21 de julho de 2005

Palavras

25/Set/04
Faro


Palavras. A realidade em abstracção humana. Signos. Significados e riscos. Homens. Uma carta cheia de Palavras. Quem escreve cartas, neste mundo digitalizado? Apresado? Quem desenhou as palavras? Quem as sentiu pela primeira vez? Quem as domou? Quem as pariu? Quem as libertou? Quem as esperou?

Realidade obtusa. Absurda. Realidade de várias realidades. Quantos homens existem? O que real(mente) existe? Palavras. Nós vamos e vimos, como Buda, mas as palavras, essas ficarão. Ficarão a salvo do tempo, a salvo da morte, pelo menos, enquanto houver homens para as eternizarem. Somos escravos da linguagem, escravos da nossa liberdade… Escravos da nossa própria liberdade, das nossas escolhas, das nossas não escolhas, que também são escolhas. Já disse, escravos da nossa própria liberdade. Sozinhos no mundo. Sem pai, órfãos de uma paternidade desconhecida, caminhamos, sem caminho, sem adversários.

NM

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