6 de dezembro de 2009

I'm back again

Lamentavelmente a blogosfera fronteirense perdeu o fulgor. É a vida! Mas lá dar um pouco de vida a isto trazendo uma rubrica semanal: o Cartoon da Semana.

21 de novembro de 2009

Este ano poupe água! Beba vinho

Vou reproduzir aqui um artigo do Público, que podia ter passado despercebido. O artigo está sem um rigor científico que este caso lhe impunha, embora falar sobre o clima e principalmente de precipitações, não seja fácil, já que não existe modelos seguros de previsão de precipitação, mas o tema é suficientemente delicado para que se lhe dê atenção. E atenção foi algo que não tem sido dada nos últimos anos.

O processo de desertificação faz-se sentir há mais de 20 anos no sul da península. Actualmente pode ser agravado, acelerado pelo aquecimento global que estamos sofrendo, mas nem isso tem merecido uma atenção especial da administração. Problemas de falta de água, racionar o abastecimento, repensar o modelo agrário e começar a implementar uma gestão integrada da água, com consumo de água subterrânea e superficial, deverão ser temas com alto grau de prioridade por parte dos administradores públicos.

in Público:
A gravidade da situação pode ser ilustrada através do nível médio de precipitação da região. Entre 1971-2000, a média anual foi de 571 milímetros. Até ao fim de Outubro deste ano, o acumulado ronda os 160 mm, o que corresponde a apenas 28 por cento da média entre 1971 e 2000.

Habitualmente, os meses de Outono e Inverno são responsáveis por 60 por cento da precipitação anual no Alentejo. Se 2009 respeitasse a média de 1971-2000, isso corresponderia a cerca de 342 mm de chuva. Acontece que em Setembro de 2009 a pluviosidade chegou apenas aos 32 mm e Outubro foi ainda mais seco - apenas três milímetros, menos que em Agosto.

Luís Peres de Sousa, professor da Escola Superior Agrária de Beja e também ele agricultor, salienta, por isso, que o nível de precipitação deste Outono está muito longe do que seria necessário para esta altura. "Este ano praticamente não choveu. Algumas culturas ainda tiveram sorte, mas os lençóis freáticos encontram-se numa situação muito difícil", diz. O sistema de rega de Alqueva não vai chegar a tempo de fornecer água aos locais onde os níveis são equivalentes aos que seriam habituais no Verão.

Por essa razão, adensa-se o receio de que se esteja a repetir o cenário dramático da seca de 2005. Nesse ano morreram, por falta de água e de alimento, dezenas de milhares de cabeças de gado e a região deixou de produzir o que quer que fosse.

Situação gravíssima

O pior cenário é o dos agricultores do Baixo Alentejo, sobretudo os da margem esquerda do Guadiana. O presidente da Associação de Agricultores de Serpa, Sebastião Rodrigues, alerta para "uma situação gravíssima". A maioria dos agricultores recusa-se a semear, dada a falta de garantias de que terão água. E os que fizeram culturas "estão com o credo na boca". Quem lançou semente para pastagens "já meteu o gado em cima" para não ter que o alimentar à mão, uma situação anómala que se reflecte na criação de borregos.

"Até a produção de azeitona está a ser afectada", prossegue, frisando que os olivais da margem esquerda do Guadiana apresentam um fruto com muito caroço e pouca massa para a produção de azeite. Aquele dirigente associativo espera sensibilizar o Governo para a dimensão do "desastre" que pode vir acontecer no próximo Verão, se "a máquina burocrática do Ministério da Agricultura não antecipar meios para intervir". É que desde 2005 "nada foi feito para evitar a repetição do flagelo" que, há quatro anos, destruiu explorações agrícolas e acelerou ainda mais a desertificação dos campos alentejanos.

O agricultor alemão Dietmar Ochsenreiker dirige uma herdade na estrada que liga Serpa a Mértola, em Vale de Açor de Cima. A continuar assim," o ano agrícola está perdido", afirma. E, mesmo que chova, "os novos pastos só estarão disponíveis para Abril".

O PÚBLICO tentou obter uma reacção do Ministério da Agricultura, mas não obteve resposta até ao fecho desta edição.

in Público

26 de outubro de 2009

Aos Blogues de Fronteira

A Internet é um espaço privilegiado de troca de informação. Um espaço supostamente livre e onde todos podemos participar. Escrevo isto como introdução ao aparecimento de dois blogs que falam da bela vila de Fronteira.

A Última Fronteira, como o blog mais antigo da vila, não pode deixar de comentar tal facto. A Última Fronteira, embora com pouca actividade (devido á sua idade…), não significa que esteja desatento.

Em primeiro lugar as boas vindas. Passados mais de 3 anos, temos finalmente mais um espaço para falar sobre Fronteira. Sinceramente pensava que não havia internet em Fronteira, mas no meio da escuridão, eis que aparece, não um, mas logo dois blogs sobre Fronteira. Vejo que estes 3 anos não foram em vão. Esperava que fosse mais cedo, mas mais vale tarde do que nunca. As minhas boas vindas. Ainda assim, gostaria de fazer uns tantos apontamentos.

Muito se tem discutido sobre a validade e valor dos blogs. Quer a nível do conteúdo, quer a nível de autor. O conteúdo pode ser avaliado por cada um de nós. Ou nos parece coerente, bom e recomendável, ou nos parece mau, enfadonho ou incorrecto, dependendo dos critérios de cada um. Quanto ao autor, a discussão centra-se mais no seu anonimato. Neste ciberespaço encontramos de tudo, ainda assim encontramos muitos, demasiados, blogs ou mesmo apenas comentários, sem autor, ou de autor desconhecido. Se em algumas matérias a importância do anonimato do autor é relativa, já em outros assuntos se revela de maior prioridade. A Politica, ou a Cidadania são uns desses assuntos.

Estes dois blogs, são belos exemplos. Um é anónimo, apresentando um registo perto da calúnia e do boato (alias em consonância com os blogs anónimos), o outro é assinado com nome e apelido e é do campo do politicamente correcto. Se a mim, pouco me importo quem é o autor, interessando-me mais pelo conteúdo, não posso de registar que um blog anónimo ou um simples comentário tem menos valor só por isso, do que outro que esclarece a sua autoria. Isto simplesmente, porque tira responsabilidade ao autor, provocando-o com uma linguagem menos argumentativa e coerente, roçando, quando não é mesmo, uma linguagem baseada no boato e no insulto.

Devo esclarecer que a própria Última Fronteira foi em tempos um blog anónimo. Agora que apenas um autor é responsável pela publicação, preferiu-se seguir um caminho de nome e apelido e dotar o discurso de uma responsabilidade própria dos objectivos que a Última Fronteira persegue. Mas ainda assim, quando a Última Fronteira era anónima, sempre usou critérios éticos, avaliando em consciência o seu conteúdo. Muita coisa ficou por dizer, muitos artigos não foram aprovados, mas sempre se defendeu a existência de um patamar mínimo de ética e de decência.

É isto que proponho ao autor do blog “A voz do Povo” (http://mpreocupado.blogspot.com/).

A Última Fronteira entende, que a questão não está se deve assinar ou não. O desafio está em ter um conteúdo coerente e válido em factos e perder-se menos em boatos, que só prejudica a própria imagem do blog. Espero que aceite o desafio, já que isso significava um aumento tanto no valor do blog como no debate.

Permite-me a provocação, mas um blog que se intitula “A Voz do Povo” e que se caracteriza por uma contestação a uma pessoa que foi eleita por 53% seja talvez um pouco ambiciosa. Julgo que o argumento foi, que toda a vila pensa assim, mas toda a gente tem medo de dizer. Se é assim…algo vai mal no reino de Fronteira… Eu prefiro pensar que os cidadãos votaram em consciência e livremente (que significa com responsabilidade). Quer se concorde com o homem, ou não, o que é certo é que os fronteirenses votam nele e voltaram a dar maioria absoluta. Podemos discutir as circunstâncias e as condições e certas “manobras de orientação do voto”, mas agora é melhor dignificar o acto democrático e estar atento e critico à governação autárquica.

Aproveito para esclarecer, que o autor da Última Fronteira é de esquerda e bastante critico á actuação governativa do poder autárquico no concelho de Fronteira nos últimos anos, para que não hajam dúvidas.

O outro blog, é um feliz acontecimento, no meio da neblina democrática da Câmara Municipal de Fronteira. Trata-se de um blog do deputado do PS da assembleia municipal de Fronteira, Pedro Silveira. Este blog, com nome e apelido, como não podia deixar de ser, pretende prestar contas ao eleitorado sobre a actividade política durante o seu mandato. Sem duvida, uma lufada de ar fresco e democrático, de uma câmara municipal antiga e pouco dada ás novas tecnologias. Um concelho que deixou fugir quase todos os seus jovens deveria entender que disponibilizar todo o tipo de informação via internet deveria ser uma prioridade, para que essa população que está fora possa ter acesso a documentos do concelho e à própria gestão autárquica. Fronteira, não é um concelho que cresce, como aparece no site oficial da CM, é bem mais, um concelho que morre. E começa a morrer dentro da CM, no buraco democrático e económico em que se encontra e que a levaram.

Mas teremos tempo para discutir sobre Fronteira. Agora é tempo felicitar estes blogs e de dar os parabéns pelo seu labor.

Apenas uma nota: gostei dos pontos que destacaste no teu blog, relativos ao discurso do presidente empossado. São sem dúvida para uma profunda reflexão e deixa antever a falta de ideias e a manutenção do estado degradante a que chegou o concelho.

É até com perplexidade, que registo algumas frases, “Fronteira encontrava-se há 16 anos com as suas finanças depauperadas"; julgo que a utilização do pretérito imperfeito foi um erro de sintaxe, que deveria ser corrigido para “Fronteira encontra-se desde há 16 anos com as suas finanças depauperadas”.

E também não posso deixar de evidenciar o sentido de humor do nosso presidente quando diz que “nenhum outro Concelho com a nossa dimensão consegue fazer tanto como nós” – delicioso.

Aquí ficam os links:
http://mpreocupado.blogspot.com/
http://pensar-e-informar-fronteira.blogspot.com/

23 de setembro de 2009

Gato Fedorento - Esmiúça os Sufrágios 7 - Joana Amaral Dias - Parte 3

Se o PP apresentasse uma candidata assim...até eu votava!!
Perdoem-me este comentário completamente machista e sem fundamento...mas näo me ocorre nada de minimamente decente neste momento...

28 de junho de 2009

Neda

Neste momento decido apenas publicar o artigo que li no "El País" ediçäo online. Neda, estava numa manifestaçäo em Teeräo onde denunciava a fraude nas eleiçöes presidênciais do passado 12 de Junho. Morreu aos 27 anos.



Video disponivel em (alerto para as imagens eventualmente perturbadoras. Espero que perturbem):

http://www.elpais.com/videos/internacional/Ultimas/imagenes/Neda/vida/elpvidint/20090627elpepuint_2/Ves/

"Hace poco más de una semana, el 20 de junio, pasadas las 6.30 de la tarde en Teherán, la joven Neda Agha Soltan, de 26 años, cayó abatida por el disparo de un francotirador de la milicia basiyí durante una protesta contra el Gobierno tras las polémicas elecciones presidenciales. Nada más desplomarse, Neda fue atendida por un hombre que intentaba evitar que se desangrara. Pese a ser médico, aquel hombre de 38 años no pudo hacer nada para salvarle la vida: la bala le había segado la aorta y Neda Soltan se desangró en menos de un minuto.

Las imágenes de esa muerte, símbolo gráfico de la revuelta en Irán, fueron grabadas con un teléfono móvil y distribuidas por Internet a modo de denuncia de la represión. Neda se hizo famosa, pero también el hombre que intentó ayudarla: aquel médico ya no ejerce como tal y es en realidad el editor y traductor al farsi del famoso escritor brasileño Paulo Coelho. Se llama Arash Hejazi y está siguiendo un curso de posgraduado en Oxford. Estaba sólo por unos días en Teherán para atender los negocios de la pequeña editorial que fundó en 1997, Caravan Books, que traduce a la lengua persa a numerosos autores internacionales.

El dramático intercambio de correos electrónicos desvelado por Coelho en su blog [Enlace al blog de Coelho (en inglés).] revelan cómo el autor brasileño contacta con Hejazi nada más ver el vídeo de la muerte de Neda. Cree haberle reconocido, pero no está seguro de si es él ni de qué suerte ha podido correr en Teherán.

Las cautas respuestas de Hejazi muestran el pánico en el que vive tras haberse convertido en un personaje famoso en el mundo entero. Teme ser localizado por unas fuerzas represoras que expulsaron de su propia casa a los familiares de Neda nada más identificar a la joven muerta e impidieron que se celebrara un funeral en su memoria.

Arash Hejazi le explica a Coelho en un conmovedor mensaje que está a punto de volar de vuelta al Reino Unido y que si el miércoles a las dos de la tarde no ha llegado a Londres es que le ha pasado algo. Y le pide al autor brasileño que se ocupe de su mujer y su hijo, que no tienen a nadie más en el mundo.

Pero Hejazi llegó sano y salvo. Y, tras pensárselo mucho, ha querido dar la cara mediante entrevistas con varios medios británicos como la BBC y The Times. Para que la muerte de Neda Soltan no sea en vano. En ellas explica cómo se produjo la muerte de una mujer a la que no conocía de nada. Ella se había bajado del coche en el que viajaba, debido a los atascos de la protesta. Él se había acercado a la manifestación desde su cercano despacho, junto con unos amigos.

Estaban allí, de pie, en una tensa espera, cuando se oyó lo que parecía un disparo. Uno de sus amigos le tranquilizó diciéndole que debían ser balas de goma. Pero se giró y vio a Neda desplomarse. "Giró la cabeza para mirarse la herida y puso la mano en el pecho. Sólo vi sorpresa en su cara. Y enseguida perdió el control", explica.

"Presioné la herida. Por lo que vi, la bala le alcanzó la aorta y los pulmones. Cuando la aorta se ve afectada, la sangre se escapa del cuerpo en menos de un minuto. No se puede hacer nada. No dijo ni una palabra", añade. "Murió en mis manos".

Volvió a su oficina para lavarse. "Estaba asombrado y furioso y preocupado y triste. Como médico ya había visto la muerte antes, muchas veces, y gente herida de bala, pero nunca tuve esos sentimientos. No era sólo por su muerte, sino por la injusticia y por la mirada penetrante de sus ojos mientras se le iba la vida".

También entonces se dio cuenta del peligro que había corrido. "Pensé que ese disparo me podía haber dado a mí, que el que lo hizo aún estaba allí y podía haber disparado otra vez. Por primera vez en mi vida sentí el miedo a la muerte y me sentí muy mal porque pensé que yo tenía ese miedo pero ella estaba muerta y me pareció mal pensar en mí en ese momento. Tenía un profundo sentimiento de culpa por no haber podido salvarla y estar pensando en mí mismo. No pude dormir en las tres noches siguientes. Pensaba en esa mirada, en sus ojos. No había tenido tiempo de decir nada. Esa mirada, como preguntándome cómo había podido ocurrir eso. Una mirada muy inocente".

"No fui a casa esa noche. Fui a casa de mis padres. No podía hablar sobre eso. Pero ellos supieron que algo malo había pasado. Y de repente apareció la imagen en televisión. No me acuerdo si era en CNN, o en Al Jazeera. Y yo dije: 'ése soy yo'. Y se quedaron pasmados. No le deseo a nadie que tenga que pasar por una experiencia como ésa. Tienes que haberlo visto para creer lo que estoy diciendo".

El doctor iraní Aras Hejazi trata de auxiliar en vano a la joven Neda, asesinada de un balazo el 21 de junio en Teherán.

WALTER OPPENHEIMER - Londres - 27/06/2009
in "http://www.elpais.com/articulo/internacional/Neda/murio/manos/elpepuint/20090627elpepuint_14/Tes"

18 de junho de 2009

Summercat

Eleita!!!
A Música deste Veräo:
http://www.youtube.com/watch?v=1VRZlSSIrwY&feature=related

Que o Veräo vos acompanhe!

6 de abril de 2009

Atoleiros de Hoje

Sou do Alentejo, desse Alentejo que não tem lugar e fronteiras definidas. Desse Alentejo que trazemos dentro. Podíamos ter nascido noutro lugar qualquer e ser mesmo assim deste Alentejo.

Hoje Fronteira, terra que me viu nascer, comemora a vitória de 1384 sobre os castelhanos. A batalha dos Atoleiros reforçou a independência de Portugal sobre Castela. Hoje volvidos 625 anos o Alentejo de fronteiras definidas é uma das regiões da Europa comunitária mais reprimida economicamente. Uma população cada vez mais idosa, a fuga dos jovens para centros com outras oportunidades e uma dependência quase total para a administração são factores preocupantes para uma região que lutou há 625 anos atrás bravamente pela independência nacional. É o resultado de politicas erradas e de obviamente de políticos errados, no mínimo errados.

Do outro lado da fronteira, tem-se assistido a um crescimento a todos os níveis surpreendente. A cidade de Badajoz é hoje um pólo de desenvolvimento e de criação de empresas, sem desvirtuar o valor extremeño. O Alentejo tem produtos e um valor intrínseco quer pela sua gastronomia, pela sua caça, pela sua paisagem ou pela sua arte de bem receber, que podem tornar-se numa região com um grau elevado de excelência. A Extremadura espanhola, é um bom exemplo de como se pode potencializar produtos autóctones conservando o património cultural e histórico.

É possível mais e melhor, mas para isso é preciso coordenação, organização e transparência, vectores nem sempre bem utilizados pelas pessoas que nos últimos anos têm estado á frente das instituições públicas. Passados 625 anos o Alentejo é hoje uma realidade bem afastada do sonho que os alentejanos tiveram, quando conseguiram uma vitória histórica para uma região e para um povo.

25 de fevereiro de 2009

3 Pontos

1. Neste dias tomei conhecimento que foram absolvidos os suspeitos da morte da jornalista Anna Politkovskaia. Não é que me surpreenda, mas não posso impedir uma certa revolta e tristeza. Anna simbolizava o jornalismo independente e livre na Rússia de Putin que no seu mandato enquanto Presidente ocorreram 13 assassinatos a jornalistas.

http://aeiou.expresso.pt/suspeitos_de_matar_politkovskaia_absolvidos=f498781

2. Para além das incontornáveis crónicas do Miguel S. Tavares, recomendo também para quem gosta de uma escrita mais jornalística, directa e irónica as crónicas do Ricardo Costa que também escreve para o expresso (irmão de António Costa, presidente da CM Lisboa).

Aqui deixo um exemplo:

“P.S. Pode parecer embirração minha, mas não há ninguém no MNE que explique ao resto do Governo que Chávez já é um homem perigoso?”
Ricardo Costa

É bom que o PS de Sócrates, na sua tentativa de maioria absoluta entenda que nem tudo e que por vezes alguns actos podem ser bastante contraproducentes. Chavez não representa a esquerda, nem nenhuma ideologia digna desse nome. Se representa algo só será a ignorância humana. A mesma que existe na Madeira.

3. Hoje no Vanguardia, havia um artigo que falava sobre a tentativa dos administradores do facebook poderem utilizar a informação dos usuários para sempre. Tal tentativa foi fracassada pela manifestação de indignação dos internautas, que denunciaram tal acto. O autor refere que os administradores de tais redes sociais utilizam informação privilegiada dos seus usuários para receberem milhões de euros. Penso que somos todos um pouco inconscientes ao utilizar estas redes sociais, mas a inconsciência tem um preço e é bastante elevado. Estes administradores não são controlados por nenhum regulamento ou algum tipo de instituição credível. Eles têm uma máquina poderosa de condensar informação pessoal de cada um de nós. Recentemente a Google concedeu ao governo chinês informação privilegiada sobre opositores do regime que hoje estão presos (segundo o autor do artigo, Ramon-Jordi Moles i Plaza). Por esta razão provavelmente irei eliminar todas as minhas contas em redes pessoais e se eventualmente entrar novamente, será sempre com informação falsa. Ainda assim esforçar-me-ei para que aqueles que me conhecem, me possam reconhecer…Fica o aviso.

20 de janeiro de 2009

Factor Vara

Confesso. Quando li a notícia indignei-me profundamente, revoltei-me com a escumalha da elite politica que temos. Depois revoltei-me com o povo calado que somos. “Armando Vara foi promovido pela CGD, mesmo depois de ter saído da Instituição”. Mas sou eu o único que se revolta? Sou eu o único que acha que algo vai muito mal? Até onde pode chegar a indecência? Ate onde o povo os deixa ir? Tudo passa. “Há dois ou três que dizem umas coisas, mas amanha já ninguém fala…”.

Temos de dizer basta de uma vez por todas. Não vêm que nos roubam? Não vêm? Não vêm que é possível viver melhor? Com mais justiça e mais igualdade! Não vêm? E não vêm que não depende de “quem lá está”, mas da nossa critica e da nossa atenção e, no final de contas da nossa cidadania. Coincidimos em muitos pontos de vista, embora nem sempre concorde consigo, mas agradeço-lhe profundamente este artigo. Agradeço-lhe por partilhar a sua depressão e a minha revolta consigo. Que a sua voz seja a de muitos e que nunca fique deprimida, mas revoltada!

Artigo MST, in expresso, 20/01/2009
Factor Vara
http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/492161#commentbox

19 de janeiro de 2009

O Tejo é mais belo

O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia,
O Tejo tem grande navios
E navega nele ainda,
Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
A memória das naus.
O Tejo desce de Espanha
E o Tejo entra no mar em Portugal.
Toda a gente sabe isso.
Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
E para onde ele vai
E donde ele vem.
E por isso, porque pertence a menos gente,
É mais livre e maior o rio da minha aldeia.
Pelo Tejo vai-se para o Mundo.
Para além do Tejo há a América
E a fortuna daqueles que a encontram.
Ninguém nunca pensou no que há para além
Do rio da minha aldeia.
O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
Quem está ao pé dele está só ao pé dele.

Alberto Caeiro

11 de janeiro de 2009

Balanço de um Blog

Estive a ler quase todos os posts antigos deste blog, que já são uns tantos e realmente acho que foi uma óptima ideia. Alguns estão realmente muito bons, pena que não sejam os meus…

Acho que valeu a pena a persistência. Não sei, mas a par do Abrupto deve ser um dos blogs mais velhotes ainda em actividade (embora pouca) na blogosfera.

Parabéns a todos os colaboradores! E o nosso muito obrigado!

Vamos ver o que nos dá o 2009!

7 de janeiro de 2009

Bom Ano Alentejo

Bom ano para os alentejanos e para o resto do mundo em geral. Menos para a Palestina e Israel que esses têm mau beber.