
Na altura da despedida, o quadro. Aproveito este espaço para homenagear o ex-presidente da República Portuguesa.
O cargo de Presidente da República é talvez o mais filosófico dos cargos políticos. Com menores tarefas executivas, (menos intervenção) tem um papel mais teórico e deontológico, chegando a ser pedagógico. Jorge Sampaio, além de entender as funções que o seu cargo consagra, sempre respeitando o espaço dos partidos, conseguiu traduzir o nosso sistema semi-presidencialista. Ao longo destes 10 anos, o Presidente foi realmente presidente de todos os portugueses (bem, talvez de menos dois...Santana e Portas??).
Além de toda a analise política que pode ser feita, eu gostaria de destacar o seu lado profundamente humanista. Foi um combatente de valores deixando-se emocionar, por vezes, pelo significado dos acontecimentos. Sempre foi uma emoção sincera e profunda e era-nos fácil entender que nesse momento víamos o homem Jorge Sampaio e o significado das coisas. Nunca teve muitos problemas em mostrar as fraquezas e as dúvidas quando a resposta tardava. E não será esse o seu maior legado? E a sua maior demonstração de humanismo?
