1 de setembro de 2006

Mateusgate - Factos

Mateus Galeano da Costa, natural de Angola, chegou ao Gil Vicente na época 2005/2006. Proveniente do Lixa FC, clube com o qual tinha um contrato de trabalho que o classificava na categoria de "contínuo", o Mateus foi fazendo uns jogos na equipa em part-time, como futebolista amador. Destacou-se, sabe-se lá pelo quê, e foi contratado ao Lixa pelo Gil Vicente F.C.. Mais, foi chamado à selecção de Angola (o que também não é critério aferidor da qualidade de um futebolista).

Chegado ao Gil Vicente, foi-lhe proposto um contrato de trabalho desportivo a que este acedeu. Chegava então a hora de o registar como atleta profissional na F.P.F.. Mas o angolano já estava registado na F.P.F. como jogador de futebol amador, vinculado ao Lixa. E como os regulamentos da F.P.F. e da Liga obrigavam o jogador a aguardar 1 ano para poder ser inscrito como profissional rejeitou o registo.

Como a equipa técnica e direcção do Gil Vicente F.C. acreditavam veementemente que o futebolista Mateus era um predestinado para o futebol, recorreu desde logo aos tribunais comuns (portanto, não desportivos) para obrigar a F.P.F. a aceitar o registo do jogador como profissional e a sua consequente inscrição na Liga. Mas não só... interpôs uma providência cautelar, que foi deferida, e lá conseguiu inscrever o jogador que realizou 4 jogos na Liga. A acção principal foi decidida a favor da F.P.F. e caducou a providência cautelar. O Mateus passaria apenas a jogar pelos Palancas Negras.

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