna"; 1 (uma) cassete danificada e sem leitura possível (...)"
Texto completo do acórdão in http://www.dgsi.pt/jstj.nsf/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814/2ec273064f4edbda80256d0400262d8d?OpenDocument