22 de janeiro de 2010

Manifesto por Alegre

Manuel Alegre é candidato a Presidente da República Portuguesa.

O seu anúncio tem vários significados. Primeiro de tudo e talvez o mais importante, o facto de ter feito o anúncio sem o consentimento prévio do partido socialista. Tal observação é comprovada pela simples posição do PS quando confrontado com a declaração de Manuel Alegre. O partido socialista, não se mostrou disponível desde o primeiro momento para apoiar o candidato, o que mostra que não houve concertação prévia. O PS à imagem de José Sócrates não deixa nada por acaso. Se o PS realmente quisesse apoiar Manuel Alegre desde o seu início, tudo seria pensado, analisado, com os tempos perfeitos. Nada disso foi feito. A candidatura de Manuel Alegre é uma candidatura pessoal, de sua iniciativa, autónoma e autêntica. De um homem e suas ideias. Tal como deve ser uma candidatura ao cargo de Presidente da República. Este é o espírito Republicano.

Ao contrário do PS, o Bloco de Esquerda apoiou quase de imediato a candidatura de Manuel Alegre. Este facto é importante, na medida que Manuel Alegre é um candidato que pode catalizar toda a esquerda. A esquerda portuguesa tem aqui uma oportunidade de resolver os seus problemas existenciais e criar uma unidade política para um combate concreto. Não tem que ser assim em combates futuros e não será de certeza, mas nestas eleições e com Manuel Alegre, penso pessoalmente, que há condições políticas para que toda a esquerda se reveja em Manuel Alegre.

E porque na política é necessário que sejamos claros e que assumamos a nossas ideias e convicções, o autor deste simples blog, apoia de forma inequívoca e com bastante entusiasmo a candidatura de Manuel Alegre. Já o apoiei anteriormente. Volto a apoiá-lo agora.

Termino com um apelo. É muito importante uma grande movimentação de apoio a Manuel Alegre, a um curto prazo. Porquê? Pela simples razão, de não dar ao partido socialista de Sócrates, campo de manobra para encontrar outro candidato. Sócrates irá avaliar a reacção dos portugueses a este anúncio e decidir se lhe convém apoiar Manuel Alegre ou é preferível lançar outro candidato e esperar que o ilustre deputado de Aveiro perca as eleições. Com Soares fora da corrida, e sem um candidato a candidato por parte do PS, Sócrates terá de escolher se está a favor de Alegre ou contra. Não haverá meio-termo. Uma reacção forte e uma mobilização diga desse nome, fará que o PS tenha menos justificação para anunciar outro candidato.

Quem está a favor de Manuel Alegre, tem a quase obrigação de sair para a rua e mostrar o seu apoio.

Da minha parte, tentarei organizar um grupo de apoio a Manuel Alegre desde Barcelona.

A campanha começou.

Barcelona, 21 Janeiro 2010
Nuno Margalho
(texto também disponivel em www.cadernoescuro.blogspot.com)

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