às 4 e tal da madrugada
O cansaço. Tristeza ocidental de se não ter tempo, porque se é pobre. Cansado, de não fazer nenhum. Deves dormir 8 horas, deves trabalhar 8 horas. Restam-te outras tantas para viveres deveras. Que idade tenho? Que tempo tenho? Quanto me resta?
Que aborrecimento termos de obedecer às leis naturais. Para quê dormir quando não se quer? Que perda de tempo comer, quando não se tem esse tempo. Deveríamos escolher, sempre e tudo. O cansaço resulta da obrigação.
Espero-te no meio do cansaço. Espero-te no meio da saudade nocturna. Espero-te na minha liberdade de 8 horas.
NM
29 de julho de 2005
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