30 de julho de 2005

limitação de mandatos e outras coisas

“Num jantar com o grupo parlamentar socialista, quinta-feira, José Sócrates lamentou que a lei de limitação de mandatos - que apenas abrangerá os autarcas a partir de 2013 - «não tenha ido mais longe», lembrando que a proposta inicial do Governo se aplicava também ao primeiro-ministro e aos presidentes dos Governos regionais.” Fonte: Diário Digital

Trata-se de mais uma vergonha que a classe politica averba. Mais do que o resultado foi o processo inadmissível como decorreu. Devido a um presidente de um governo regional, o PSD e foi o PSD, não permitiu que todos os cargo políticos pudessem ter mandatos limitados. Factor que, no mínimo introduziria um rejuvenescimento da classe politica, que só por si, é um aspecto positivo. Pior, não ouvi, criticas (nem duras nem pequenas) face a este sequestro do presidente do governo regional da Madeira ao PSD. É para começarmo-nos a preocupar em relação à capacidade critica de quem tem densidade popular para ser ouvido, critica essa tão necessária à Democracia e à Liberdade. Ainda assim, apreciei a coragem de Marques Mendes em relação ao Isaltino e ao Major. De pequena figura, revelou coragem suficiente, para de uma vez por todas, eliminar com situações de suspeição. O que me faz espécie (como adoro esta expressão alentejana) é o facto de as pessoas visadas, não renunciarem desde logo a qualquer candidatura para qualquer cargo político. Ética, vergonha e água benta, cada um…

Já agora, porque não revêem a lei de financiamento dos partidos? Isso sim é que me interessava.

Jano, Alentejano

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