IRA renunciou ás armas. Não sei porquê, as desilusões já foram muitas, mas estou com uma esperança imensa que se tenha chegado, em definitivo, à Paz na Irlanda. As palavras substituem as armas. Finalmente uma luz na imensa escuridão. Espero que o sofrimento irlandês, tenha chegado ao fim, porque a dor estará sempre presente.
Bom dia
Jano, amnhã um dia melhor
30 de julho de 2005
limitação de mandatos e outras coisas
“Num jantar com o grupo parlamentar socialista, quinta-feira, José Sócrates lamentou que a lei de limitação de mandatos - que apenas abrangerá os autarcas a partir de 2013 - «não tenha ido mais longe», lembrando que a proposta inicial do Governo se aplicava também ao primeiro-ministro e aos presidentes dos Governos regionais.” Fonte: Diário Digital
Trata-se de mais uma vergonha que a classe politica averba. Mais do que o resultado foi o processo inadmissível como decorreu. Devido a um presidente de um governo regional, o PSD e foi o PSD, não permitiu que todos os cargo políticos pudessem ter mandatos limitados. Factor que, no mínimo introduziria um rejuvenescimento da classe politica, que só por si, é um aspecto positivo. Pior, não ouvi, criticas (nem duras nem pequenas) face a este sequestro do presidente do governo regional da Madeira ao PSD. É para começarmo-nos a preocupar em relação à capacidade critica de quem tem densidade popular para ser ouvido, critica essa tão necessária à Democracia e à Liberdade. Ainda assim, apreciei a coragem de Marques Mendes em relação ao Isaltino e ao Major. De pequena figura, revelou coragem suficiente, para de uma vez por todas, eliminar com situações de suspeição. O que me faz espécie (como adoro esta expressão alentejana) é o facto de as pessoas visadas, não renunciarem desde logo a qualquer candidatura para qualquer cargo político. Ética, vergonha e água benta, cada um…
Já agora, porque não revêem a lei de financiamento dos partidos? Isso sim é que me interessava.
Jano, Alentejano
Trata-se de mais uma vergonha que a classe politica averba. Mais do que o resultado foi o processo inadmissível como decorreu. Devido a um presidente de um governo regional, o PSD e foi o PSD, não permitiu que todos os cargo políticos pudessem ter mandatos limitados. Factor que, no mínimo introduziria um rejuvenescimento da classe politica, que só por si, é um aspecto positivo. Pior, não ouvi, criticas (nem duras nem pequenas) face a este sequestro do presidente do governo regional da Madeira ao PSD. É para começarmo-nos a preocupar em relação à capacidade critica de quem tem densidade popular para ser ouvido, critica essa tão necessária à Democracia e à Liberdade. Ainda assim, apreciei a coragem de Marques Mendes em relação ao Isaltino e ao Major. De pequena figura, revelou coragem suficiente, para de uma vez por todas, eliminar com situações de suspeição. O que me faz espécie (como adoro esta expressão alentejana) é o facto de as pessoas visadas, não renunciarem desde logo a qualquer candidatura para qualquer cargo político. Ética, vergonha e água benta, cada um…
Já agora, porque não revêem a lei de financiamento dos partidos? Isso sim é que me interessava.
Jano, Alentejano
29 de julho de 2005
cansaço
às 4 e tal da madrugada
O cansaço. Tristeza ocidental de se não ter tempo, porque se é pobre. Cansado, de não fazer nenhum. Deves dormir 8 horas, deves trabalhar 8 horas. Restam-te outras tantas para viveres deveras. Que idade tenho? Que tempo tenho? Quanto me resta?
Que aborrecimento termos de obedecer às leis naturais. Para quê dormir quando não se quer? Que perda de tempo comer, quando não se tem esse tempo. Deveríamos escolher, sempre e tudo. O cansaço resulta da obrigação.
Espero-te no meio do cansaço. Espero-te no meio da saudade nocturna. Espero-te na minha liberdade de 8 horas.
NM
O cansaço. Tristeza ocidental de se não ter tempo, porque se é pobre. Cansado, de não fazer nenhum. Deves dormir 8 horas, deves trabalhar 8 horas. Restam-te outras tantas para viveres deveras. Que idade tenho? Que tempo tenho? Quanto me resta?
Que aborrecimento termos de obedecer às leis naturais. Para quê dormir quando não se quer? Que perda de tempo comer, quando não se tem esse tempo. Deveríamos escolher, sempre e tudo. O cansaço resulta da obrigação.
Espero-te no meio do cansaço. Espero-te no meio da saudade nocturna. Espero-te na minha liberdade de 8 horas.
NM
27 de julho de 2005
Contabilidade eleitoral
A biblioteca de Fronteira, finalmente está aberta ao público, ao menos, segundo consta. Não era sem tempo. Já agora, vem mesmo a tempo de propaganda eleitoral, olha que bem.
Falando em novidades, Fronteira adianta-se ao governo português e espanhol e já tem o tão afamado comboio de alta velocidade. Elemento de orgulho fronteirense, principalmente com os nossos vizinhos de Alter do Chão, há muito que não eram utilizados os carris em Fronteira. Bem… e continuam sem serem usados… pois este comboio é de asfalto. Trata-se de um pequeno “comboio” para transportar pessoas da vila até à Ribeira Grande. “Fronteira já tem comboio outra vez”, pode-se ler no “folheto autárquico” (lê-se propaganda autárquica). A isto chamo eu Desenvolvimento Sustentável.
Contabilidade: Biblioteca = 120 votos
Comboio = 38 votos
(mais uma estrada asfaltada e está ganho…)
Jano, "é só fazer as contas"
Falando em novidades, Fronteira adianta-se ao governo português e espanhol e já tem o tão afamado comboio de alta velocidade. Elemento de orgulho fronteirense, principalmente com os nossos vizinhos de Alter do Chão, há muito que não eram utilizados os carris em Fronteira. Bem… e continuam sem serem usados… pois este comboio é de asfalto. Trata-se de um pequeno “comboio” para transportar pessoas da vila até à Ribeira Grande. “Fronteira já tem comboio outra vez”, pode-se ler no “folheto autárquico” (lê-se propaganda autárquica). A isto chamo eu Desenvolvimento Sustentável.
Contabilidade: Biblioteca = 120 votos
Comboio = 38 votos
(mais uma estrada asfaltada e está ganho…)
Jano, "é só fazer as contas"
26 de julho de 2005
Dr. Anibal vs "Monstro" Soares
Com a publicidade que se fez com o Dr. Aníbal, quase que parecia que já tinha ganho. Sinceramente, gostava de saber de onde é que veio a imagem tão imaculada do Dr. Aníbal. Devia ter sido pelas toneladas de cimento que construiu, ou pelo legado na educação, ou pelo estado que deixou a saúde.
Não posso de deixar de lamentar o facto, de ver o "Monstro" Soares no debate político. Não por ele, que talvez seja a sua forma mais bruta de dizer que está vivo, mas por mim, que já não estava preparado para ver o "Monstro" Soares sujeito ao desgaste político.
Vai uma aposta para os candidatos do bloco e dos comunas?
Jano, em presidência aberta
Não posso de deixar de lamentar o facto, de ver o "Monstro" Soares no debate político. Não por ele, que talvez seja a sua forma mais bruta de dizer que está vivo, mas por mim, que já não estava preparado para ver o "Monstro" Soares sujeito ao desgaste político.
Vai uma aposta para os candidatos do bloco e dos comunas?
Jano, em presidência aberta
A fragilidade da vida. A manutenção suave de uma respiração. A força do corpo jovem, faz-nos esquecer que tudo pode acabar numa fracção de segundos. Esquecemo-nos que a vida continua a ser mais frágil que a morte. A tragédia de uma morte está no seu tempo, ou num tempo que não devia. Num tempo sem sentido, numa morte que ainda não devia.
Até sempre
NM
Até sempre
NM
21 de julho de 2005
1º crise do governo Socriano
Campos e Cunha pede demissão por motivos pessoais, familiares e cansaço.
Não gostei. Não gostei nada.
"Nuncas digas nunca" de Freitas do Amaral.
Freitas pá, tu não tens condições. És ministro e por isso uma associação política forte, para uma candidatura que se quer o mais independente possível. Além disso, tens um desgaste próprio de um ministro.
Continuo a não gostar.
Jano, a comentar a 1º crise do governo Socriano.
Não gostei. Não gostei nada.
"Nuncas digas nunca" de Freitas do Amaral.
Freitas pá, tu não tens condições. És ministro e por isso uma associação política forte, para uma candidatura que se quer o mais independente possível. Além disso, tens um desgaste próprio de um ministro.
Continuo a não gostar.
Jano, a comentar a 1º crise do governo Socriano.
Palavras
25/Set/04
Faro
Palavras. A realidade em abstracção humana. Signos. Significados e riscos. Homens. Uma carta cheia de Palavras. Quem escreve cartas, neste mundo digitalizado? Apresado? Quem desenhou as palavras? Quem as sentiu pela primeira vez? Quem as domou? Quem as pariu? Quem as libertou? Quem as esperou?
Realidade obtusa. Absurda. Realidade de várias realidades. Quantos homens existem? O que real(mente) existe? Palavras. Nós vamos e vimos, como Buda, mas as palavras, essas ficarão. Ficarão a salvo do tempo, a salvo da morte, pelo menos, enquanto houver homens para as eternizarem. Somos escravos da linguagem, escravos da nossa liberdade… Escravos da nossa própria liberdade, das nossas escolhas, das nossas não escolhas, que também são escolhas. Já disse, escravos da nossa própria liberdade. Sozinhos no mundo. Sem pai, órfãos de uma paternidade desconhecida, caminhamos, sem caminho, sem adversários.
NM
Faro
Palavras. A realidade em abstracção humana. Signos. Significados e riscos. Homens. Uma carta cheia de Palavras. Quem escreve cartas, neste mundo digitalizado? Apresado? Quem desenhou as palavras? Quem as sentiu pela primeira vez? Quem as domou? Quem as pariu? Quem as libertou? Quem as esperou?
Realidade obtusa. Absurda. Realidade de várias realidades. Quantos homens existem? O que real(mente) existe? Palavras. Nós vamos e vimos, como Buda, mas as palavras, essas ficarão. Ficarão a salvo do tempo, a salvo da morte, pelo menos, enquanto houver homens para as eternizarem. Somos escravos da linguagem, escravos da nossa liberdade… Escravos da nossa própria liberdade, das nossas escolhas, das nossas não escolhas, que também são escolhas. Já disse, escravos da nossa própria liberdade. Sozinhos no mundo. Sem pai, órfãos de uma paternidade desconhecida, caminhamos, sem caminho, sem adversários.
NM
apontamentos
6. Não vou pensar como vou começar a escrever, senão acabaria por não escrever nada, não era? Escrevo pelo simples prazer da escrita... por aqueles breves instantes onde a alma se transforma em palavra inacabada. Sem a preocupação de cometer alguma violação às regras de sintaxe ou mesmo um erro mais grosseiro de ortografia, escrevo... pela linha torta da folha virgem (e é nessa folha, ainda imaculada, que se reflecte o nosso pensamento. Assim que desenhamos o nosso universo por meio das palavras, perde-se parte da força através das componentes da forma.). As palavras dizem sempre mais do que aquilo que dizem e nunca dizem aquilo que queremos dizer.
Palavras
Sementes de ilusão
Rebentos do sonho
Palavras proibidas
Mas nunca esquecidas
Havemos de ser livres, um dia
Amigo.
Às vezes escreve-se para soltar aquele grito que nos dilacera. Escreve-se na procura daquela Palavra que diz tudo, e dizendo tudo, nada diz. Escreve-se porque há coisas que não se dizem em voz alta. Aqui a voz pode ser alta, baixa, aguda ou grave, horrenda ou deliciosamente bela e tudo em simultâneo numa só, e numa só, multiplicada por todas. Aqui não há voz, e aqui há todas as vozes. Na escrita sentimos o cheiro das coisas que não têm cheiro. Enlouquecemos com o perfume da palavra, sentimos a leveza do cheiro do azul do nascer do dia. Na escrita, também não há cheiros, e é nela onde se encontra a essência do perfume.
Na escrita não se vive. Na escrita não se descobre. Na escrita não se ama. Na escrita não se nasce. Na escrita não se morre. Na escrita nada se diz, e é na escrita onde tudo se diz.
Jano
Palavras
Sementes de ilusão
Rebentos do sonho
Palavras proibidas
Mas nunca esquecidas
Havemos de ser livres, um dia
Amigo.
Às vezes escreve-se para soltar aquele grito que nos dilacera. Escreve-se na procura daquela Palavra que diz tudo, e dizendo tudo, nada diz. Escreve-se porque há coisas que não se dizem em voz alta. Aqui a voz pode ser alta, baixa, aguda ou grave, horrenda ou deliciosamente bela e tudo em simultâneo numa só, e numa só, multiplicada por todas. Aqui não há voz, e aqui há todas as vozes. Na escrita sentimos o cheiro das coisas que não têm cheiro. Enlouquecemos com o perfume da palavra, sentimos a leveza do cheiro do azul do nascer do dia. Na escrita, também não há cheiros, e é nela onde se encontra a essência do perfume.
Na escrita não se vive. Na escrita não se descobre. Na escrita não se ama. Na escrita não se nasce. Na escrita não se morre. Na escrita nada se diz, e é na escrita onde tudo se diz.
Jano
17 de julho de 2005
A contra-crítica
Meu Amigo Maldizente,
Julgo que não fui claro. A intenção era aproveitando a onda das Autárquicas, incutir no cidadão/eleitor, uma visão para o seu município. Esta iniciativa era até mais no sentido construtivo, de propostas dos cidadãos, de melhoramento, de saber como as pessoas gostariam que fosse a sua vila, a sua vida. Perguntar o que modificavam, o que melhoravam. É obvio que para isso é necessário uma reflexão crítica, mas uma reflexão critica é o mínimo que um eleitor deve fazer antes de deixar cair o seu voto.
Já agora, a redacção da ultimafronteira, reservava para si os direitos de publicação. Nos comentários não temos controlo, mas nos emails sim. A ultimafronteira, é um lugar de Liberdade, mas não um veículo de baboseiras mal fundamentadas. Podem ser baboseiras, mas bem fundamentadas, ou então, se forem nossas…
Sinceramente, não estou à espera de grande número de respostas, era mais como uma proposta de reflexão e não só para Fronteira, mas sim para todos os eleitores em geral.
Fica o esclarecimento
Aguardo respostas
Jano, em propoganda…
Julgo que não fui claro. A intenção era aproveitando a onda das Autárquicas, incutir no cidadão/eleitor, uma visão para o seu município. Esta iniciativa era até mais no sentido construtivo, de propostas dos cidadãos, de melhoramento, de saber como as pessoas gostariam que fosse a sua vila, a sua vida. Perguntar o que modificavam, o que melhoravam. É obvio que para isso é necessário uma reflexão crítica, mas uma reflexão critica é o mínimo que um eleitor deve fazer antes de deixar cair o seu voto.
Já agora, a redacção da ultimafronteira, reservava para si os direitos de publicação. Nos comentários não temos controlo, mas nos emails sim. A ultimafronteira, é um lugar de Liberdade, mas não um veículo de baboseiras mal fundamentadas. Podem ser baboseiras, mas bem fundamentadas, ou então, se forem nossas…
Sinceramente, não estou à espera de grande número de respostas, era mais como uma proposta de reflexão e não só para Fronteira, mas sim para todos os eleitores em geral.
Fica o esclarecimento
Aguardo respostas
Jano, em propoganda…
14 de julho de 2005
A Crítica
amigo Jano, acho que não é por aí...
Uma coisa é que cada pessoa tenha a responsabilidade (de direito ou de dever) de colocar a sua opinião ou a sua crítica... mas acho que, para isso, cada pessoa deva fazer o seu blog. É muito fácil, como já ouvi alguém dizer, faz-se em 3 minutos.
Não julgo útil nem bonito deixar o nosso blog, que já vai a caminho do seu 2º aniversário, ser o espaço disso!!!
Até porque ainda somos muito novos para isso, talvez até ingénuos (ou mesmo ignorantes, por mim falo) em alguns assuntos.
Um outro ponto que me deixa melindrado em fazer algumas críticas é o facto das mesmas poderem ofender (dado que a vila e o concelho são tão pequenos) algumas pessoas por quem tenho apreço, dentro da estrutura do Município.
Acho que também é essa a opinião do nosso companheiro, será que ainda está vivo???, Ka Ra Pau!
Como futuro do nosso blog gostaria de apresentar algumas ideias, em forma de exemplo. Vejamos estes 3 blogs que recentemente descobri:
O "Monforte";
O "Diário de Blogdo";
O "Veiros".
O "Monforte" tem muita qualidade!!!
Maldizente
Uma coisa é que cada pessoa tenha a responsabilidade (de direito ou de dever) de colocar a sua opinião ou a sua crítica... mas acho que, para isso, cada pessoa deva fazer o seu blog. É muito fácil, como já ouvi alguém dizer, faz-se em 3 minutos.
Não julgo útil nem bonito deixar o nosso blog, que já vai a caminho do seu 2º aniversário, ser o espaço disso!!!
Até porque ainda somos muito novos para isso, talvez até ingénuos (ou mesmo ignorantes, por mim falo) em alguns assuntos.
Um outro ponto que me deixa melindrado em fazer algumas críticas é o facto das mesmas poderem ofender (dado que a vila e o concelho são tão pequenos) algumas pessoas por quem tenho apreço, dentro da estrutura do Município.
Acho que também é essa a opinião do nosso companheiro, será que ainda está vivo???, Ka Ra Pau!
Como futuro do nosso blog gostaria de apresentar algumas ideias, em forma de exemplo. Vejamos estes 3 blogs que recentemente descobri:
O "Monforte";
O "Diário de Blogdo";
O "Veiros".
O "Monforte" tem muita qualidade!!!
Maldizente
13 de julho de 2005
Autárquicas 2005
| Vamos aqui, precisamente aqui, iniciar uma nova rubrica. Caro eleitor do município de Fronteira, tem alguma crítica a fazer? Propor uma medida? Ou dizer algo que gostaria de ser feito? Ora, diga-nos algo. Aqui poderá dizer que tipo de município gostaria de ter. Mande as suas propostas para ultimafronteira@portugalmail.pt, ou deixe o seu comentário. Ultimafronteira à frente nas sondagens. Jano |
Medos e Liberdade
| Notícia: Os emails e outras formas de comunicação são ser vigiados dentro na União Europeia. O mundo está diferente. A paz que temos, vive sob o medo de um atentado e haverá pior inimigo que o medo, para a nossa Liberdade? O que fizeram homens de poder? Era este o mundo que queriam? Hoje um atentado em Bagdad matou crianças. Mas o que se passa? Não sei o caminho, “mas sei que não vou por aí.” Que o domínio do mundo, não se faça pela força, mas pelo entendimento. Em vez da arma, uma palavra, que também é uma arma. Este mundo não pode comportar mais, a pobreza extrema, as desigualdades absurdas, a corrupção nojenta que só alimenta alguns porcos governantes africanos, enquanto o resto da população passa fome, quando passa. O conflito entre Israel e a Palestina tem de terminar, de uma vez por todas. Já é hora que as mães reclamem o fim e a Paz. Já é hora que dêem livros às crianças em vez de armas. A luta pela independência é a maior luta que um povo pode travar. Por isso não julguem que os homens se deixem vender por alguns milhões de euros e ainda bem que não se deixem vender. Quanto aos terroristas concordo que não se negocie. Mas temos de entender que motivações estão por detrás de um suicida. Temos de entender o que leva uma pessoa a morrer. É a hora de as coisas começarem a mudar. Por um outro mundo, pela mesma, a de sempre, Liberdade. Jano |
11 de julho de 2005
1975 e 2005

ANTES:
Alberto João Jardim é um infame sem remissão, e o poder absoluto de que dispõe faz com que proceda como um canalha, a merecer adequado correctivo.
Em tempos, já assim alguém o fez. Recordemos. Nos finais da década de 70, invectivando contra o Conselho da Revolução, Jardim proclamou: «Os militares já não são o que eram. Os militares efeminaram-se». O comandante do Regimento de Infantaria da Madeira, coronel Lacerda, envergou a farda número um, e pediu audiência ao presidente da Região Autónoma da Madeira. Logo-assim, Lacerda aproximou-se dele e pespegou-lhe um par de estalos na cara. Lamuriou-se, o homenzinho, ao Conselho da Revolução. Vasco Lourenço mandou arrecadar a queixa com um seco: «Arquive-se na casa de banho».
por Baptista Bastos, copiado do blog "O Jumento"
AGORA:
O Tribunal Criminal do Funchal condenou ontem o advogado e articulista António Fontes a pagar uma indemnização de 2500 euros a Alberto João Jardim, por prática de um crime de difamação. Trata-se de um artigo publicado em 2001 no semanário Tribuna da Madeira, sob o título O garotinho da Quinta, que o tribunal considera “juízos de desvalor sobre a personalidade” de Jardim que “configuram um atentado à honra do cidadão e presidente do Governo Regional”. Fontes escreveu “jurista medíocre”; “cobarde por gozar da imunidade que lhe é conferida por lei”; “falho deprincípios e dos mais elementares valores éticos e morais” e fechado “na suaconcha egocêntrica de arrogância, prepotência e de completa falha de respeito pelos outros” . Muito justo, sim senhor.CONTUDO: O tribunal reconheceu que Jardim “verbalmente, aos meios de comunicação social e em comícios, e por escrito, em especial em post-scriptum dos seus artigos de opinião publicados no Jornal da Madeira, tem apelidado, entre outros, os ambientalistas e os partidos da oposição regional e respectivos membros de ‘rascas’, ‘rafeiros’, ‘incompetentes’, ‘covardes’, ‘mafiosos’, ‘parvalhões’, ‘abutres’, ‘malandros’, ‘canalhas’, ‘vigaristas’, ‘tarados’, ‘tontos’, ‘broncos’, ‘psiquicamente doentes’ e ‘subversivos idiotas’”. As expressões “bastardos” e “filhos da puta”, com que apodou jornalistas, não constam desta relação, por terem sido proferidas por Jardim depois das audiências do julgamento.
Extraído do Blog "Bichos Carpinteiros"
Este país está mesma uma boa merda. Já Eça o dizia há 150 anos!!!
Maldizente
9 de julho de 2005
mais 2 blogs alentejanos
Os nossos parabéns pelos dois novos blogs que encontrámos. Um de Alter do Chão (Crónicas do Planalto) e o outro de Sousel (Os Souselenses). Gostei muito do que vi. A malha bloguiana do nosso Alto Alentejo adensa-se. É a cidadania num blog. É a participação na aldeia global. Julgo que um novo tipo de cidadania surge. Tudo depende das palavras. Tudo depende de uma responsabilidade cívica. Os meus parabéns pelos blogs e saudações alentejanas a todos os blogs alentejanos.
Jano
Jano
HTML
Jano, vê se consegues colocar dois links na secção do lado. são referentes a dois blogs das nossas bandas!!
Crónica do planalto... de alter do chão
Souselense... de sousel
Maldizente
Crónica do planalto... de alter do chão
Souselense... de sousel
Maldizente
7 de julho de 2005
extraído de "estrago da nação"
«Governo revê Lei», in Expresso, 17 de Novembro de 2001
Luiz Carvalho
José Sócrates, ministro que tutela as autarquias, e António Guterres: o Executivo prepara a marcha-atrásO GOVERNO quer mudar a legislação aprovada em 1998 para travar um processo que permitiu, em apenas três anos, a criação de cerca de 120 empresas municipais, das quais cerca de metade desde Novembro de 2000. O ritmo de crescimento deste tipo de entidades tem sido, com efeito, impressionante: desde que, em 5 de Outubro, o EXPRESSO iniciou a publicação de artigos sobre este tema, foram registadas mais quatro empresas municipais — duas na Amadora, no Cadaval e em Povoação, nos Açores. E foi ainda anunciada, já este mês, a formação de outras cinco: no Porto (três), Mirandela e Beja.
O secretário de Estado da Administração Local, José Augusto de Carvalho, disse ao EXPRESSO que será «feito um pedido de autorização legislativa com vista ao aperfeiçoamento das normas que evitem a adopção desajustada e sistemática desta organização jurídica». Admitindo que «o Governo tem estado atento aos alertas sobre algumas disfuncionalidades que têm vindo a público», aquele responsável — que no início de Outubro confessava desconhecer a dimensão do mundo empresarial autárquico — defende que a participação de autarquias em empresas deve «ser mais transparente, em especial no que respeita à escolha de parceiros (privados)».
Um outro aspecto que o Governo quer clarificar é a sustentabilidade económico-financeira destas empresas, bem como as formas de financiamento por parte das autarquias. Recorde-se que a esmagadora maioria das empresas municipais com mais de um ano de existência têm reduzida dimensão e apresentam prejuízos. E mesmo aquelas que têm lucros sobrevivem sobretudo à custa de constantes subsídios à exploração ou de contratos-programa, sem os quais entrariam em falência técnica.
Remunerações na ordem do dia
As remunerações são outro aspecto que o Governo quer agora clarificar. Alguns administradores de empresas municipais de pequena dimensão, como acontece no Porto e em Gaia, ganham tanto ou mais que os presidentes das câmaras. E alguns autarcas recebem senhas de presença por estarem à frente de empresas que tutelam.
O líder parlamentar do Partido Socialista, Francisco Assis, diz estar aberto à revisão da lei, mas salienta que esta não «pode ser vista como satanização ou injúria aos avaliados». Assis defende ser «absolutamente inquestionável a necessidade de aperfeiçoar os mecanismos de controlo, segundo os mesmos critérios que são aplicáveis a actividades similares desenvolvidas pela administração central». O chefe da bancada socialista assegura que «o PS contribuirá para que se estabeleça no curtíssimo prazo os mecanismos de controlo de toda a actividade empresarial do poder local».
O Partido Popular (PP) — que em 1998 votou contra a lei das empresas municipais, embora a sua proposta fosse quase idêntica àquela que acabou por ser aprovada — diz que «houve claro exagero na criação de empresas municipais». Basílio Horta, líder parlamentar do PP, critica mesmo o PS pela actual situação «por quando da aprovação da lei de 1998 ter rejeitado um conjunto de regras de gestão e de controlo financeiro que constavam da proposta de lei apresentada pelo próprio Governo». Essa proposta governamental vedava parcerias público-privado, exigia a publicação de estudos de viabilidade económica e previa o controlo da gestão por parte da Inspecção-Geral do Território e Inspecção-Geral das Finanças. Basílio Horta defende que «o universo empresarial deveria ser alvo de uma análise à semelhança da que foi feita por Vital Moreira para os institutos públicos».
Menos críticos são os comunistas. Honório Novo, deputado do PCP, diz que as empresas municipais permitem «uma maior eficiência e operacionalidade num quadro de crescentes constrangimentos legais impostos pela administração central». Contudo, está contra a entrada de privados no capital das empresas municipais e diz que «a sua criação não deve ser uma prática generalizante».
A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) está, contudo, contra restrições à actual lei. Mário de Almeida, presidente da ANMP e da autarquia de Vila do Conde, afirma que «o actual modelo parece aceitável, merecendo, fruto da sua tenra idade, o teste que só o tempo propiciará». Almeida salienta que o controlo já existe ao nível das assembleias municipais e dos diversos órgãos das empresas (fiscal único e revisor oficial de contas). Defendendo ser «politicamente defensável» a parceria empresarial entre autarquias e privados, o presidente da ANMP acrescenta «não ser legítimo que o Estado queira exercer qualquer controlo de mérito sobre as entidades com participações autárquicas». «Ainda é cedo para fazer qualquer balanço», conclui.
O EXPRESSO tentou obter comentários do PSD, do Bloco de Esquerda e da Presidência da República, mas sem êxito.
Fim de citação
O mais importante para esta oligarquia de políticos e cortar na "função pública", mas não em toda!!! mas o que é ridículo é que reduzem despesas com:
os polícias, que não fazem muito, mas sempre fazem qualquer coisa;
os professores, que não fazem muito, mas sempre fazem qualquer coisa;
os enfermeiros, que não fazem muito, mas sempre fazem qualquer coisa;
os juízes, que não fazem muito, mas sempre fazem qualquer coisa
e com estas empresas que cumprem serviços já anteriormente prestados... nada!!!!
pois, são uma coutada de "boys" e de "girls" de que não interessa falar. para eles não há problema de deficit.
Mas quando a opinião pública começar a ficar alerta a estas situações, lá se arranjarão outros esquemas para empregar os rosa-alaranjados e os laranja-rosados. Acho que a próximo espaço de emprego desta gente vai ser o ensino, já se diz que este processo de colocação não presta e que é preciso encontrar outras vias...
Maldizente
Luiz Carvalho
José Sócrates, ministro que tutela as autarquias, e António Guterres: o Executivo prepara a marcha-atrásO GOVERNO quer mudar a legislação aprovada em 1998 para travar um processo que permitiu, em apenas três anos, a criação de cerca de 120 empresas municipais, das quais cerca de metade desde Novembro de 2000. O ritmo de crescimento deste tipo de entidades tem sido, com efeito, impressionante: desde que, em 5 de Outubro, o EXPRESSO iniciou a publicação de artigos sobre este tema, foram registadas mais quatro empresas municipais — duas na Amadora, no Cadaval e em Povoação, nos Açores. E foi ainda anunciada, já este mês, a formação de outras cinco: no Porto (três), Mirandela e Beja.
O secretário de Estado da Administração Local, José Augusto de Carvalho, disse ao EXPRESSO que será «feito um pedido de autorização legislativa com vista ao aperfeiçoamento das normas que evitem a adopção desajustada e sistemática desta organização jurídica». Admitindo que «o Governo tem estado atento aos alertas sobre algumas disfuncionalidades que têm vindo a público», aquele responsável — que no início de Outubro confessava desconhecer a dimensão do mundo empresarial autárquico — defende que a participação de autarquias em empresas deve «ser mais transparente, em especial no que respeita à escolha de parceiros (privados)».
Um outro aspecto que o Governo quer clarificar é a sustentabilidade económico-financeira destas empresas, bem como as formas de financiamento por parte das autarquias. Recorde-se que a esmagadora maioria das empresas municipais com mais de um ano de existência têm reduzida dimensão e apresentam prejuízos. E mesmo aquelas que têm lucros sobrevivem sobretudo à custa de constantes subsídios à exploração ou de contratos-programa, sem os quais entrariam em falência técnica.
Remunerações na ordem do dia
As remunerações são outro aspecto que o Governo quer agora clarificar. Alguns administradores de empresas municipais de pequena dimensão, como acontece no Porto e em Gaia, ganham tanto ou mais que os presidentes das câmaras. E alguns autarcas recebem senhas de presença por estarem à frente de empresas que tutelam.
O líder parlamentar do Partido Socialista, Francisco Assis, diz estar aberto à revisão da lei, mas salienta que esta não «pode ser vista como satanização ou injúria aos avaliados». Assis defende ser «absolutamente inquestionável a necessidade de aperfeiçoar os mecanismos de controlo, segundo os mesmos critérios que são aplicáveis a actividades similares desenvolvidas pela administração central». O chefe da bancada socialista assegura que «o PS contribuirá para que se estabeleça no curtíssimo prazo os mecanismos de controlo de toda a actividade empresarial do poder local».
O Partido Popular (PP) — que em 1998 votou contra a lei das empresas municipais, embora a sua proposta fosse quase idêntica àquela que acabou por ser aprovada — diz que «houve claro exagero na criação de empresas municipais». Basílio Horta, líder parlamentar do PP, critica mesmo o PS pela actual situação «por quando da aprovação da lei de 1998 ter rejeitado um conjunto de regras de gestão e de controlo financeiro que constavam da proposta de lei apresentada pelo próprio Governo». Essa proposta governamental vedava parcerias público-privado, exigia a publicação de estudos de viabilidade económica e previa o controlo da gestão por parte da Inspecção-Geral do Território e Inspecção-Geral das Finanças. Basílio Horta defende que «o universo empresarial deveria ser alvo de uma análise à semelhança da que foi feita por Vital Moreira para os institutos públicos».
Menos críticos são os comunistas. Honório Novo, deputado do PCP, diz que as empresas municipais permitem «uma maior eficiência e operacionalidade num quadro de crescentes constrangimentos legais impostos pela administração central». Contudo, está contra a entrada de privados no capital das empresas municipais e diz que «a sua criação não deve ser uma prática generalizante».
A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) está, contudo, contra restrições à actual lei. Mário de Almeida, presidente da ANMP e da autarquia de Vila do Conde, afirma que «o actual modelo parece aceitável, merecendo, fruto da sua tenra idade, o teste que só o tempo propiciará». Almeida salienta que o controlo já existe ao nível das assembleias municipais e dos diversos órgãos das empresas (fiscal único e revisor oficial de contas). Defendendo ser «politicamente defensável» a parceria empresarial entre autarquias e privados, o presidente da ANMP acrescenta «não ser legítimo que o Estado queira exercer qualquer controlo de mérito sobre as entidades com participações autárquicas». «Ainda é cedo para fazer qualquer balanço», conclui.
O EXPRESSO tentou obter comentários do PSD, do Bloco de Esquerda e da Presidência da República, mas sem êxito.
Fim de citação
O mais importante para esta oligarquia de políticos e cortar na "função pública", mas não em toda!!! mas o que é ridículo é que reduzem despesas com:
os polícias, que não fazem muito, mas sempre fazem qualquer coisa;
os professores, que não fazem muito, mas sempre fazem qualquer coisa;
os enfermeiros, que não fazem muito, mas sempre fazem qualquer coisa;
os juízes, que não fazem muito, mas sempre fazem qualquer coisa
e com estas empresas que cumprem serviços já anteriormente prestados... nada!!!!
pois, são uma coutada de "boys" e de "girls" de que não interessa falar. para eles não há problema de deficit.
Mas quando a opinião pública começar a ficar alerta a estas situações, lá se arranjarão outros esquemas para empregar os rosa-alaranjados e os laranja-rosados. Acho que a próximo espaço de emprego desta gente vai ser o ensino, já se diz que este processo de colocação não presta e que é preciso encontrar outras vias...
Maldizente
5 de julho de 2005
Ria Formosa?
"Ria Formosa
Senhor Leitor: adapte-se ao País em que vive! Quer uma casa junto à praia, com vista magnífica, num ambiente excepcional, e que lhe pode dar rendimentos chorudos no futuro? Não hesite! Ao longo dos 800km do litoral português escolha o local que mais lhe agrada. Entre as zonas mais apetecíveis ressalta a Ria Formosa. Compre uns tijolos e umas sacas de cimento, convide uns amigos e construa a casa que lhe agrada. Não convém ser, logo de início, muito grande. As ampliações sucessivas virão depois!
Construa-a rapidamente, se possível para que, numa única noite, fique com telhado: assim, poderá ainda aproveitar este verão, além de que lhe poderá evitar algumas inconveniências, como a de lhe tentarem embargar a obra!
Se a embargarem, não ligue e continue a construção: ninguém fará nada de significativo e, como sabe, mesmo que o caso vá para tribunal, se arranjar um bom advogado, acabará por terminar a sua longa vida sem o caso ficar resolvido, isto se o caso não prescrever antes! Pelo sim, pelo não, transforme oficialmente essa casa na sua habitação principal, e se tiver uma vivenda legalizada com todas as comodidades diga que é a sua habitação secundária. No verão, como por certo só passará na sua casa de praia (habitação teoricamente principal) um mês de férias, alugue-a o resto do tempo. Sabe quanto poderá lucrar? Com isso poderá passar o resto das férias no Brasil, ou na Tailândia, ou noutro qualquer destino turístico mítico.Não se preocupe com a titularidade do terreno: é nosso!Não se preocupe com projectos e licenças: é uma trabalheira a evitar além de que é um gasto de dinheiro escusado!Não se preocupe se inicialmente não tem luz eléctrica e água canalizada: mais tarde ou mais cedo a Câmara tratará disso (e cobrará as taxas correspondentes)!
Não se preocupe se, no inverno, o mar lhe vier ameaçar ou mesmo destruir parte da casa: o Estado acorrerá a protegê-la!Não se preocupe se o Estado ameaçar demolir a sua casa clandestina: o próprio Estado se oporá à demolição, além de que não há dinheiro para isso!
Não se preocupe se vir os turistas que interessam deixarem de vir para esta região, escolhendo outros destinos turísticos, no estrangeiro, e aí deixando o seu dinheiro: o governo arranjará alguma forma de "sacar" dinheiro à União Europeia!
Não se preocupe se vir as dunas desaparecerem, a maré avançar até quase à sua porta, o ambiente circundante ficar completamente degradado: será muito azar que alguma coisa realmente nefasta ocorra durante a sua vida, e depois disso, eles (os nossos filhos e netos) que se amanhem!Não se preocupe com problemas de consciência ambiental, com o desenvolvimento sustentável, e com outras "tretas" do género: em Roma sê romano . e nesta "Roma" que é o nosso País, os "romanos" são assim!
Dizia Eça nos Maias: "Nunca houve uma choldra assim no Universo". E como dizia Ruy Belo no poema Portugal Sacro-Profano Lugar Onde: "Neste país sem olhos e sem boca" é fartar vilanagem."
Por João Alveirinho Dias, professor associado da Universidade do Algarve, é o coordenador científico do entro de Investigação os Ambientes Marinhos e Costeiros daquela instituição. Natural de Castelo Branco, com 55 anos, licenciou-se e doutorou-se em geologia pela Universidade de Lisboa onde, desde 1992, é professor convidado para as áreas de geologia marinha egeologia costeira.
Jano
Senhor Leitor: adapte-se ao País em que vive! Quer uma casa junto à praia, com vista magnífica, num ambiente excepcional, e que lhe pode dar rendimentos chorudos no futuro? Não hesite! Ao longo dos 800km do litoral português escolha o local que mais lhe agrada. Entre as zonas mais apetecíveis ressalta a Ria Formosa. Compre uns tijolos e umas sacas de cimento, convide uns amigos e construa a casa que lhe agrada. Não convém ser, logo de início, muito grande. As ampliações sucessivas virão depois!
Construa-a rapidamente, se possível para que, numa única noite, fique com telhado: assim, poderá ainda aproveitar este verão, além de que lhe poderá evitar algumas inconveniências, como a de lhe tentarem embargar a obra!
Se a embargarem, não ligue e continue a construção: ninguém fará nada de significativo e, como sabe, mesmo que o caso vá para tribunal, se arranjar um bom advogado, acabará por terminar a sua longa vida sem o caso ficar resolvido, isto se o caso não prescrever antes! Pelo sim, pelo não, transforme oficialmente essa casa na sua habitação principal, e se tiver uma vivenda legalizada com todas as comodidades diga que é a sua habitação secundária. No verão, como por certo só passará na sua casa de praia (habitação teoricamente principal) um mês de férias, alugue-a o resto do tempo. Sabe quanto poderá lucrar? Com isso poderá passar o resto das férias no Brasil, ou na Tailândia, ou noutro qualquer destino turístico mítico.Não se preocupe com a titularidade do terreno: é nosso!Não se preocupe com projectos e licenças: é uma trabalheira a evitar além de que é um gasto de dinheiro escusado!Não se preocupe se inicialmente não tem luz eléctrica e água canalizada: mais tarde ou mais cedo a Câmara tratará disso (e cobrará as taxas correspondentes)!
Não se preocupe se, no inverno, o mar lhe vier ameaçar ou mesmo destruir parte da casa: o Estado acorrerá a protegê-la!Não se preocupe se o Estado ameaçar demolir a sua casa clandestina: o próprio Estado se oporá à demolição, além de que não há dinheiro para isso!
Não se preocupe se vir os turistas que interessam deixarem de vir para esta região, escolhendo outros destinos turísticos, no estrangeiro, e aí deixando o seu dinheiro: o governo arranjará alguma forma de "sacar" dinheiro à União Europeia!
Não se preocupe se vir as dunas desaparecerem, a maré avançar até quase à sua porta, o ambiente circundante ficar completamente degradado: será muito azar que alguma coisa realmente nefasta ocorra durante a sua vida, e depois disso, eles (os nossos filhos e netos) que se amanhem!Não se preocupe com problemas de consciência ambiental, com o desenvolvimento sustentável, e com outras "tretas" do género: em Roma sê romano . e nesta "Roma" que é o nosso País, os "romanos" são assim!
Dizia Eça nos Maias: "Nunca houve uma choldra assim no Universo". E como dizia Ruy Belo no poema Portugal Sacro-Profano Lugar Onde: "Neste país sem olhos e sem boca" é fartar vilanagem."
Por João Alveirinho Dias, professor associado da Universidade do Algarve, é o coordenador científico do entro de Investigação os Ambientes Marinhos e Costeiros daquela instituição. Natural de Castelo Branco, com 55 anos, licenciou-se e doutorou-se em geologia pela Universidade de Lisboa onde, desde 1992, é professor convidado para as áreas de geologia marinha egeologia costeira.
Jano
No Comments
O Sr. Alberto não pára. Não foi suficiente os “bastardos do “contenênte””, para agora querer correr com os chineses e indianos. Mas quando prendem este animal?
Jano, com os olhos em bico
Jano, com os olhos em bico
4 de julho de 2005
GAF
amigo Jano, não seria mais fácil fazer inscrições na Quercus, ou na GEOTA, e a partir daí criar uma célula local?
já agora, em relação ao mail do nosso blog, eu não vou lá há uns bons meses... não sei se receberá alguma coisa...
e para acabar, uma bela duma foto! Ribeira da Janela, concelho do Porto Moniz, Floresta Laurissilva!!!
Maldizente
3 de julho de 2005
Gajas em Fronteira, mito ou realidade?
...mas onde param as gajas em Fronteira? Já nem pergunto pelas boas…pergunto apenas por gajas. Até pode ser com bigode (aliás, devia ser difícil era encontrar sem bigode), com pêlo no sovaco, gordas, mal arranjadas, feias… (ei também não é preciso serem MESMO MUITO FEIAS, para isso continuem em casa, nós olhamos para as flores do jardim), antipáticas, arrogantes, (mas arrogantes e feias não, por favor), ignorantes…mas apareçam!!
Ou será que não podem? Ou será que estão presas? Ou será que foram levadas??? Julgo que temos aqui um caso para peritos. Só um grupo de técnico altamente especializados no desmantelamento de organizações criminosas pode resolver este enigma: GNR!!! Claro, e quem mais?
Fica o apelo:
Se virem mulher baixa, com pêlo no sovaco, com bigode farfalhudo, por vezes com barba, gorda, cú grande, mamas descaídas a dizer palavrões. Avise a GNR da sua zona. Muito provavelmente essa mulher pertence a Fronteira.
Por nós, deixem-na lá onde estiver, digam-lhe apenas, para ir votar nas eleições.
Jano
Ou será que não podem? Ou será que estão presas? Ou será que foram levadas??? Julgo que temos aqui um caso para peritos. Só um grupo de técnico altamente especializados no desmantelamento de organizações criminosas pode resolver este enigma: GNR!!! Claro, e quem mais?
Fica o apelo:
Se virem mulher baixa, com pêlo no sovaco, com bigode farfalhudo, por vezes com barba, gorda, cú grande, mamas descaídas a dizer palavrões. Avise a GNR da sua zona. Muito provavelmente essa mulher pertence a Fronteira.
Por nós, deixem-na lá onde estiver, digam-lhe apenas, para ir votar nas eleições.
Jano
Grupo Ambiental para Fronteira?
Através dos imensos blogueiros que não “passam, sem passar” por este blog, aproveito para vos consultar:
Que acham da criação de um grupo ambiental para Fronteira?
(Podem enviar para: ultimafronteira@portugalmail.pt, ou deixar um comentário)
A direcção agradece. Haverá, depois da contagem, uma sandes de coratos para todos aqueles que responderam, que o que Fronteira precisa é de gajas)
Jano
Que acham da criação de um grupo ambiental para Fronteira?
(Podem enviar para: ultimafronteira@portugalmail.pt, ou deixar um comentário)
A direcção agradece. Haverá, depois da contagem, uma sandes de coratos para todos aqueles que responderam, que o que Fronteira precisa é de gajas)
Jano
Subscrever:
Mensagens (Atom)
