11 de julho de 2005

1975 e 2005


ANTES:
Alberto João Jardim é um infame sem remissão, e o poder absoluto de que dispõe faz com que proceda como um canalha, a merecer adequado correctivo.
Em tempos, já assim alguém o fez. Recordemos. Nos finais da década de 70, invectivando contra o Conselho da Revolução, Jardim proclamou: «Os militares já não são o que eram. Os militares efeminaram-se». O comandante do Regimento de Infantaria da Madeira, coronel Lacerda, envergou a farda número um, e pediu audiência ao presidente da Região Autónoma da Madeira. Logo-assim, Lacerda aproximou-se dele e pespegou-lhe um par de estalos na cara. Lamuriou-se, o homenzinho, ao Conselho da Revolução. Vasco Lourenço mandou arrecadar a queixa com um seco: «Arquive-se na casa de banho».

por Baptista Bastos, copiado do blog "O Jumento"

AGORA:

O Tribunal Criminal do Funchal condenou ontem o advogado e articulista António Fontes a pagar uma indemnização de 2500 euros a Alberto João Jardim, por prática de um crime de difamação. Trata-se de um artigo publicado em 2001 no semanário Tribuna da Madeira, sob o título O garotinho da Quinta, que o tribunal considera “juízos de desvalor sobre a personalidade” de Jardim que “configuram um atentado à honra do cidadão e presidente do Governo Regional”. Fontes escreveu “jurista medíocre”; “cobarde por gozar da imunidade que lhe é conferida por lei”; “falho deprincípios e dos mais elementares valores éticos e morais” e fechado “na suaconcha egocêntrica de arrogância, prepotência e de completa falha de respeito pelos outros” . Muito justo, sim senhor.CONTUDO: O tribunal reconheceu que Jardim “verbalmente, aos meios de comunicação social e em comícios, e por escrito, em especial em post-scriptum dos seus artigos de opinião publicados no Jornal da Madeira, tem apelidado, entre outros, os ambientalistas e os partidos da oposição regional e respectivos membros de ‘rascas’, ‘rafeiros’, ‘incompetentes’, ‘covardes’, ‘mafiosos’, ‘parvalhões’, ‘abutres’, ‘malandros’, ‘canalhas’, ‘vigaristas’, ‘tarados’, ‘tontos’, ‘broncos’, ‘psiquicamente doentes’ e ‘subversivos idiotas’”. As expressões “bastardos” e “filhos da puta”, com que apodou jornalistas, não constam desta relação, por terem sido proferidas por Jardim depois das audiências do julgamento.

Extraído do Blog "Bichos Carpinteiros"

Este país está mesma uma boa merda. Já Eça o dizia há 150 anos!!!

Maldizente



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