A piscina coberta de Fronteira vai encerrar. A câmara alega falta de verbas para pagar os custos da manutenção. Os fronteirenses ficam assim desprovidos de uma infra estrutura com excelentes condições. Pergunto: se era sabido dos custos da manutenção da piscina coberta, porque foi decidido construir uma outra piscina, longe da vila? Esse dinheiro gasto na nova piscina, poderia ser investido em sistemas mais eficazes permitindo, provavelmente uma diminuição nos custos de manutenção da piscina coberta.
Como não bastasse, alguém iluminado, resolveu oferecer 12 prendas aos munícipes de Fronteira, nesta quadra festiva. Ora, devia ter tido uma profunda reflexão e concluído: “o que é que estes fronteirenses querem pelo Natal? Claro é isso mesmo! Umas belas bandas sonoras, altas, dignas de respeito, feitas de paralelos para dar cabo dos carros…”.
Como não bastasse já a banda da GNR, sempre com o caderno dos apontamentos na algibeira, não tiveram mais nada para se lembrar do que as malditas bandas sonoras. Só me faltava agora é que fossem da mesma altura do que aquela que estava à entrada de Santo Amaro, que graças aos tractores, foi destruída. Até compreendo que a Avenida pudesse constituir perigo, mas o pavimento já está tão mal, que duvido que alguém ultrapassasse os 40 km/h.
Mas até achava estranho que Fronteira não tivesse bandas sonoras, esse sinal de desenvolvimento e prosperidade, até São Bento do Cortiço as tem, (alias a única rua que atravessa São Bento do Cortiço, está dividida 5 em 5 metros por uma digna lomba!). Acho que ficámos todos contentes com o Pai Natal, principalmente os que moram na Avenida.
Escusado será dizer, que quando a obra ficar pronta toda a gente irá passar atrás do ciclo e deixará de passar pela Avenida.
Bom Natal!
27 de dezembro de 2005
“Homens do sexo masculino”
Caros irmãos,
Na última homilia aquando da comemoração da Imaculada o padre da paróquia lamentando-se da pouca assistência masculina, exprimiu uma frase que pela sua riqueza estilística e semântica é indubitavelmente a frase da semana, diria mesmo, a frase para reflexão nesta quadra natalícia, sempre tão solidária e fraterna, “...é preciso que os homens do sexo masculino venham à missa...” (a expressão a negrito foi repetida com insistência). Obviamente que a Última Fronteira não foi à dita missa, nem a essa, nem às outras, mas graças a informadores, infiltrados na sacristia (são os mesmos que estão no gabinete do Souto Moura, fazem por turnos) foi-nos “revelado” esta informação, graças a Deus (e aos informadores), amen!
Mais uma vez George Orwell, tem razão. Para a igreja somos todos iguais, mas uns são mais iguais do que outros. Parece que para o Deus católico, uns são mais importantes do que outros, sendo só possível a salvação eterna, se norteares a tua orientação sexual pelas normativas do Vaticano.
Será que Deus pensa assim? (esta é a minha frase de Natal!)
Boas festas, pessoal! E também para os “homens do sexo masculino”!
Na última homilia aquando da comemoração da Imaculada o padre da paróquia lamentando-se da pouca assistência masculina, exprimiu uma frase que pela sua riqueza estilística e semântica é indubitavelmente a frase da semana, diria mesmo, a frase para reflexão nesta quadra natalícia, sempre tão solidária e fraterna, “...é preciso que os homens do sexo masculino venham à missa...” (a expressão a negrito foi repetida com insistência). Obviamente que a Última Fronteira não foi à dita missa, nem a essa, nem às outras, mas graças a informadores, infiltrados na sacristia (são os mesmos que estão no gabinete do Souto Moura, fazem por turnos) foi-nos “revelado” esta informação, graças a Deus (e aos informadores), amen!
Mais uma vez George Orwell, tem razão. Para a igreja somos todos iguais, mas uns são mais iguais do que outros. Parece que para o Deus católico, uns são mais importantes do que outros, sendo só possível a salvação eterna, se norteares a tua orientação sexual pelas normativas do Vaticano.
Será que Deus pensa assim? (esta é a minha frase de Natal!)
Boas festas, pessoal! E também para os “homens do sexo masculino”!
17 de dezembro de 2005
24 de novembro de 2005
altzeimer
acho que é assim que se escreve, ou não?
estou com sintomas sérios de... esqueci-me da password e username registadas como Maldizente. Ora porra!!!
Quanto ao Rally 24 horas no terródromo de Fronteira... até acho que é uma boa ideia e pode ter algum retorno.
Acho que feitas as contas aos gastos da autarquia e aos impostos advindos da frequência de "espectadores" ao evento a "coisa" até pode dar lucro....
já retorno ao tema...
Maldizente
estou com sintomas sérios de... esqueci-me da password e username registadas como Maldizente. Ora porra!!!
Quanto ao Rally 24 horas no terródromo de Fronteira... até acho que é uma boa ideia e pode ter algum retorno.
Acho que feitas as contas aos gastos da autarquia e aos impostos advindos da frequência de "espectadores" ao evento a "coisa" até pode dar lucro....
já retorno ao tema...
Maldizente
23 de novembro de 2005
“Tamos” de Raly!!
No próximo fim de semana (26 e 27 de Novembro), irá realizar-se mais um raly, não das tascas, mas também das tascas. É sem dúvida o acontecimento que mais dá visibilidade à vila. Obviamente, não é pelo acontecimento em si, que também contribui para essa visibilidade, mas julgo que será mais pela ausência de outros acontecimentos.
Sendo previsível que os fronteirenses sejam a favor desse evento, eu questiono das vantagens efectivas e duradouras deste acontecimento.
Bem, mas para além de opiniões, vale pena visitar Fronteira neste fim de semana.
Sendo previsível que os fronteirenses sejam a favor desse evento, eu questiono das vantagens efectivas e duradouras deste acontecimento.
Bem, mas para além de opiniões, vale pena visitar Fronteira neste fim de semana.
17 de novembro de 2005
4 de novembro de 2005
Antecipa a tomada de Posse e Antecipas a Reforma, uau..

“MUITOS autarcas eleitos a 9 de Outubro anteciparam a tomada de posse para não perderem privilégios e regalias. O caso é que um diploma que limita as regalias dos titulares de cargos políticos (e que já devia estar em vigor) acabou por se atrasar, permitindo que todos aqueles que conseguiram ser empossados até ao dia 15 beneficiem de um «regime transitório» que lhes dá privilégios na contagem do tempo de serviço para efeitos de reforma. » “ (in expresso 29/Out/2004, http://semanal.expresso.clix.pt/capa/default.asp)
Mais uma vez a classe política em grande classe. Tiveram a oportunidade de tornar a sua imagem menos poluta, mas não conseguiram resistir mais uma vez aos bens terrenos. Já nem sequer vou confrontar com a imagem de sacrifícios que a população portuguesa se enfrenta. Culpados uns por terem deixado o diploma na gaveta, não conseguindo a sua aprovação antes das eleições autárquicas e culpados outros, por terem antecipado a tomada de posse para único aproveitamento próprio de um Diploma que irá ser brevemente substituído por outro que o contradiz. Quem paga? Todos nós, como sempre, aqueles que não têm regalias e privilégios e se falham nas suas responsabilidades vão para a rua. Mas já ninguém tem vergonha?
31 de outubro de 2005
Recomendo:
20 de outubro de 2005
Confiança
Confiança. Quem merece a nossa confiança? Como certificarmo-nos que podemos confiar? Nos dias que desaguam no absurdo, é cada vez mais perigoso confiar em alguém cegamente. Às vezes até gostaríamos de confiar, mas já não conseguimos e ainda bem, acrescento. Mas só se testa a confiança se alguém arriscar, e esse risco é uma oportunidade para uma amizade. Confiar em alguém é criar um amigo e muitas das vezes não entendo como pessoas podem perder amigos ou ideias, por simples ganância, vaidade ou arrogância.
Não há hérois, mas isso não nos impede de lutar por uma ética de humanidade. A ética é a conduta última dos homens. Mas...é o homem que escolhe a ética ou a ética ao homem. De onde vem o bem? E já agora, o que é o bem? Podíamos seguir até ao absurdo, mas apenas pergunto, como gostariam de serem recordados no futuro?
“Morte. Fim para muitos. Eternidade para mim”
Miguel Angelo
Não há hérois, mas isso não nos impede de lutar por uma ética de humanidade. A ética é a conduta última dos homens. Mas...é o homem que escolhe a ética ou a ética ao homem. De onde vem o bem? E já agora, o que é o bem? Podíamos seguir até ao absurdo, mas apenas pergunto, como gostariam de serem recordados no futuro?
“Morte. Fim para muitos. Eternidade para mim”
Miguel Angelo
13 de outubro de 2005
números
25 pessoas, em Fronteira, dão 1% dos votos... um jantar de galuchos
250 pessoas são 10%... a assistência aos briosos rapazes do Atlético, num dia de boa casa
deve ser isto a "morte social"... é pena!!!
também é lamentável que seja um panorama geral por todo o Alentejo.
Enfim, parabéns à lista do PSD, nomeadamente aos Srs Vereadores António Gomes e Cláudio Neves.
Maldizente
250 pessoas são 10%... a assistência aos briosos rapazes do Atlético, num dia de boa casa
deve ser isto a "morte social"... é pena!!!
também é lamentável que seja um panorama geral por todo o Alentejo.
Enfim, parabéns à lista do PSD, nomeadamente aos Srs Vereadores António Gomes e Cláudio Neves.
Maldizente
11 de outubro de 2005
Resultados Eleitorais - Fronteira
Em Fronteira o regresso à normalidade, (frase de duvidosa fonética). A última Fronteira registou os resultados inequívocos:
Inscritos - 3413
Votantes - 2470; 72,37%
Brancos - 56; 2,27%
Nulos - 54; 2,19%
Abstenção - 943; 27,63%
Distribuição de votos e mandatos:
Partido Votos % Mandatos
PPD/PSD 1587 64,25 4
PS 506 20,49 1
PCP-PEV 267 10,81 0
Fonte: Rádio Portalegre
Alguma analise digna de nota? Os resultados são claros. Nem os 30% de abstenção me parecem muito. O que me estranha são os 56 votos brancos que mostram uma significativa insatisfação em relação às candidaturas apresentadas e também os 54 votos nulos, embora aí os velhotes que não conseguem ver os quadrados para colocar a cruz possam ter alguma coisa a dizer...
Bem, agora é só cumprir com o programa eleitoral... Programa? Ah, sim, pois, o programa.
Inscritos - 3413
Votantes - 2470; 72,37%
Brancos - 56; 2,27%
Nulos - 54; 2,19%
Abstenção - 943; 27,63%
Distribuição de votos e mandatos:
Partido Votos % Mandatos
PPD/PSD 1587 64,25 4
PS 506 20,49 1
PCP-PEV 267 10,81 0
Fonte: Rádio Portalegre
Alguma analise digna de nota? Os resultados são claros. Nem os 30% de abstenção me parecem muito. O que me estranha são os 56 votos brancos que mostram uma significativa insatisfação em relação às candidaturas apresentadas e também os 54 votos nulos, embora aí os velhotes que não conseguem ver os quadrados para colocar a cruz possam ter alguma coisa a dizer...
Bem, agora é só cumprir com o programa eleitoral... Programa? Ah, sim, pois, o programa.
4 de outubro de 2005
Copiado de "Estrago da Nação"
Farpas Verdes CCXCIVDei-me ao trabalho de ir consultar o último relatório de acompanhamento da seca feito pelo Instituto da Água. Não aconselho a leitura: é uma autêntica «seca». Maçudo, indigesto, com excesso de informação irrelevante, com falta de informação essencial, incompreensível para 99% da população portuguesa. De quando em vez, no meio de alguma página, existem alguns dados que mostram o modo como o país «acompanha» a seca e as medidas que têm sido tomadas.Por exemplo, em 143 concelhos de Portugal Continental foram adoptadas medidas de poupança de água. Contudo, destas todas somente 18 (8,3%) sabem que resultados se obtiveram, pois as restantes desconhecem os efeitos das medidas adoptadas. Por exemplo, no Algarve, 15 das 16 autarquias tomaram medidas, mas apenas uma apresentou uma estimativa de poupança (por sinal, uma poupança mediocre de 3%). Ou seja, as autarquias e o Estado adoptam medidas - terão gasto rios de dinheiro em campanhas de sensibilização -, mas não avaliam os resultados.No mesmo relatório (página 28) refere-se que «a falta de equipamento de medição à saída das ETA (estações de tratamento de águas) é certamente a principal razão para este desconhecimento». Ou seja, isto demonstra, aliás, um problema mais grave: as autarquias nem sequer conseguem calcular a percentagem de perdas da sua rede, pois nem sequer sabem o volume que captam; apenas conhecem o volume que chega aos consumidores...Eu, por exemplo, acho que campanhas de marketing - daquelas tipo postal e spots televisivos - não resultam. E que o uso eficiente da água em tempo de seca se promove sobretudo ao nível do preço. Mas como não se fazem avaliações jamais se saberá se tenho ou não razão. Assim, as campanhas só servem para descansar consciências; não para resolver problemas...
Maldizente
Maldizente
Copiado de "Semiramis"
O Essencial e o Acessório
O Fórum Económico Mundial divulgou o ranking de competitividade para 2005, onde Portugal ocupa um honroso 22º lugar, entre 117 países. Inclusivamente, apesar da crise em que vivemos e da perda de competitividade que tem havido, subiu 2 lugares no ranking entre 2004 e 2005. Notável. Portanto o nosso país tornou-se atraente para o investimento estrangeiro. Assim se um investidor privilegiar os baixos “custos do terrorismo” (1º lugar), “liberdade de imprensa” (4º), “acesso aos telemóveis” (9º), baixa influência do “crime organizado” (7%) e “independência dos tribunais” (15%), estamos garantidos. Porém se se incomodar com a “expectativa de uma recessão” (103º), “qualidade de ensino da matemática e ciências” (81º !!), “excesso de burocracia” (77º), “centralização excessiva das decisões económicas (70º) ”, com a falta de “estabilidade macroeconómica” (64º), baixa “formação profissional” (59º) e “escassez de cientistas e engenheiros” (49º) então a nossa atractividade será muito menor.
Maldizente
O Fórum Económico Mundial divulgou o ranking de competitividade para 2005, onde Portugal ocupa um honroso 22º lugar, entre 117 países. Inclusivamente, apesar da crise em que vivemos e da perda de competitividade que tem havido, subiu 2 lugares no ranking entre 2004 e 2005. Notável. Portanto o nosso país tornou-se atraente para o investimento estrangeiro. Assim se um investidor privilegiar os baixos “custos do terrorismo” (1º lugar), “liberdade de imprensa” (4º), “acesso aos telemóveis” (9º), baixa influência do “crime organizado” (7%) e “independência dos tribunais” (15%), estamos garantidos. Porém se se incomodar com a “expectativa de uma recessão” (103º), “qualidade de ensino da matemática e ciências” (81º !!), “excesso de burocracia” (77º), “centralização excessiva das decisões económicas (70º) ”, com a falta de “estabilidade macroeconómica” (64º), baixa “formação profissional” (59º) e “escassez de cientistas e engenheiros” (49º) então a nossa atractividade será muito menor.
Maldizente
Copiado de "O Jumento"
A última de Valentim Loureiro:
«"Meninos, como é que é? Valentim, Valentim." Foi desta forma que o candidato independente à câmara de Gondomar se dirigiu às crianças do 1.º ciclo CEB do Vinhal, local escolhido para a primeira acção da campanha . E foi às crianças com idades entre os seis e os dez anos que Valentim Loureiro deixou uma mensagem muito especial "É preciso dizer aos paizinhos que quem quiser votar em mim tem que pôr o voto na cruz do fim, na última do boletim. Desta vez não é no PSD. Mas devem dizer principalmente aos avós. Ainda há gente em Gondomar que não sabe ler nem escrever e agora não é para votar nas setinhas nem nas chaminés. É nos dois pauzinhos, no Valentim."» [Diário de Notícias Link]
«"Meninos, como é que é? Valentim, Valentim." Foi desta forma que o candidato independente à câmara de Gondomar se dirigiu às crianças do 1.º ciclo CEB do Vinhal, local escolhido para a primeira acção da campanha . E foi às crianças com idades entre os seis e os dez anos que Valentim Loureiro deixou uma mensagem muito especial "É preciso dizer aos paizinhos que quem quiser votar em mim tem que pôr o voto na cruz do fim, na última do boletim. Desta vez não é no PSD. Mas devem dizer principalmente aos avós. Ainda há gente em Gondomar que não sabe ler nem escrever e agora não é para votar nas setinhas nem nas chaminés. É nos dois pauzinhos, no Valentim."» [Diário de Notícias Link]
Copiado de "Grande Loja do Queijo Limiano"
Portugal não é só Felgueiras...
Assessora camarária fica com um quarto das aulas de Inglês das escolas de Lisboa As aulas de Inglês em quase um quarto das 96 escolas do 1º ciclo do ensino básico de Lisboa vão ser asseguradas, este ano lectivo, por uma empresa de que é proprietária a escritora Maria João Lopo de Carvalho, assessora da vereadora da Educação e Acção Social da Câmara de Lisboa, Helena Lopes da Costa. A escolha dos parceiros responsáveis pelo ensino daquela língua coube aos conselhos executivos dos 31 agrupamentos escolares da cidade, que dependem directamente, a nível de instalações e de outros apoios, do gabinete da vereadora onde a escritora é a principal interlocutora das escolas. As propostas da empresa Know How, de que Maria João Lopo de Carvalho é gerente e única sócia, foram aceites por nove agrupamentos (que agregam 25 escolas) e foram já homologadas pelo ministério. [continua aqui]
Maldizente
Assessora camarária fica com um quarto das aulas de Inglês das escolas de Lisboa As aulas de Inglês em quase um quarto das 96 escolas do 1º ciclo do ensino básico de Lisboa vão ser asseguradas, este ano lectivo, por uma empresa de que é proprietária a escritora Maria João Lopo de Carvalho, assessora da vereadora da Educação e Acção Social da Câmara de Lisboa, Helena Lopes da Costa. A escolha dos parceiros responsáveis pelo ensino daquela língua coube aos conselhos executivos dos 31 agrupamentos escolares da cidade, que dependem directamente, a nível de instalações e de outros apoios, do gabinete da vereadora onde a escritora é a principal interlocutora das escolas. As propostas da empresa Know How, de que Maria João Lopo de Carvalho é gerente e única sócia, foram aceites por nove agrupamentos (que agregam 25 escolas) e foram já homologadas pelo ministério. [continua aqui]
Maldizente
Copiado de "É Curioso"
Espanha
Salários mais altos
Custo de vida inferior
Saúde melhor (organização)
Políticos mais baratos
Água 40% mais barata
Combustíveis 25% inferior
Electricidade 40% inferior
Melhor rede viária
E sei lá eu que mais de bom eles têm. Mas sei o que de mau nos temos.
Portugal
Ensino (pior da Europa)
Abandono escolar (1º lugar Europa)
Manuais escolares (comprem e comparem)
Saúde (listas de espera intermináveis)
Consultas medicas (mais cara que na Europa)
Redes viárias (quem não conhece, saia de casa)
Salários (mais baixos da Europa)
Telefone (mais caro da Europa)
Medicamentos (caros ao nível da Europa rica)
Internet (mais caro da Europa, pior qualidade)
Desemprego (crescimento galopante)
Empresas (a fechar diariamente)
Economia (recessão)
Combustíveis (um honroso 4º lugar. Ao preço da Europa rica)
Transportes (autocarros na maioria com mais de 20 anos)
Corrupção (relatórios OCDE Nº1 na Europa desde 1998)
SIDA (1º na Europa estripe própria)
Tuberculose multi-resistente (1º lugar Europa)
Toxicodependência (1º lugar Europa)
Incêndios (1º lugar Europa)
Criminalidade (ao nível dos melhores)
Pobreza (1º lugar Europa)
Fosso entre pobres e ricos (1º lugar Europa)
Pedofilia (nem falar infiltrada nos centros de poder)
Mas nem tudo é mau
Políticos (os mais caros da Europa)
Políticos (os menos respeitáveis)
Gestores públicos (os mais bem pagos da Europa)
Criminalidade (assaltos com 20, 30, 40 e sei lá que mais, transformado em incivilidades)
Socialistas (orgulhosos de fazer o que a direita queria fazer mas não fez)
Por aqui me fico não vão pensar que estou zangado com este rectângulo do inferno.
Maldizente
Salários mais altos
Custo de vida inferior
Saúde melhor (organização)
Políticos mais baratos
Água 40% mais barata
Combustíveis 25% inferior
Electricidade 40% inferior
Melhor rede viária
E sei lá eu que mais de bom eles têm. Mas sei o que de mau nos temos.
Portugal
Ensino (pior da Europa)
Abandono escolar (1º lugar Europa)
Manuais escolares (comprem e comparem)
Saúde (listas de espera intermináveis)
Consultas medicas (mais cara que na Europa)
Redes viárias (quem não conhece, saia de casa)
Salários (mais baixos da Europa)
Telefone (mais caro da Europa)
Medicamentos (caros ao nível da Europa rica)
Internet (mais caro da Europa, pior qualidade)
Desemprego (crescimento galopante)
Empresas (a fechar diariamente)
Economia (recessão)
Combustíveis (um honroso 4º lugar. Ao preço da Europa rica)
Transportes (autocarros na maioria com mais de 20 anos)
Corrupção (relatórios OCDE Nº1 na Europa desde 1998)
SIDA (1º na Europa estripe própria)
Tuberculose multi-resistente (1º lugar Europa)
Toxicodependência (1º lugar Europa)
Incêndios (1º lugar Europa)
Criminalidade (ao nível dos melhores)
Pobreza (1º lugar Europa)
Fosso entre pobres e ricos (1º lugar Europa)
Pedofilia (nem falar infiltrada nos centros de poder)
Mas nem tudo é mau
Políticos (os mais caros da Europa)
Políticos (os menos respeitáveis)
Gestores públicos (os mais bem pagos da Europa)
Criminalidade (assaltos com 20, 30, 40 e sei lá que mais, transformado em incivilidades)
Socialistas (orgulhosos de fazer o que a direita queria fazer mas não fez)
Por aqui me fico não vão pensar que estou zangado com este rectângulo do inferno.
Maldizente
Copiado de "O Carvalhadas"
Ser português.
"Francisco Louçã visitou, esta quinta-feira, o bairro do Barroncho, um bairro de barracas no concelho de Odivelas. O líder do Bloco de Esquerda ouviu queixas de quem está há mais de 20 anos há espera de uma casa em condições.Este bairro serve de abrigo a uma população pobre e na maioria imigrante. O realojamento destes moradores está muito atrasado por falta de dinheiro camarário, mas em Odivelas o que não falta é construção. Muito perto do bairro de barracas vão surgir brevemente novos prédios."
E o que tem a ver a construção com a falta de dinheiro camarário? Querem obrigar os construtores a doar casas ao imigrantes?Qualquer dia, o cidadão vai ser obrigado a contribuir com uma dízima para os imigrantes poderem aproveitar despreocupadamente as piscinas das suas mansões gentilmente oferecidas pelos construtores.
"Mais de seis dezenas de famílias, que viviam em bairros degradados do concelho de Cascais, receberam ontem a chave da nova casa. Trata-se de um bairro construído na Adroana, freguesia de Alcabideche, com 272 fogos, 129 dos quais para o plano especial de realojamento (PER) e os restantes 143 para venda a custos controlado.Satisfeito com a sua nova casa estava Ângelo Orence, de 52 anos «Finalmente vou ter uma casa digna, até aqui vivia num buraco de uma garagem no bairro das Neves», contou. Também Ilda Botelho, de 63 anos, estava radiante. Logo que recebeu a chave correu para conhecer a sua nova habitação. «Tenho vivido no bairro do Fim do Mundo e agora chegou a hora de ter uma casa com todas as comunidade», dizia. Já o filho, António Botelho, lembrou que «este novo bairro tem um defeito para quem tem de usar transportes colectivos, já que fica longe a paragem do autocarro e os horários são demasiado espaçados. Para além disso, não há iluminação entre o bairro e a paragem. "Este é um problema que a autarquia diz que vai ser estudado com a operadora da zona. «Vamos tentar encontrar uma solução de consenso para que o bairro tenha um melhor serviço de transportes públicos», garantiu o vereador responsável pelo PER, Rama da Silva."
Os antigos moradores da Adroana é que ficam a ganhar. Graças aos imigrantes têm finalmente luz e melhoria do serviço de transportes públicos. Algo que reinvidicavam há muito mas a sua condição de cidadania portuguesa impedia de obter.Servidos nos primórdios por uma estrada de Terra, os moradores da Adroana passam agora a ter uma estrada novinha em folha e um novo recinto aonde vão efectuar-se as feiras (antiga feira de Cascais).Num país aonde as minorias têm mais direitos, ser português só serve para pagar impostos e votar.
Maldizente
"Francisco Louçã visitou, esta quinta-feira, o bairro do Barroncho, um bairro de barracas no concelho de Odivelas. O líder do Bloco de Esquerda ouviu queixas de quem está há mais de 20 anos há espera de uma casa em condições.Este bairro serve de abrigo a uma população pobre e na maioria imigrante. O realojamento destes moradores está muito atrasado por falta de dinheiro camarário, mas em Odivelas o que não falta é construção. Muito perto do bairro de barracas vão surgir brevemente novos prédios."
E o que tem a ver a construção com a falta de dinheiro camarário? Querem obrigar os construtores a doar casas ao imigrantes?Qualquer dia, o cidadão vai ser obrigado a contribuir com uma dízima para os imigrantes poderem aproveitar despreocupadamente as piscinas das suas mansões gentilmente oferecidas pelos construtores.
"Mais de seis dezenas de famílias, que viviam em bairros degradados do concelho de Cascais, receberam ontem a chave da nova casa. Trata-se de um bairro construído na Adroana, freguesia de Alcabideche, com 272 fogos, 129 dos quais para o plano especial de realojamento (PER) e os restantes 143 para venda a custos controlado.Satisfeito com a sua nova casa estava Ângelo Orence, de 52 anos «Finalmente vou ter uma casa digna, até aqui vivia num buraco de uma garagem no bairro das Neves», contou. Também Ilda Botelho, de 63 anos, estava radiante. Logo que recebeu a chave correu para conhecer a sua nova habitação. «Tenho vivido no bairro do Fim do Mundo e agora chegou a hora de ter uma casa com todas as comunidade», dizia. Já o filho, António Botelho, lembrou que «este novo bairro tem um defeito para quem tem de usar transportes colectivos, já que fica longe a paragem do autocarro e os horários são demasiado espaçados. Para além disso, não há iluminação entre o bairro e a paragem. "Este é um problema que a autarquia diz que vai ser estudado com a operadora da zona. «Vamos tentar encontrar uma solução de consenso para que o bairro tenha um melhor serviço de transportes públicos», garantiu o vereador responsável pelo PER, Rama da Silva."
Os antigos moradores da Adroana é que ficam a ganhar. Graças aos imigrantes têm finalmente luz e melhoria do serviço de transportes públicos. Algo que reinvidicavam há muito mas a sua condição de cidadania portuguesa impedia de obter.Servidos nos primórdios por uma estrada de Terra, os moradores da Adroana passam agora a ter uma estrada novinha em folha e um novo recinto aonde vão efectuar-se as feiras (antiga feira de Cascais).Num país aonde as minorias têm mais direitos, ser português só serve para pagar impostos e votar.
Maldizente
Copiado de "O Jumento"
ALBERTO JOÃO FAZ CHANTAGEM
Sobre as populações:
«O presidente do governo da Madeira tem vindo a advertir as populações de que não sairá dinheiro do orçamento da região para apoiar projectos municipais propostos por qualquer câmara ganha pela oposição. Esta opção seria, considera Alberto João Jardim, uma "facada" nas suas costas e constituiria um "suicídio colectivo".
Lembrando os "exemplos antecedentes" dos municípios de Machico e do Porto Santo, onde o governo regional deduziu drasticamente os investimentos enquanto foram geridos pelos socialistas, Jardim avisou que "não são os outros que vão dar ordens ao governo regional". "É escusado evocar o nome do governo pois nós só faremos acordos com quem quisermos", repetiu sexta-feira em mais uma inauguração de um caminho agrícola, em São Vicente - uma das apostas do PS para quebrar a hegemonia PSD que presentemente controla todas as onze câmaras do arquipélago, candidatando o deputado regional Carlos Gouveia, a quem o governante designa por "louco".» [Público Link]
Maldizente
Sobre as populações:
«O presidente do governo da Madeira tem vindo a advertir as populações de que não sairá dinheiro do orçamento da região para apoiar projectos municipais propostos por qualquer câmara ganha pela oposição. Esta opção seria, considera Alberto João Jardim, uma "facada" nas suas costas e constituiria um "suicídio colectivo".
Lembrando os "exemplos antecedentes" dos municípios de Machico e do Porto Santo, onde o governo regional deduziu drasticamente os investimentos enquanto foram geridos pelos socialistas, Jardim avisou que "não são os outros que vão dar ordens ao governo regional". "É escusado evocar o nome do governo pois nós só faremos acordos com quem quisermos", repetiu sexta-feira em mais uma inauguração de um caminho agrícola, em São Vicente - uma das apostas do PS para quebrar a hegemonia PSD que presentemente controla todas as onze câmaras do arquipélago, candidatando o deputado regional Carlos Gouveia, a quem o governante designa por "louco".» [Público Link]
Maldizente
cultura geral
Professor: Meninos, podem arrumar. Quem acertar a próxima questão pode sair mais cedo. Lá vai; quem foi o primeiro homem a dar uma volta ao Mundo?
Aluno: Eu sei, foi o Júlio Verme!!!
Maldizente
Aluno: Eu sei, foi o Júlio Verme!!!
Maldizente
27 de setembro de 2005
Furacão Autárquicas
Noticia da Última
Furacão aproxima-se de Fronteira. Furacão “autárquicas” já provocou imensos insultos e tem colocado pessoas de cabeça perdida (aqueles que a tenham). Sustentado por uma alta pressão de ignorância e demagogia, ainda não se prevê qualquer operação de esclarecimento à população sobre a direcção que se pretende para esta autarquia.
Prevê-se um regresso à estupidez normalizada a partir do dia 9 de Outubro.
Furacão aproxima-se de Fronteira. Furacão “autárquicas” já provocou imensos insultos e tem colocado pessoas de cabeça perdida (aqueles que a tenham). Sustentado por uma alta pressão de ignorância e demagogia, ainda não se prevê qualquer operação de esclarecimento à população sobre a direcção que se pretende para esta autarquia.
Prevê-se um regresso à estupidez normalizada a partir do dia 9 de Outubro.
Avança Alegre e não segura
Há alguns dias atrás, quando ouvia aquele discurso difuso do Político Alegre, perguntaram-me “então? O que achas? Candidata-se ou não?” eu respondi que provavelmente sim iria. Perdi nas apostas, 3 pessoas apostaram que não, eu sem saber bem porquê, quis apostar no sim.
Estive ausente este fim de semana, mas quando cheguei ouvi um burburinho de uma tal sondagem que fazia que o Aníbal não ganhasse à primeira volta caso o Político Alegre se candidatasse. Além disso, ouvi também, que o Político Alegre estava a reunir apoios. Alegrei-me! Eu quero aqui, mostrar o meu apoio ao Político Alegre. Uma pessoa que lutou pela Liberdade como ele lutou, só pode ser uma pessoa com uma alma muito grande e sim neste mundo, cada vez mais precisamos de pessoas com alma grande. Ou julgam que é um Presidente da República que perceba de finanças é que vai resolver a crise? E julgo que o lado Poético do Político Alegre é uma mais valia em comparação ao Velhote, mas Grande Soares.
É altura das sondagens!
Estive ausente este fim de semana, mas quando cheguei ouvi um burburinho de uma tal sondagem que fazia que o Aníbal não ganhasse à primeira volta caso o Político Alegre se candidatasse. Além disso, ouvi também, que o Político Alegre estava a reunir apoios. Alegrei-me! Eu quero aqui, mostrar o meu apoio ao Político Alegre. Uma pessoa que lutou pela Liberdade como ele lutou, só pode ser uma pessoa com uma alma muito grande e sim neste mundo, cada vez mais precisamos de pessoas com alma grande. Ou julgam que é um Presidente da República que perceba de finanças é que vai resolver a crise? E julgo que o lado Poético do Político Alegre é uma mais valia em comparação ao Velhote, mas Grande Soares.
É altura das sondagens!
23 de setembro de 2005
O Estado de Direito e o estado do direito (III)
"12 milhões pagos pelo Estado em 2001 - Escritório de Lamego, Costa e Vitorino conseguiu indemnização para um cliente que tinha sido recusada por Cavaco Silva
Logo após ter saído do Governo, onde tinha tido responsabilidades na negociação do caso, José Lamego passou a representar a parte contrária ao Estado e o seu cliente obteve a indemnização que lhe havia sido recusada"
Logo após ter saído do Governo, onde tinha tido responsabilidades na negociação do caso, José Lamego passou a representar a parte contrária ao Estado e o seu cliente obteve a indemnização que lhe havia sido recusada"
in Público 23/09/2005
O problema da Justiça não se deve só a quem elabora a legislação,mas também em quem a aplica e promove a sua aplicação.
A subjugação do poder judiciário ao poder político num Estado com Constituição que estatui a separação de poderes, bem como a constante violação de deveres deontológicos pelos advogados são também um dos pilares deste estado de coisas.
A notícia surpreende-me pelo facto de incluir o Dr. José Lamego, um ilustre professor de Filosofia do Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa de quem tive o privilégio de receber formação. Como se pode ensinar as relações de interdependência entre o Direito e a Moral quando a moral da história acaba por ser não há direito... Afinal quem tinha razão era eu Sr. Prof.: O Direito é aquilo que os homens querem e não aquilo que é moral e divinamente justo!!! Valia a pena tanta discussão quando acabava por pensar o mesmo que eu??? Lá diz o velho ditado: “Faz o que eu digo, não faças o que eu faço”!
22 de setembro de 2005
O Estado de Direito e o estado do Direito (II)

Outro dos problemas reconhecidos na Justiça é o diferente tratamento que merecem as pessoas a que a ela se submetem. Não vale a pena ser hipócrita tentando esconder o óbvio!!
E o melhor exemplo foi dado ontem com a Dra. Fátima Felgueiras. Como já se previa a Dra. Fátima regressou a Portugal e, note-se, prescindiu da sua imunidade eleitoral (possibilidade já reportada no nosso post de 8/08/2005, "As aparições de Fátima") Porquê?? Parece contraditório ter-se exilado no Brasil e depois voltar a Portugal prescindindo da imunidade. Mas não é: a Justiça por vezes levanta a venda que cobre os seus olhos para observar quem se submete a ela... Foi revogada a prisão preventiva à Dra. Fátima e aplicado o termo de identidade e residência, para além da proibição de se ausentar para o estrangeiro sem autorização prévia. Dá vontade de rir e de chorar ao mesmo tempo!!! Mas vamos por partes:
1 - Revogação da prisão preventiva: o julgamento vai iniciar-se em Outubro, pelo que a acusação e a instrução já decorreram não havendo alteração dos fortes indícios da prática do crime. Portanto, só no julgamento tais indícios seriam colocados à prova outra vez. Conclusão: não é pela menor suspeita da prática do crime que foi revogada a medida!! Terá sido então por não haver agora qualquer perigo de fuga?? Respondam vocês.
2 - O termo de identidade e residência é aplicado a todos os arguidos, desde o que difamou alguém, ao que roubou, violou, matou...
3 - A Proibição de ausência para o estrangeiro sem autorização prévia (medida que substituiu a prisão preventiva) impede a Dra. Fátima de voltar para o Brasil de vez. Aliás, mais que a prisão preventiva. Senão vejamos: é mais fácil fugir pelas grades da prisão do que passar no aeroporto e enganar toda a gente duas vezes consecutivas!!! Disso a Dra. Fátima é incapaz. Continuem a bater no ceguinho, que ele gosta...
O advogado da ex-autarca Artur Marques destacou “É uma grande vitória da Justiça”. Depende da concepção de Justiça que o ilustre causídico perfilha. Seguramente não é a minha!!!
Ou seja, não havia necessidade de requerer a imunidade antes da revisão da medida de coacção. Se a prisão preventiva tivesse sido mantida a estratégia passaria certamente por aí! Assim, como tudo correu bem, ainda deu para fazer campanha eleitoral a favor da ex-autarca pela voz do próprio advogado quando este disse que a solicitação da imunidade eleitoral, apesar de legal, "seria uma situação imoral".
Será que o Zé Povinho teria o mesmo tratamento nesta situação??? É claro que não. A justiça tem apenas um olho vendado. Logo havia de ser o do lado por onde o Zé sempre se apresenta...
20 de setembro de 2005
O Estado de Direito e o estado do direito (I)
Com frequência ouvimos falar de crise na justiça. Perguntando ao cidadão comum acerca da mesma, este consegue desde logo avançar alguns dos problemas que a enfermam: a sua lentidão, o seu custo... .
Num Estado de Direito Democrático não podem ser coarctados os direitos dos cidadãos e das empresas por razões de ordem financeira, sob pena de se fazer discriminação inqualificável e violadora da Constituição. Pior ainda: se o cidadão faz um esforço financeiro para fazer valer os seus direitos através dos meios judiciais, tem muita dificuldade em conseguir a sua realização. Vejamos um exemplo retirado de uma moção aprovada pelos advogados de Coimbra em 16 de Setembro de 2005:
- Um casal com um rendimento médio mensal de € 3.000,00 pretende propor uma acção por incumprimento de um contrato de empreitada relativamente a uma vivenda em construção cujo valor é de € 175.000,00. Paga de taxa de justiça um total de € 1.735,50, ou seja mais de metade do seu rendimento mensal. Acresce que, se for necessário notificar 5 testemunhas terá de pagar a quantia de € 89,00. A intervenção de cada perito €356,00. O julgamento com Tribunal Colectivo implica o pagamento mínimo de € 150,00. Uma inquirição por teleconferência € 17,80. Obteve-se o vencimento na acção. Gastou-se em custas judiciais € 2350,08. Apesar de vencer a acção, o montante gasto não é restituído pelo Estado, devendo ser pago pela parte contrária. Não sendo pago voluntariamente pela parte vencida e não tendo esta quaisquer bens ou rendimentos penhoráveis, a parte vencedora não será ressarcida das custas que pagou para fazer valer o seu direito ou, desconhecendo a existência de bens ou rendimentos penhoráveis pertencentes à parte vencida, terá a parte vencedora que propor acção executiva contra aquela para eventualmente obter o reembolso das despesas suportadas. Este processo irá implicar mais despesas, correndo a parte o sério risco de não obter qualquer reembolso, vendo assim aumentados os seus gastos, com o fim de obter um direito constitucionalmente consagrado que é o acesso à Justiça.
No estado em que se encontra a acção executiva (acção destinada à cobrança de dívida através da penhora e posterior venda dos bens do devedor, na maioria das situações), o habitual é o mesmo casal não conseguir sequer obter o resultado que deriva do vencimento da acção (por exemplo, o direito a uma indemnização pelo empreiteiro). Ou seja, o casal vai concluir que não valeu a pena o esforço financeiro despendido para haver algo que um tribunal reconheceu como sendo um direito seu.
Depois vem a pergunta típica ao advogado: "você disse-me que ganhámos a acção mas eu ainda não vi o resultado disso". Compreende-se a frustração não é???
Situações deste tipo geram-me também "sentimentos de revolta, de impotência, de desespero, de insatisfação, mas também vontade de lutar, de transformar, de reformar, enfim, de contribuir para a construção de um melhor e mais eficaz sistema judicial, efectivamente ao serviço do cidadão e das empresas", tal como consta da mesma moção que acima referi.
Este "post" serve para denunciar casos reais que demonstram o estado do nosso Direito. Será o primeiro de muitos... infelizmente...
17 de setembro de 2005
Ratio

em Nisa, na escola da sede de concelho, já não existem crianças suficientes para manter o ratio de 20 alunos por cada professora, no 1ºciclo (assim o número de docentes desceu de 4 para 3). Deste modo os 22 miúdos do 1º ano serão distribuídos por algumas salas.
No RG3, qualquer general do nosso Exército, duma ilustre cidade portuguesa, existem trezentos e muitos oficiais e sargentos para quatrocentos e poucos praças. A proporção é quase de um tropa a mandar para outro tropa obedecer!!!
Deve ser esta a ilustre "condição militar"... ou então as prioridades do Governo.
Como disse Kennedy "Ich bin ein Berliner", digo agora eu "Ê tamém sou de Nise"
Maldizente
13 de setembro de 2005
"O CDS-PP propôs ontem, dia da abertura oficial do ano lectivo, o alargamento dos exames nacionais do 9.º ano aos 4.º e 6.º anos do ensino básico e a introdução de provas finais de avaliação interna no final de cada ano do 1.º ciclo". in Diário de Notícias de 13 de Setembro de 2005
Já agora, e no jardim de infância??? Não queremos fedelhos sem qualquer instrução no ensino público. Mais, está comprovado que durante a gestação o feto já consegue reconhecer a voz da mãe. Alguma ideia?
"Estes difíceis Amores"
João Teresa Ribeiro. Concerteza será um desconhecido para vós, como o era para mim, mas a sua história "comoveu-me". Natural de Gáfete, pequena vila do norte-alentejano, foi Presidente da Câmara de Vendas Novas até Abril de 2002. Renunciou ao mandato por "motivos de ordem pessoal e amorosa"... . Este homem, para quem (deduzo das suas palavras) o amor não é motivo de ordem pessoal, abandonou a Câmara Municipal de que era Presidente porque se apaixonou por uma funcionária da autarquia. Não pensou duas vezes: foi viver com ela para Moçambique. Calma, ainda não terminou: regressou de África e, quiçá inspirado pelos Roupa Nova, decidiu candidatar-se à Câmara Municipal do Crato. E, para justificar a renuncia ao anterior mandato exprimiu: "Só quem já morreu é que está livre de lhe suceder o mesmo. Quem tem sentimentos e emoções pode um dia vir a passar por uma situação idêntica". Pois claro, este país anda a dormir: quem começa uma relação amorosa tem que deixar a sua profissão e a cidade onde vive. E como é político vou, inclusivamente, elaborar um projecto-lei e propô-lo na nossa Assembleia da República. Para não me tornar maçador vou só transcrever o art.3º nº2 al.a) do mesmo:
"
Art.3º
(Da suspensão de mandatos)
1 - (...)
2 - O Presidente da Câmara Municipal das autarquias pode, a título excepcional, suspender o seu mandato e fazer-se substituir por tempo indeterminado mantendo a remuneração nos casos seguintes:
a) relação amorosa com funcionário da autarquia, sempre que esta relação se inicie durante e por causa do exercício das suas funções;
(...)
Acredito que só assim o país chega ao nível dos mais desenvolvidos da Europa. Urge a criação de normas excepcionais para os políticos, principalmente para aqueles que colocam o amor à frente de tudo. Estes são os mais próximos de chegar ao Céu no Purgatório.
Já agora, esteve tão pouco tempo em Moçambique!!! O que se terá passado?? Estará na hora de pensar numa nova paixão por uma funcionária e por isso a candidatura a uma nova autarquia?? Se acontecer, um conselho: o destino que está a dar agora é o Quénia!!
teve piada...

"...Não era minha intenção comentar a política autárquica em Fronteira mas vejo-me forçado a tal depois de apreciar a composição das listas das forças em confronto...."
Tem jeito o nosso companheiro blogger Neo. Apesar deste irónico comentário, também sou obrigado a reconhecer que apresentou, de novo, um texto bem escrito, inteligente, com espírito cívico e mais importante que tudo... com sentido de humor (em relação à nº2 do PS).
No que me diz respeito, não vou escrever nem uma linha sobre as autárquicas locais, não é ético da minha parte!!!
Até, Maldizente
9 de setembro de 2005
A Lista (que deveria ser) de Kafka
Não era minha intenção comentar a política autárquica em Fronteira mas vejo-me forçado a tal depois de apreciar a composição das listas das forças em confronto. No que respeita à lista "laranja" confirma-se o que o Jano refere acerca das "relações de dependência" laboral. Concordo inteiramente com o teu "post" mas acrescento-lhe umas palavras: ao espírito de "amiguismo" junta-se um paupérrimo sentido de oposição. Como se não bastasse o "slogan" de "vencer o medo", a lista "rosa" foi, com todo o respeito que merecem as pessoas que dela constam, construída em cima do joelho. Senão vejamos: repetição de candidatos aos diversos órgãos autárquicos o que, além de suscitar dúvidas legais no que respeita à admissibilidade da lista, demonstra claramente que falta "background" humano à oposição; desaparecimento dos "históricos" nos lugares cimeiros da lista, o que manifestamente traduz a falta de apoio ao líder pelas "bases"; a renovação da lista com sangue jovem é, no mínimo, estranha: colocação de candidatos sem qualquer ligação à terra (mesmo física), omissão de membros da "jota", e... vou-me abster de comentar o candidato nº 2 à Câmara Municipal.
Como se isso não bastasse, onde está o projecto da oposição??? Quem está no poder e se recandidata tem sempre que defender e apregoar a obra feita e "prometer" a sua continuação. Quem aspira ao poder tem que criticar (com fundamentos, que decerto existem) essa obra e apresentar soluções, perspectivar mudanças e revelá-las. Mas até agora só ouvi falar do clima de medo que existe (ou não, como tu dizes Jano) em Fronteira, o que manifestamente corresponde apenas a um ataque às pessoas e não às suas ideias.
Será que a candidatura "rosa" surgiu apenas porque tinha que surgir??
Já agora, a CDU também entregou candidatura. Quem são os candidatos?? É que as eleições são daqui a um mês...
Também já o procurei; aqui está o Regulamento do PDM de Fronteira: http://www.diramb.gov.pt/data/basedoc/TXT_LN_3780_1_0001.htm
Um abraço
8 de setembro de 2005
Fronteira
Agora sim... Eles sairam do armário. São eles, os candidatos à Câmara de Fronteira. O primeiro folheto da oposição já foi distribuido. “Perfilados do medo”. Sinceramente, acho que não é por aí... Ao responder a um caro leitor, dizia que face ao problema da criação de emprego na zona, originavam-se umas relações de dependência entre os cidadãos e a câmara, que são obviamente nefastas para os municipes e claramente beneficas para quem está no poder, nesse dado momento. Existe uma resistência fora do normal à mudança em Fronteira, direi melhor, não existe em Fronteira espírito crítico/cívico (mal generalizado por todo o Portugal), mas isso não significa que existe um ambiente de medo, palavra, a meu ver, um pouco densa. O que existe, isso sim, é “amiguismo” a mais...
Já agora, já era tempo que pelo menos o PDM (Plano Director Municipal) estivesse na Internet!
Já agora, já era tempo que pelo menos o PDM (Plano Director Municipal) estivesse na Internet!
28 de agosto de 2005
Festas do Crato
27 de agosto de 2005
Os milhões

O Estado vai poupar em reformas, devido à nova lei, 200 milhões de euros/ano e igual valor pelo congelamento das progressões nos subsistemas da Administração pública.
Fonte: SIC e TVI
O Estado gasta, em cada cargo de Ministro da República da RAA e da RAM, 200 milhões de euros/ano, através do staff e subsídios afins.
Fonte: GrandeLojadoQueijoLimiano e NovaFloresta
Enfim.... prioridades!!!
Maldizente
FOD.....
O Estado deverá poupar, com as novas regras de aposentação, 200 milhões de euros em quatro anos.
O Estado deverá gastar cerca de 42 milhões de euros para ajudar a suportar as despesas de campanha do PS, PSD, CDU, PCP e Bloco de Esquerda durante doze dias.
Em doze dias, os partidos vão gastar um quinto do dinheiro sacrificado pelos trabalhadores durante quatro anos. Sabendo nós que a Democracia tem custos, alguém espera uma campanha autárquica esclarecedora, participada, enfim, verdadeiramente útil ?
Retirado do, em minha opinião, melhor blog português: "Grande Loja do Queijo Limiano"
Maldizente
O Estado deverá gastar cerca de 42 milhões de euros para ajudar a suportar as despesas de campanha do PS, PSD, CDU, PCP e Bloco de Esquerda durante doze dias.
Em doze dias, os partidos vão gastar um quinto do dinheiro sacrificado pelos trabalhadores durante quatro anos. Sabendo nós que a Democracia tem custos, alguém espera uma campanha autárquica esclarecedora, participada, enfim, verdadeiramente útil ?
Retirado do, em minha opinião, melhor blog português: "Grande Loja do Queijo Limiano"
Maldizente
26 de agosto de 2005
Perguntas aos candidatos à Câmara Municipal de Fronteira (parte I):
Perguntas aos candidatos à Câmara Municipal de Fronteira (parte I):
Actualmente a Câmara Municipal é a principal entidade empregadora do município. É conhecida a dificuldade em criar empregos no interior. Que soluções apontam para a criação de novos empregos?
Que caminhos acham melhor seguir para combater a longa e destruidora desertificação que o concelho atravessa?
Que medidas propõem para o combate do consumo de droga?
Que defendem para que a população se sinta realmente segura, face ao sucedido envolvendo o próprio presidente da câmara, onde pôs a nu a debilidade constrangedora da GNR local? (este incidente ainda não foi referido aqui neste blog, por ultrapassar em muito a realidade, mas ainda espero em tempo útil de aqui o retratar)
Em que moldes esperam desenvolver o turismo?
Vão fazer uma auditoria interna? (a meu ver, deveria ser obrigatória por lei em cada mandato, mas não quero influenciar a resposta)
Para quando iniciar o longo caminho do desenvolvimento sustentável?
Actualmente a Câmara Municipal é a principal entidade empregadora do município. É conhecida a dificuldade em criar empregos no interior. Que soluções apontam para a criação de novos empregos?
Que caminhos acham melhor seguir para combater a longa e destruidora desertificação que o concelho atravessa?
Que medidas propõem para o combate do consumo de droga?
Que defendem para que a população se sinta realmente segura, face ao sucedido envolvendo o próprio presidente da câmara, onde pôs a nu a debilidade constrangedora da GNR local? (este incidente ainda não foi referido aqui neste blog, por ultrapassar em muito a realidade, mas ainda espero em tempo útil de aqui o retratar)
Em que moldes esperam desenvolver o turismo?
Vão fazer uma auditoria interna? (a meu ver, deveria ser obrigatória por lei em cada mandato, mas não quero influenciar a resposta)
Para quando iniciar o longo caminho do desenvolvimento sustentável?
Biblioteca de Alexandria
Correndo o risco de ser desvendado o meu frágil pseudónimo, escrevo na recentemente inaugurada, biblioteca de Fronteira. A impressão é largamente favorável. Embora a escolha não seja grande, oferece ainda assim uma razoável gama de livros. Onde fiquei mais impressionado foi na qualidade das revistas que disponibiliza, bastante boa. Acesso rápido à Internet, espaço moderno e um trato com o cidadão que me deixou muito satisfeito. Defeitos, assim à primeira, ruído.
25 de agosto de 2005

Não sei quando foi tirada esta foto, mas parece que o 76 leva as mãos à cabeça depois de mais um habitual frango... A continuar assim vai ser mais uma época de antologia!!!
Ora isso deixa-me muito chateado pois impede-me de fazer os meus comentários críticos ao Baía. Bom, veremos... mas com jogadores assim, o Peseiro não deve chegar até ao Natal.
Maldizente
24 de agosto de 2005
um livro da Biblioteca

Por este meio venho dar os parabéns ao Município pela qualidade de espaço que a nova Biblioteca oferece! (quem me dera que na minha área de residência existissem as mesmas ofertas).
Foi através da mesma que tive a oportunidade de requisitar um livro que devorei numa tarde+noite: "José Mourinho, um Ciclo de Vitórias ". Recomendo!!!
Maldizente
Post Scriptum: Como já sei quem é o Neo, dou-lhe as boas vindas a este espaço virtual e os parabéns pelo seu texto... que seja o primeiro de muitos. Já agora... Ka Ra Pau, como é?
22 de agosto de 2005
Qual o nome técnico?...
16 de agosto de 2005
Festas de Nossa Senhora
8 de agosto de 2005
As aparições de Fátima
Em 3 de Agosto de 2005, Fátima Felgueiras anunciou: "Como sempre disse e repeti, vou estar presente em julgamento para dar o meu contributo para o esclarecimento da verdade e a realização da Justiça", referindo-se à diligência processual cujo início está marcado para princípios de Outubro, no âmbito do mediático caso do "saco azul". Depois de um exílio de 2 anos, a autarca (ex-autarca, autarca suspensa, arguida em fuga, brasileira, portuguesa... chamem-lhe o que quiserem) pretende assim regressar ao nosso maravilhoso país para beneficiar de um estatuto que o cidadão normal, homem médio, bonus patter familiae, em caso algum podia beneficiar com a aplicação da prisão preventiva: a liberdade.
É que a senhora, devidamente informada (já o estava quando partiu para Terra de Vera Cruz sabendo que a cidadania brasileira impedia a extradição por parte das autoridades "canarinhas"), vai candidatar-se à autarquia de Felgueiras beneficiando, assim, de uma norma constante da Lei Eleitoral dos órgãos das autarquias locais que prevê, a título de imunidade, o seguinte: "Nenhum candidato pode ser sujeito a prisão preventiva, a não ser em caso de flagrante delito, por crime doloso a que corresponda pena de prisão cujo limite máximo seja superior a 3 anos". Ou seja, mesmo que cumpra a sua palavra e volte para Portugal, não lhe pode ser aplicada a prisão preventiva!!!
Sempre aprendi que este preceito visa acautelar a dignidade que deve rodear um acto de grande importância cívica como é uma eleição autárquica, impedindo que o processo eleitoral possa sofrer sobressaltos ou seja interrompido!!! Só nunca compreendi como se pode sobrepor à realização da justiça em situações como esta.
Mas, e se a Dra. Fátima for eleita a 9 de Outubro (como tudo leva a crer)? Perde o estatuto de candidato e... volta para o Brasil!!! Que remédio... É que duvido que o julgamento se resolva numa semana (e duvido da inocência da Dra., mas... presume-se inocente até trânsito em julgado da sentença condenatória, não é?)! E duvido mais ainda que se pretenda sujeitar à prisão preventiva!! Então, esta cidadã vai candidatar-se para quê?? Arrisco uma resposta: para tão-somente vir ao julgamento defender-se na sua pessoa!! E as boas gentes de Felgueiras vão votar nela!!
A Justiça é como o Sol: quando nasce é para todos... Mas só o apanha quem quer... e pode!!!
5 de agosto de 2005
Canículas
Para as primeiras previsões: Todos os meses de 2006 secos e quentes, excepto Agosto
Maldizente
Maldizente
2 de agosto de 2005
aperto urinário
Um compadre pergunta, “Compadre, veja lá se tenho o fecho aberto?”
“Não, compadre! Está fechado”
“Porra! Deixa, mijo noutro dia…”
“Não, compadre! Está fechado”
“Porra! Deixa, mijo noutro dia…”
30 de julho de 2005
palavras substituem armas
IRA renunciou ás armas. Não sei porquê, as desilusões já foram muitas, mas estou com uma esperança imensa que se tenha chegado, em definitivo, à Paz na Irlanda. As palavras substituem as armas. Finalmente uma luz na imensa escuridão. Espero que o sofrimento irlandês, tenha chegado ao fim, porque a dor estará sempre presente.
Bom dia
Jano, amnhã um dia melhor
Bom dia
Jano, amnhã um dia melhor
limitação de mandatos e outras coisas
“Num jantar com o grupo parlamentar socialista, quinta-feira, José Sócrates lamentou que a lei de limitação de mandatos - que apenas abrangerá os autarcas a partir de 2013 - «não tenha ido mais longe», lembrando que a proposta inicial do Governo se aplicava também ao primeiro-ministro e aos presidentes dos Governos regionais.” Fonte: Diário Digital
Trata-se de mais uma vergonha que a classe politica averba. Mais do que o resultado foi o processo inadmissível como decorreu. Devido a um presidente de um governo regional, o PSD e foi o PSD, não permitiu que todos os cargo políticos pudessem ter mandatos limitados. Factor que, no mínimo introduziria um rejuvenescimento da classe politica, que só por si, é um aspecto positivo. Pior, não ouvi, criticas (nem duras nem pequenas) face a este sequestro do presidente do governo regional da Madeira ao PSD. É para começarmo-nos a preocupar em relação à capacidade critica de quem tem densidade popular para ser ouvido, critica essa tão necessária à Democracia e à Liberdade. Ainda assim, apreciei a coragem de Marques Mendes em relação ao Isaltino e ao Major. De pequena figura, revelou coragem suficiente, para de uma vez por todas, eliminar com situações de suspeição. O que me faz espécie (como adoro esta expressão alentejana) é o facto de as pessoas visadas, não renunciarem desde logo a qualquer candidatura para qualquer cargo político. Ética, vergonha e água benta, cada um…
Já agora, porque não revêem a lei de financiamento dos partidos? Isso sim é que me interessava.
Jano, Alentejano
Trata-se de mais uma vergonha que a classe politica averba. Mais do que o resultado foi o processo inadmissível como decorreu. Devido a um presidente de um governo regional, o PSD e foi o PSD, não permitiu que todos os cargo políticos pudessem ter mandatos limitados. Factor que, no mínimo introduziria um rejuvenescimento da classe politica, que só por si, é um aspecto positivo. Pior, não ouvi, criticas (nem duras nem pequenas) face a este sequestro do presidente do governo regional da Madeira ao PSD. É para começarmo-nos a preocupar em relação à capacidade critica de quem tem densidade popular para ser ouvido, critica essa tão necessária à Democracia e à Liberdade. Ainda assim, apreciei a coragem de Marques Mendes em relação ao Isaltino e ao Major. De pequena figura, revelou coragem suficiente, para de uma vez por todas, eliminar com situações de suspeição. O que me faz espécie (como adoro esta expressão alentejana) é o facto de as pessoas visadas, não renunciarem desde logo a qualquer candidatura para qualquer cargo político. Ética, vergonha e água benta, cada um…
Já agora, porque não revêem a lei de financiamento dos partidos? Isso sim é que me interessava.
Jano, Alentejano
29 de julho de 2005
cansaço
às 4 e tal da madrugada
O cansaço. Tristeza ocidental de se não ter tempo, porque se é pobre. Cansado, de não fazer nenhum. Deves dormir 8 horas, deves trabalhar 8 horas. Restam-te outras tantas para viveres deveras. Que idade tenho? Que tempo tenho? Quanto me resta?
Que aborrecimento termos de obedecer às leis naturais. Para quê dormir quando não se quer? Que perda de tempo comer, quando não se tem esse tempo. Deveríamos escolher, sempre e tudo. O cansaço resulta da obrigação.
Espero-te no meio do cansaço. Espero-te no meio da saudade nocturna. Espero-te na minha liberdade de 8 horas.
NM
O cansaço. Tristeza ocidental de se não ter tempo, porque se é pobre. Cansado, de não fazer nenhum. Deves dormir 8 horas, deves trabalhar 8 horas. Restam-te outras tantas para viveres deveras. Que idade tenho? Que tempo tenho? Quanto me resta?
Que aborrecimento termos de obedecer às leis naturais. Para quê dormir quando não se quer? Que perda de tempo comer, quando não se tem esse tempo. Deveríamos escolher, sempre e tudo. O cansaço resulta da obrigação.
Espero-te no meio do cansaço. Espero-te no meio da saudade nocturna. Espero-te na minha liberdade de 8 horas.
NM
27 de julho de 2005
Contabilidade eleitoral
A biblioteca de Fronteira, finalmente está aberta ao público, ao menos, segundo consta. Não era sem tempo. Já agora, vem mesmo a tempo de propaganda eleitoral, olha que bem.
Falando em novidades, Fronteira adianta-se ao governo português e espanhol e já tem o tão afamado comboio de alta velocidade. Elemento de orgulho fronteirense, principalmente com os nossos vizinhos de Alter do Chão, há muito que não eram utilizados os carris em Fronteira. Bem… e continuam sem serem usados… pois este comboio é de asfalto. Trata-se de um pequeno “comboio” para transportar pessoas da vila até à Ribeira Grande. “Fronteira já tem comboio outra vez”, pode-se ler no “folheto autárquico” (lê-se propaganda autárquica). A isto chamo eu Desenvolvimento Sustentável.
Contabilidade: Biblioteca = 120 votos
Comboio = 38 votos
(mais uma estrada asfaltada e está ganho…)
Jano, "é só fazer as contas"
Falando em novidades, Fronteira adianta-se ao governo português e espanhol e já tem o tão afamado comboio de alta velocidade. Elemento de orgulho fronteirense, principalmente com os nossos vizinhos de Alter do Chão, há muito que não eram utilizados os carris em Fronteira. Bem… e continuam sem serem usados… pois este comboio é de asfalto. Trata-se de um pequeno “comboio” para transportar pessoas da vila até à Ribeira Grande. “Fronteira já tem comboio outra vez”, pode-se ler no “folheto autárquico” (lê-se propaganda autárquica). A isto chamo eu Desenvolvimento Sustentável.
Contabilidade: Biblioteca = 120 votos
Comboio = 38 votos
(mais uma estrada asfaltada e está ganho…)
Jano, "é só fazer as contas"
26 de julho de 2005
Dr. Anibal vs "Monstro" Soares
Com a publicidade que se fez com o Dr. Aníbal, quase que parecia que já tinha ganho. Sinceramente, gostava de saber de onde é que veio a imagem tão imaculada do Dr. Aníbal. Devia ter sido pelas toneladas de cimento que construiu, ou pelo legado na educação, ou pelo estado que deixou a saúde.
Não posso de deixar de lamentar o facto, de ver o "Monstro" Soares no debate político. Não por ele, que talvez seja a sua forma mais bruta de dizer que está vivo, mas por mim, que já não estava preparado para ver o "Monstro" Soares sujeito ao desgaste político.
Vai uma aposta para os candidatos do bloco e dos comunas?
Jano, em presidência aberta
Não posso de deixar de lamentar o facto, de ver o "Monstro" Soares no debate político. Não por ele, que talvez seja a sua forma mais bruta de dizer que está vivo, mas por mim, que já não estava preparado para ver o "Monstro" Soares sujeito ao desgaste político.
Vai uma aposta para os candidatos do bloco e dos comunas?
Jano, em presidência aberta
A fragilidade da vida. A manutenção suave de uma respiração. A força do corpo jovem, faz-nos esquecer que tudo pode acabar numa fracção de segundos. Esquecemo-nos que a vida continua a ser mais frágil que a morte. A tragédia de uma morte está no seu tempo, ou num tempo que não devia. Num tempo sem sentido, numa morte que ainda não devia.
Até sempre
NM
Até sempre
NM
21 de julho de 2005
1º crise do governo Socriano
Campos e Cunha pede demissão por motivos pessoais, familiares e cansaço.
Não gostei. Não gostei nada.
"Nuncas digas nunca" de Freitas do Amaral.
Freitas pá, tu não tens condições. És ministro e por isso uma associação política forte, para uma candidatura que se quer o mais independente possível. Além disso, tens um desgaste próprio de um ministro.
Continuo a não gostar.
Jano, a comentar a 1º crise do governo Socriano.
Não gostei. Não gostei nada.
"Nuncas digas nunca" de Freitas do Amaral.
Freitas pá, tu não tens condições. És ministro e por isso uma associação política forte, para uma candidatura que se quer o mais independente possível. Além disso, tens um desgaste próprio de um ministro.
Continuo a não gostar.
Jano, a comentar a 1º crise do governo Socriano.
Palavras
25/Set/04
Faro
Palavras. A realidade em abstracção humana. Signos. Significados e riscos. Homens. Uma carta cheia de Palavras. Quem escreve cartas, neste mundo digitalizado? Apresado? Quem desenhou as palavras? Quem as sentiu pela primeira vez? Quem as domou? Quem as pariu? Quem as libertou? Quem as esperou?
Realidade obtusa. Absurda. Realidade de várias realidades. Quantos homens existem? O que real(mente) existe? Palavras. Nós vamos e vimos, como Buda, mas as palavras, essas ficarão. Ficarão a salvo do tempo, a salvo da morte, pelo menos, enquanto houver homens para as eternizarem. Somos escravos da linguagem, escravos da nossa liberdade… Escravos da nossa própria liberdade, das nossas escolhas, das nossas não escolhas, que também são escolhas. Já disse, escravos da nossa própria liberdade. Sozinhos no mundo. Sem pai, órfãos de uma paternidade desconhecida, caminhamos, sem caminho, sem adversários.
NM
Faro
Palavras. A realidade em abstracção humana. Signos. Significados e riscos. Homens. Uma carta cheia de Palavras. Quem escreve cartas, neste mundo digitalizado? Apresado? Quem desenhou as palavras? Quem as sentiu pela primeira vez? Quem as domou? Quem as pariu? Quem as libertou? Quem as esperou?
Realidade obtusa. Absurda. Realidade de várias realidades. Quantos homens existem? O que real(mente) existe? Palavras. Nós vamos e vimos, como Buda, mas as palavras, essas ficarão. Ficarão a salvo do tempo, a salvo da morte, pelo menos, enquanto houver homens para as eternizarem. Somos escravos da linguagem, escravos da nossa liberdade… Escravos da nossa própria liberdade, das nossas escolhas, das nossas não escolhas, que também são escolhas. Já disse, escravos da nossa própria liberdade. Sozinhos no mundo. Sem pai, órfãos de uma paternidade desconhecida, caminhamos, sem caminho, sem adversários.
NM
apontamentos
6. Não vou pensar como vou começar a escrever, senão acabaria por não escrever nada, não era? Escrevo pelo simples prazer da escrita... por aqueles breves instantes onde a alma se transforma em palavra inacabada. Sem a preocupação de cometer alguma violação às regras de sintaxe ou mesmo um erro mais grosseiro de ortografia, escrevo... pela linha torta da folha virgem (e é nessa folha, ainda imaculada, que se reflecte o nosso pensamento. Assim que desenhamos o nosso universo por meio das palavras, perde-se parte da força através das componentes da forma.). As palavras dizem sempre mais do que aquilo que dizem e nunca dizem aquilo que queremos dizer.
Palavras
Sementes de ilusão
Rebentos do sonho
Palavras proibidas
Mas nunca esquecidas
Havemos de ser livres, um dia
Amigo.
Às vezes escreve-se para soltar aquele grito que nos dilacera. Escreve-se na procura daquela Palavra que diz tudo, e dizendo tudo, nada diz. Escreve-se porque há coisas que não se dizem em voz alta. Aqui a voz pode ser alta, baixa, aguda ou grave, horrenda ou deliciosamente bela e tudo em simultâneo numa só, e numa só, multiplicada por todas. Aqui não há voz, e aqui há todas as vozes. Na escrita sentimos o cheiro das coisas que não têm cheiro. Enlouquecemos com o perfume da palavra, sentimos a leveza do cheiro do azul do nascer do dia. Na escrita, também não há cheiros, e é nela onde se encontra a essência do perfume.
Na escrita não se vive. Na escrita não se descobre. Na escrita não se ama. Na escrita não se nasce. Na escrita não se morre. Na escrita nada se diz, e é na escrita onde tudo se diz.
Jano
Palavras
Sementes de ilusão
Rebentos do sonho
Palavras proibidas
Mas nunca esquecidas
Havemos de ser livres, um dia
Amigo.
Às vezes escreve-se para soltar aquele grito que nos dilacera. Escreve-se na procura daquela Palavra que diz tudo, e dizendo tudo, nada diz. Escreve-se porque há coisas que não se dizem em voz alta. Aqui a voz pode ser alta, baixa, aguda ou grave, horrenda ou deliciosamente bela e tudo em simultâneo numa só, e numa só, multiplicada por todas. Aqui não há voz, e aqui há todas as vozes. Na escrita sentimos o cheiro das coisas que não têm cheiro. Enlouquecemos com o perfume da palavra, sentimos a leveza do cheiro do azul do nascer do dia. Na escrita, também não há cheiros, e é nela onde se encontra a essência do perfume.
Na escrita não se vive. Na escrita não se descobre. Na escrita não se ama. Na escrita não se nasce. Na escrita não se morre. Na escrita nada se diz, e é na escrita onde tudo se diz.
Jano
17 de julho de 2005
A contra-crítica
Meu Amigo Maldizente,
Julgo que não fui claro. A intenção era aproveitando a onda das Autárquicas, incutir no cidadão/eleitor, uma visão para o seu município. Esta iniciativa era até mais no sentido construtivo, de propostas dos cidadãos, de melhoramento, de saber como as pessoas gostariam que fosse a sua vila, a sua vida. Perguntar o que modificavam, o que melhoravam. É obvio que para isso é necessário uma reflexão crítica, mas uma reflexão critica é o mínimo que um eleitor deve fazer antes de deixar cair o seu voto.
Já agora, a redacção da ultimafronteira, reservava para si os direitos de publicação. Nos comentários não temos controlo, mas nos emails sim. A ultimafronteira, é um lugar de Liberdade, mas não um veículo de baboseiras mal fundamentadas. Podem ser baboseiras, mas bem fundamentadas, ou então, se forem nossas…
Sinceramente, não estou à espera de grande número de respostas, era mais como uma proposta de reflexão e não só para Fronteira, mas sim para todos os eleitores em geral.
Fica o esclarecimento
Aguardo respostas
Jano, em propoganda…
Julgo que não fui claro. A intenção era aproveitando a onda das Autárquicas, incutir no cidadão/eleitor, uma visão para o seu município. Esta iniciativa era até mais no sentido construtivo, de propostas dos cidadãos, de melhoramento, de saber como as pessoas gostariam que fosse a sua vila, a sua vida. Perguntar o que modificavam, o que melhoravam. É obvio que para isso é necessário uma reflexão crítica, mas uma reflexão critica é o mínimo que um eleitor deve fazer antes de deixar cair o seu voto.
Já agora, a redacção da ultimafronteira, reservava para si os direitos de publicação. Nos comentários não temos controlo, mas nos emails sim. A ultimafronteira, é um lugar de Liberdade, mas não um veículo de baboseiras mal fundamentadas. Podem ser baboseiras, mas bem fundamentadas, ou então, se forem nossas…
Sinceramente, não estou à espera de grande número de respostas, era mais como uma proposta de reflexão e não só para Fronteira, mas sim para todos os eleitores em geral.
Fica o esclarecimento
Aguardo respostas
Jano, em propoganda…
14 de julho de 2005
A Crítica
amigo Jano, acho que não é por aí...
Uma coisa é que cada pessoa tenha a responsabilidade (de direito ou de dever) de colocar a sua opinião ou a sua crítica... mas acho que, para isso, cada pessoa deva fazer o seu blog. É muito fácil, como já ouvi alguém dizer, faz-se em 3 minutos.
Não julgo útil nem bonito deixar o nosso blog, que já vai a caminho do seu 2º aniversário, ser o espaço disso!!!
Até porque ainda somos muito novos para isso, talvez até ingénuos (ou mesmo ignorantes, por mim falo) em alguns assuntos.
Um outro ponto que me deixa melindrado em fazer algumas críticas é o facto das mesmas poderem ofender (dado que a vila e o concelho são tão pequenos) algumas pessoas por quem tenho apreço, dentro da estrutura do Município.
Acho que também é essa a opinião do nosso companheiro, será que ainda está vivo???, Ka Ra Pau!
Como futuro do nosso blog gostaria de apresentar algumas ideias, em forma de exemplo. Vejamos estes 3 blogs que recentemente descobri:
O "Monforte";
O "Diário de Blogdo";
O "Veiros".
O "Monforte" tem muita qualidade!!!
Maldizente
Uma coisa é que cada pessoa tenha a responsabilidade (de direito ou de dever) de colocar a sua opinião ou a sua crítica... mas acho que, para isso, cada pessoa deva fazer o seu blog. É muito fácil, como já ouvi alguém dizer, faz-se em 3 minutos.
Não julgo útil nem bonito deixar o nosso blog, que já vai a caminho do seu 2º aniversário, ser o espaço disso!!!
Até porque ainda somos muito novos para isso, talvez até ingénuos (ou mesmo ignorantes, por mim falo) em alguns assuntos.
Um outro ponto que me deixa melindrado em fazer algumas críticas é o facto das mesmas poderem ofender (dado que a vila e o concelho são tão pequenos) algumas pessoas por quem tenho apreço, dentro da estrutura do Município.
Acho que também é essa a opinião do nosso companheiro, será que ainda está vivo???, Ka Ra Pau!
Como futuro do nosso blog gostaria de apresentar algumas ideias, em forma de exemplo. Vejamos estes 3 blogs que recentemente descobri:
O "Monforte";
O "Diário de Blogdo";
O "Veiros".
O "Monforte" tem muita qualidade!!!
Maldizente
13 de julho de 2005
Autárquicas 2005
| Vamos aqui, precisamente aqui, iniciar uma nova rubrica. Caro eleitor do município de Fronteira, tem alguma crítica a fazer? Propor uma medida? Ou dizer algo que gostaria de ser feito? Ora, diga-nos algo. Aqui poderá dizer que tipo de município gostaria de ter. Mande as suas propostas para ultimafronteira@portugalmail.pt, ou deixe o seu comentário. Ultimafronteira à frente nas sondagens. Jano |
Medos e Liberdade
| Notícia: Os emails e outras formas de comunicação são ser vigiados dentro na União Europeia. O mundo está diferente. A paz que temos, vive sob o medo de um atentado e haverá pior inimigo que o medo, para a nossa Liberdade? O que fizeram homens de poder? Era este o mundo que queriam? Hoje um atentado em Bagdad matou crianças. Mas o que se passa? Não sei o caminho, “mas sei que não vou por aí.” Que o domínio do mundo, não se faça pela força, mas pelo entendimento. Em vez da arma, uma palavra, que também é uma arma. Este mundo não pode comportar mais, a pobreza extrema, as desigualdades absurdas, a corrupção nojenta que só alimenta alguns porcos governantes africanos, enquanto o resto da população passa fome, quando passa. O conflito entre Israel e a Palestina tem de terminar, de uma vez por todas. Já é hora que as mães reclamem o fim e a Paz. Já é hora que dêem livros às crianças em vez de armas. A luta pela independência é a maior luta que um povo pode travar. Por isso não julguem que os homens se deixem vender por alguns milhões de euros e ainda bem que não se deixem vender. Quanto aos terroristas concordo que não se negocie. Mas temos de entender que motivações estão por detrás de um suicida. Temos de entender o que leva uma pessoa a morrer. É a hora de as coisas começarem a mudar. Por um outro mundo, pela mesma, a de sempre, Liberdade. Jano |
11 de julho de 2005
1975 e 2005

ANTES:
Alberto João Jardim é um infame sem remissão, e o poder absoluto de que dispõe faz com que proceda como um canalha, a merecer adequado correctivo.
Em tempos, já assim alguém o fez. Recordemos. Nos finais da década de 70, invectivando contra o Conselho da Revolução, Jardim proclamou: «Os militares já não são o que eram. Os militares efeminaram-se». O comandante do Regimento de Infantaria da Madeira, coronel Lacerda, envergou a farda número um, e pediu audiência ao presidente da Região Autónoma da Madeira. Logo-assim, Lacerda aproximou-se dele e pespegou-lhe um par de estalos na cara. Lamuriou-se, o homenzinho, ao Conselho da Revolução. Vasco Lourenço mandou arrecadar a queixa com um seco: «Arquive-se na casa de banho».
por Baptista Bastos, copiado do blog "O Jumento"
AGORA:
O Tribunal Criminal do Funchal condenou ontem o advogado e articulista António Fontes a pagar uma indemnização de 2500 euros a Alberto João Jardim, por prática de um crime de difamação. Trata-se de um artigo publicado em 2001 no semanário Tribuna da Madeira, sob o título O garotinho da Quinta, que o tribunal considera “juízos de desvalor sobre a personalidade” de Jardim que “configuram um atentado à honra do cidadão e presidente do Governo Regional”. Fontes escreveu “jurista medíocre”; “cobarde por gozar da imunidade que lhe é conferida por lei”; “falho deprincípios e dos mais elementares valores éticos e morais” e fechado “na suaconcha egocêntrica de arrogância, prepotência e de completa falha de respeito pelos outros” . Muito justo, sim senhor.CONTUDO: O tribunal reconheceu que Jardim “verbalmente, aos meios de comunicação social e em comícios, e por escrito, em especial em post-scriptum dos seus artigos de opinião publicados no Jornal da Madeira, tem apelidado, entre outros, os ambientalistas e os partidos da oposição regional e respectivos membros de ‘rascas’, ‘rafeiros’, ‘incompetentes’, ‘covardes’, ‘mafiosos’, ‘parvalhões’, ‘abutres’, ‘malandros’, ‘canalhas’, ‘vigaristas’, ‘tarados’, ‘tontos’, ‘broncos’, ‘psiquicamente doentes’ e ‘subversivos idiotas’”. As expressões “bastardos” e “filhos da puta”, com que apodou jornalistas, não constam desta relação, por terem sido proferidas por Jardim depois das audiências do julgamento.
Extraído do Blog "Bichos Carpinteiros"
Este país está mesma uma boa merda. Já Eça o dizia há 150 anos!!!
Maldizente
9 de julho de 2005
mais 2 blogs alentejanos
Os nossos parabéns pelos dois novos blogs que encontrámos. Um de Alter do Chão (Crónicas do Planalto) e o outro de Sousel (Os Souselenses). Gostei muito do que vi. A malha bloguiana do nosso Alto Alentejo adensa-se. É a cidadania num blog. É a participação na aldeia global. Julgo que um novo tipo de cidadania surge. Tudo depende das palavras. Tudo depende de uma responsabilidade cívica. Os meus parabéns pelos blogs e saudações alentejanas a todos os blogs alentejanos.
Jano
Jano
HTML
Jano, vê se consegues colocar dois links na secção do lado. são referentes a dois blogs das nossas bandas!!
Crónica do planalto... de alter do chão
Souselense... de sousel
Maldizente
Crónica do planalto... de alter do chão
Souselense... de sousel
Maldizente
7 de julho de 2005
extraído de "estrago da nação"
«Governo revê Lei», in Expresso, 17 de Novembro de 2001
Luiz Carvalho
José Sócrates, ministro que tutela as autarquias, e António Guterres: o Executivo prepara a marcha-atrásO GOVERNO quer mudar a legislação aprovada em 1998 para travar um processo que permitiu, em apenas três anos, a criação de cerca de 120 empresas municipais, das quais cerca de metade desde Novembro de 2000. O ritmo de crescimento deste tipo de entidades tem sido, com efeito, impressionante: desde que, em 5 de Outubro, o EXPRESSO iniciou a publicação de artigos sobre este tema, foram registadas mais quatro empresas municipais — duas na Amadora, no Cadaval e em Povoação, nos Açores. E foi ainda anunciada, já este mês, a formação de outras cinco: no Porto (três), Mirandela e Beja.
O secretário de Estado da Administração Local, José Augusto de Carvalho, disse ao EXPRESSO que será «feito um pedido de autorização legislativa com vista ao aperfeiçoamento das normas que evitem a adopção desajustada e sistemática desta organização jurídica». Admitindo que «o Governo tem estado atento aos alertas sobre algumas disfuncionalidades que têm vindo a público», aquele responsável — que no início de Outubro confessava desconhecer a dimensão do mundo empresarial autárquico — defende que a participação de autarquias em empresas deve «ser mais transparente, em especial no que respeita à escolha de parceiros (privados)».
Um outro aspecto que o Governo quer clarificar é a sustentabilidade económico-financeira destas empresas, bem como as formas de financiamento por parte das autarquias. Recorde-se que a esmagadora maioria das empresas municipais com mais de um ano de existência têm reduzida dimensão e apresentam prejuízos. E mesmo aquelas que têm lucros sobrevivem sobretudo à custa de constantes subsídios à exploração ou de contratos-programa, sem os quais entrariam em falência técnica.
Remunerações na ordem do dia
As remunerações são outro aspecto que o Governo quer agora clarificar. Alguns administradores de empresas municipais de pequena dimensão, como acontece no Porto e em Gaia, ganham tanto ou mais que os presidentes das câmaras. E alguns autarcas recebem senhas de presença por estarem à frente de empresas que tutelam.
O líder parlamentar do Partido Socialista, Francisco Assis, diz estar aberto à revisão da lei, mas salienta que esta não «pode ser vista como satanização ou injúria aos avaliados». Assis defende ser «absolutamente inquestionável a necessidade de aperfeiçoar os mecanismos de controlo, segundo os mesmos critérios que são aplicáveis a actividades similares desenvolvidas pela administração central». O chefe da bancada socialista assegura que «o PS contribuirá para que se estabeleça no curtíssimo prazo os mecanismos de controlo de toda a actividade empresarial do poder local».
O Partido Popular (PP) — que em 1998 votou contra a lei das empresas municipais, embora a sua proposta fosse quase idêntica àquela que acabou por ser aprovada — diz que «houve claro exagero na criação de empresas municipais». Basílio Horta, líder parlamentar do PP, critica mesmo o PS pela actual situação «por quando da aprovação da lei de 1998 ter rejeitado um conjunto de regras de gestão e de controlo financeiro que constavam da proposta de lei apresentada pelo próprio Governo». Essa proposta governamental vedava parcerias público-privado, exigia a publicação de estudos de viabilidade económica e previa o controlo da gestão por parte da Inspecção-Geral do Território e Inspecção-Geral das Finanças. Basílio Horta defende que «o universo empresarial deveria ser alvo de uma análise à semelhança da que foi feita por Vital Moreira para os institutos públicos».
Menos críticos são os comunistas. Honório Novo, deputado do PCP, diz que as empresas municipais permitem «uma maior eficiência e operacionalidade num quadro de crescentes constrangimentos legais impostos pela administração central». Contudo, está contra a entrada de privados no capital das empresas municipais e diz que «a sua criação não deve ser uma prática generalizante».
A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) está, contudo, contra restrições à actual lei. Mário de Almeida, presidente da ANMP e da autarquia de Vila do Conde, afirma que «o actual modelo parece aceitável, merecendo, fruto da sua tenra idade, o teste que só o tempo propiciará». Almeida salienta que o controlo já existe ao nível das assembleias municipais e dos diversos órgãos das empresas (fiscal único e revisor oficial de contas). Defendendo ser «politicamente defensável» a parceria empresarial entre autarquias e privados, o presidente da ANMP acrescenta «não ser legítimo que o Estado queira exercer qualquer controlo de mérito sobre as entidades com participações autárquicas». «Ainda é cedo para fazer qualquer balanço», conclui.
O EXPRESSO tentou obter comentários do PSD, do Bloco de Esquerda e da Presidência da República, mas sem êxito.
Fim de citação
O mais importante para esta oligarquia de políticos e cortar na "função pública", mas não em toda!!! mas o que é ridículo é que reduzem despesas com:
os polícias, que não fazem muito, mas sempre fazem qualquer coisa;
os professores, que não fazem muito, mas sempre fazem qualquer coisa;
os enfermeiros, que não fazem muito, mas sempre fazem qualquer coisa;
os juízes, que não fazem muito, mas sempre fazem qualquer coisa
e com estas empresas que cumprem serviços já anteriormente prestados... nada!!!!
pois, são uma coutada de "boys" e de "girls" de que não interessa falar. para eles não há problema de deficit.
Mas quando a opinião pública começar a ficar alerta a estas situações, lá se arranjarão outros esquemas para empregar os rosa-alaranjados e os laranja-rosados. Acho que a próximo espaço de emprego desta gente vai ser o ensino, já se diz que este processo de colocação não presta e que é preciso encontrar outras vias...
Maldizente
Luiz Carvalho
José Sócrates, ministro que tutela as autarquias, e António Guterres: o Executivo prepara a marcha-atrásO GOVERNO quer mudar a legislação aprovada em 1998 para travar um processo que permitiu, em apenas três anos, a criação de cerca de 120 empresas municipais, das quais cerca de metade desde Novembro de 2000. O ritmo de crescimento deste tipo de entidades tem sido, com efeito, impressionante: desde que, em 5 de Outubro, o EXPRESSO iniciou a publicação de artigos sobre este tema, foram registadas mais quatro empresas municipais — duas na Amadora, no Cadaval e em Povoação, nos Açores. E foi ainda anunciada, já este mês, a formação de outras cinco: no Porto (três), Mirandela e Beja.
O secretário de Estado da Administração Local, José Augusto de Carvalho, disse ao EXPRESSO que será «feito um pedido de autorização legislativa com vista ao aperfeiçoamento das normas que evitem a adopção desajustada e sistemática desta organização jurídica». Admitindo que «o Governo tem estado atento aos alertas sobre algumas disfuncionalidades que têm vindo a público», aquele responsável — que no início de Outubro confessava desconhecer a dimensão do mundo empresarial autárquico — defende que a participação de autarquias em empresas deve «ser mais transparente, em especial no que respeita à escolha de parceiros (privados)».
Um outro aspecto que o Governo quer clarificar é a sustentabilidade económico-financeira destas empresas, bem como as formas de financiamento por parte das autarquias. Recorde-se que a esmagadora maioria das empresas municipais com mais de um ano de existência têm reduzida dimensão e apresentam prejuízos. E mesmo aquelas que têm lucros sobrevivem sobretudo à custa de constantes subsídios à exploração ou de contratos-programa, sem os quais entrariam em falência técnica.
Remunerações na ordem do dia
As remunerações são outro aspecto que o Governo quer agora clarificar. Alguns administradores de empresas municipais de pequena dimensão, como acontece no Porto e em Gaia, ganham tanto ou mais que os presidentes das câmaras. E alguns autarcas recebem senhas de presença por estarem à frente de empresas que tutelam.
O líder parlamentar do Partido Socialista, Francisco Assis, diz estar aberto à revisão da lei, mas salienta que esta não «pode ser vista como satanização ou injúria aos avaliados». Assis defende ser «absolutamente inquestionável a necessidade de aperfeiçoar os mecanismos de controlo, segundo os mesmos critérios que são aplicáveis a actividades similares desenvolvidas pela administração central». O chefe da bancada socialista assegura que «o PS contribuirá para que se estabeleça no curtíssimo prazo os mecanismos de controlo de toda a actividade empresarial do poder local».
O Partido Popular (PP) — que em 1998 votou contra a lei das empresas municipais, embora a sua proposta fosse quase idêntica àquela que acabou por ser aprovada — diz que «houve claro exagero na criação de empresas municipais». Basílio Horta, líder parlamentar do PP, critica mesmo o PS pela actual situação «por quando da aprovação da lei de 1998 ter rejeitado um conjunto de regras de gestão e de controlo financeiro que constavam da proposta de lei apresentada pelo próprio Governo». Essa proposta governamental vedava parcerias público-privado, exigia a publicação de estudos de viabilidade económica e previa o controlo da gestão por parte da Inspecção-Geral do Território e Inspecção-Geral das Finanças. Basílio Horta defende que «o universo empresarial deveria ser alvo de uma análise à semelhança da que foi feita por Vital Moreira para os institutos públicos».
Menos críticos são os comunistas. Honório Novo, deputado do PCP, diz que as empresas municipais permitem «uma maior eficiência e operacionalidade num quadro de crescentes constrangimentos legais impostos pela administração central». Contudo, está contra a entrada de privados no capital das empresas municipais e diz que «a sua criação não deve ser uma prática generalizante».
A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) está, contudo, contra restrições à actual lei. Mário de Almeida, presidente da ANMP e da autarquia de Vila do Conde, afirma que «o actual modelo parece aceitável, merecendo, fruto da sua tenra idade, o teste que só o tempo propiciará». Almeida salienta que o controlo já existe ao nível das assembleias municipais e dos diversos órgãos das empresas (fiscal único e revisor oficial de contas). Defendendo ser «politicamente defensável» a parceria empresarial entre autarquias e privados, o presidente da ANMP acrescenta «não ser legítimo que o Estado queira exercer qualquer controlo de mérito sobre as entidades com participações autárquicas». «Ainda é cedo para fazer qualquer balanço», conclui.
O EXPRESSO tentou obter comentários do PSD, do Bloco de Esquerda e da Presidência da República, mas sem êxito.
Fim de citação
O mais importante para esta oligarquia de políticos e cortar na "função pública", mas não em toda!!! mas o que é ridículo é que reduzem despesas com:
os polícias, que não fazem muito, mas sempre fazem qualquer coisa;
os professores, que não fazem muito, mas sempre fazem qualquer coisa;
os enfermeiros, que não fazem muito, mas sempre fazem qualquer coisa;
os juízes, que não fazem muito, mas sempre fazem qualquer coisa
e com estas empresas que cumprem serviços já anteriormente prestados... nada!!!!
pois, são uma coutada de "boys" e de "girls" de que não interessa falar. para eles não há problema de deficit.
Mas quando a opinião pública começar a ficar alerta a estas situações, lá se arranjarão outros esquemas para empregar os rosa-alaranjados e os laranja-rosados. Acho que a próximo espaço de emprego desta gente vai ser o ensino, já se diz que este processo de colocação não presta e que é preciso encontrar outras vias...
Maldizente
5 de julho de 2005
Ria Formosa?
"Ria Formosa
Senhor Leitor: adapte-se ao País em que vive! Quer uma casa junto à praia, com vista magnífica, num ambiente excepcional, e que lhe pode dar rendimentos chorudos no futuro? Não hesite! Ao longo dos 800km do litoral português escolha o local que mais lhe agrada. Entre as zonas mais apetecíveis ressalta a Ria Formosa. Compre uns tijolos e umas sacas de cimento, convide uns amigos e construa a casa que lhe agrada. Não convém ser, logo de início, muito grande. As ampliações sucessivas virão depois!
Construa-a rapidamente, se possível para que, numa única noite, fique com telhado: assim, poderá ainda aproveitar este verão, além de que lhe poderá evitar algumas inconveniências, como a de lhe tentarem embargar a obra!
Se a embargarem, não ligue e continue a construção: ninguém fará nada de significativo e, como sabe, mesmo que o caso vá para tribunal, se arranjar um bom advogado, acabará por terminar a sua longa vida sem o caso ficar resolvido, isto se o caso não prescrever antes! Pelo sim, pelo não, transforme oficialmente essa casa na sua habitação principal, e se tiver uma vivenda legalizada com todas as comodidades diga que é a sua habitação secundária. No verão, como por certo só passará na sua casa de praia (habitação teoricamente principal) um mês de férias, alugue-a o resto do tempo. Sabe quanto poderá lucrar? Com isso poderá passar o resto das férias no Brasil, ou na Tailândia, ou noutro qualquer destino turístico mítico.Não se preocupe com a titularidade do terreno: é nosso!Não se preocupe com projectos e licenças: é uma trabalheira a evitar além de que é um gasto de dinheiro escusado!Não se preocupe se inicialmente não tem luz eléctrica e água canalizada: mais tarde ou mais cedo a Câmara tratará disso (e cobrará as taxas correspondentes)!
Não se preocupe se, no inverno, o mar lhe vier ameaçar ou mesmo destruir parte da casa: o Estado acorrerá a protegê-la!Não se preocupe se o Estado ameaçar demolir a sua casa clandestina: o próprio Estado se oporá à demolição, além de que não há dinheiro para isso!
Não se preocupe se vir os turistas que interessam deixarem de vir para esta região, escolhendo outros destinos turísticos, no estrangeiro, e aí deixando o seu dinheiro: o governo arranjará alguma forma de "sacar" dinheiro à União Europeia!
Não se preocupe se vir as dunas desaparecerem, a maré avançar até quase à sua porta, o ambiente circundante ficar completamente degradado: será muito azar que alguma coisa realmente nefasta ocorra durante a sua vida, e depois disso, eles (os nossos filhos e netos) que se amanhem!Não se preocupe com problemas de consciência ambiental, com o desenvolvimento sustentável, e com outras "tretas" do género: em Roma sê romano . e nesta "Roma" que é o nosso País, os "romanos" são assim!
Dizia Eça nos Maias: "Nunca houve uma choldra assim no Universo". E como dizia Ruy Belo no poema Portugal Sacro-Profano Lugar Onde: "Neste país sem olhos e sem boca" é fartar vilanagem."
Por João Alveirinho Dias, professor associado da Universidade do Algarve, é o coordenador científico do entro de Investigação os Ambientes Marinhos e Costeiros daquela instituição. Natural de Castelo Branco, com 55 anos, licenciou-se e doutorou-se em geologia pela Universidade de Lisboa onde, desde 1992, é professor convidado para as áreas de geologia marinha egeologia costeira.
Jano
Senhor Leitor: adapte-se ao País em que vive! Quer uma casa junto à praia, com vista magnífica, num ambiente excepcional, e que lhe pode dar rendimentos chorudos no futuro? Não hesite! Ao longo dos 800km do litoral português escolha o local que mais lhe agrada. Entre as zonas mais apetecíveis ressalta a Ria Formosa. Compre uns tijolos e umas sacas de cimento, convide uns amigos e construa a casa que lhe agrada. Não convém ser, logo de início, muito grande. As ampliações sucessivas virão depois!
Construa-a rapidamente, se possível para que, numa única noite, fique com telhado: assim, poderá ainda aproveitar este verão, além de que lhe poderá evitar algumas inconveniências, como a de lhe tentarem embargar a obra!
Se a embargarem, não ligue e continue a construção: ninguém fará nada de significativo e, como sabe, mesmo que o caso vá para tribunal, se arranjar um bom advogado, acabará por terminar a sua longa vida sem o caso ficar resolvido, isto se o caso não prescrever antes! Pelo sim, pelo não, transforme oficialmente essa casa na sua habitação principal, e se tiver uma vivenda legalizada com todas as comodidades diga que é a sua habitação secundária. No verão, como por certo só passará na sua casa de praia (habitação teoricamente principal) um mês de férias, alugue-a o resto do tempo. Sabe quanto poderá lucrar? Com isso poderá passar o resto das férias no Brasil, ou na Tailândia, ou noutro qualquer destino turístico mítico.Não se preocupe com a titularidade do terreno: é nosso!Não se preocupe com projectos e licenças: é uma trabalheira a evitar além de que é um gasto de dinheiro escusado!Não se preocupe se inicialmente não tem luz eléctrica e água canalizada: mais tarde ou mais cedo a Câmara tratará disso (e cobrará as taxas correspondentes)!
Não se preocupe se, no inverno, o mar lhe vier ameaçar ou mesmo destruir parte da casa: o Estado acorrerá a protegê-la!Não se preocupe se o Estado ameaçar demolir a sua casa clandestina: o próprio Estado se oporá à demolição, além de que não há dinheiro para isso!
Não se preocupe se vir os turistas que interessam deixarem de vir para esta região, escolhendo outros destinos turísticos, no estrangeiro, e aí deixando o seu dinheiro: o governo arranjará alguma forma de "sacar" dinheiro à União Europeia!
Não se preocupe se vir as dunas desaparecerem, a maré avançar até quase à sua porta, o ambiente circundante ficar completamente degradado: será muito azar que alguma coisa realmente nefasta ocorra durante a sua vida, e depois disso, eles (os nossos filhos e netos) que se amanhem!Não se preocupe com problemas de consciência ambiental, com o desenvolvimento sustentável, e com outras "tretas" do género: em Roma sê romano . e nesta "Roma" que é o nosso País, os "romanos" são assim!
Dizia Eça nos Maias: "Nunca houve uma choldra assim no Universo". E como dizia Ruy Belo no poema Portugal Sacro-Profano Lugar Onde: "Neste país sem olhos e sem boca" é fartar vilanagem."
Por João Alveirinho Dias, professor associado da Universidade do Algarve, é o coordenador científico do entro de Investigação os Ambientes Marinhos e Costeiros daquela instituição. Natural de Castelo Branco, com 55 anos, licenciou-se e doutorou-se em geologia pela Universidade de Lisboa onde, desde 1992, é professor convidado para as áreas de geologia marinha egeologia costeira.
Jano
No Comments
O Sr. Alberto não pára. Não foi suficiente os “bastardos do “contenênte””, para agora querer correr com os chineses e indianos. Mas quando prendem este animal?
Jano, com os olhos em bico
Jano, com os olhos em bico
4 de julho de 2005
GAF
amigo Jano, não seria mais fácil fazer inscrições na Quercus, ou na GEOTA, e a partir daí criar uma célula local?
já agora, em relação ao mail do nosso blog, eu não vou lá há uns bons meses... não sei se receberá alguma coisa...
e para acabar, uma bela duma foto! Ribeira da Janela, concelho do Porto Moniz, Floresta Laurissilva!!!
Maldizente
3 de julho de 2005
Gajas em Fronteira, mito ou realidade?
...mas onde param as gajas em Fronteira? Já nem pergunto pelas boas…pergunto apenas por gajas. Até pode ser com bigode (aliás, devia ser difícil era encontrar sem bigode), com pêlo no sovaco, gordas, mal arranjadas, feias… (ei também não é preciso serem MESMO MUITO FEIAS, para isso continuem em casa, nós olhamos para as flores do jardim), antipáticas, arrogantes, (mas arrogantes e feias não, por favor), ignorantes…mas apareçam!!
Ou será que não podem? Ou será que estão presas? Ou será que foram levadas??? Julgo que temos aqui um caso para peritos. Só um grupo de técnico altamente especializados no desmantelamento de organizações criminosas pode resolver este enigma: GNR!!! Claro, e quem mais?
Fica o apelo:
Se virem mulher baixa, com pêlo no sovaco, com bigode farfalhudo, por vezes com barba, gorda, cú grande, mamas descaídas a dizer palavrões. Avise a GNR da sua zona. Muito provavelmente essa mulher pertence a Fronteira.
Por nós, deixem-na lá onde estiver, digam-lhe apenas, para ir votar nas eleições.
Jano
Ou será que não podem? Ou será que estão presas? Ou será que foram levadas??? Julgo que temos aqui um caso para peritos. Só um grupo de técnico altamente especializados no desmantelamento de organizações criminosas pode resolver este enigma: GNR!!! Claro, e quem mais?
Fica o apelo:
Se virem mulher baixa, com pêlo no sovaco, com bigode farfalhudo, por vezes com barba, gorda, cú grande, mamas descaídas a dizer palavrões. Avise a GNR da sua zona. Muito provavelmente essa mulher pertence a Fronteira.
Por nós, deixem-na lá onde estiver, digam-lhe apenas, para ir votar nas eleições.
Jano
Grupo Ambiental para Fronteira?
Através dos imensos blogueiros que não “passam, sem passar” por este blog, aproveito para vos consultar:
Que acham da criação de um grupo ambiental para Fronteira?
(Podem enviar para: ultimafronteira@portugalmail.pt, ou deixar um comentário)
A direcção agradece. Haverá, depois da contagem, uma sandes de coratos para todos aqueles que responderam, que o que Fronteira precisa é de gajas)
Jano
Que acham da criação de um grupo ambiental para Fronteira?
(Podem enviar para: ultimafronteira@portugalmail.pt, ou deixar um comentário)
A direcção agradece. Haverá, depois da contagem, uma sandes de coratos para todos aqueles que responderam, que o que Fronteira precisa é de gajas)
Jano
29 de junho de 2005
tá-se bem!
27 de junho de 2005
A equipa fantástica
Já chegou o blog que tanto desejavam... www.kapazul.blogspot.com o blog da Académica. Agora já podem acompanhar a vossa equipa em detalhe. Aqui vai a primeira página do Rekord nº2. Com uma equipa destas, não há jornal que não venda...Até os comemos!! Académica
Jano
25 de junho de 2005
a minha primeira...

Confesso não é minha. Extraída do www.agrafo.net.
É a minha primeira imagem. Só podia ser Alentejo.
Jano
Extraído de "bichos carpinteiros"
SPRC CONSULTOU EMBAIXADA DA FINLÂNDIA E CONCLUIU QUE O SENHOR PRESIDENTE FOI MAL INFORMADO
O Senhor Presidente da República Portuguesa parece estar a juntar a sua voz às de quantos entenderam pronunciar-se contra os professores portugueses. Assim, depois da ministra da Educação, do senhor Belmiro de Azevedo, do ministro da Saúde ou do comentador Sousa Tavares, veio o Dr. Jorge Sampaio dizer que os professores finlandeses trabalhavam 22 horas lectivas e permaneciam nas escolas cerca de 50 horas por semana.
Seria estranho se assim fosse, pois significaria um trabalho diário de 8horas, incluindo sábado, e mais duas horas ao domingo! Daí que o SPRC tenha contactado a Embaixada da Finlândia tendo sabido que os professores finlandeses trabalham entre 15 e 23 horas lectivas, não ultrapassando as 37horas e 15 minutos no total do seu horário.
Nos períodos de interrupção os professores não têm de permanecer nas escolas, assim como nos dias em que não tiverem serviço distribuído. São, pois, ligeiras as diferenças. Em Portugal os horários lectivos situam-se entre as 12 e as 25 horas lectivas semanais e os professores têm um horário completo de 35 horas.
Muitos, porém, designadamente os que têm cargos ou assumem funções de gestão nas escolas, são obrigados a permanecer um maior número de horas nas escolas. O Senhor Presidente da República deve, pois, corrigir a sua informação e tratar com respeito os professores e educadores portugueses.
(enviado por José Carlos Garrucho)
já gostei mais deste nosso presidente!!!
Maldizente
O Senhor Presidente da República Portuguesa parece estar a juntar a sua voz às de quantos entenderam pronunciar-se contra os professores portugueses. Assim, depois da ministra da Educação, do senhor Belmiro de Azevedo, do ministro da Saúde ou do comentador Sousa Tavares, veio o Dr. Jorge Sampaio dizer que os professores finlandeses trabalhavam 22 horas lectivas e permaneciam nas escolas cerca de 50 horas por semana.
Seria estranho se assim fosse, pois significaria um trabalho diário de 8horas, incluindo sábado, e mais duas horas ao domingo! Daí que o SPRC tenha contactado a Embaixada da Finlândia tendo sabido que os professores finlandeses trabalham entre 15 e 23 horas lectivas, não ultrapassando as 37horas e 15 minutos no total do seu horário.
Nos períodos de interrupção os professores não têm de permanecer nas escolas, assim como nos dias em que não tiverem serviço distribuído. São, pois, ligeiras as diferenças. Em Portugal os horários lectivos situam-se entre as 12 e as 25 horas lectivas semanais e os professores têm um horário completo de 35 horas.
Muitos, porém, designadamente os que têm cargos ou assumem funções de gestão nas escolas, são obrigados a permanecer um maior número de horas nas escolas. O Senhor Presidente da República deve, pois, corrigir a sua informação e tratar com respeito os professores e educadores portugueses.
(enviado por José Carlos Garrucho)
já gostei mais deste nosso presidente!!!
Maldizente
23 de junho de 2005
"foi bonito o fogo! São mais 5 minis."
No último fim de semana celebrou-se a abertura da época balnear, em Fronteira, com um bonito fogo de artifício. É assim mesmo! Não importa que estejamos com temperaturas altas, com risco de incêndio elevado; não importa também que depois, ninguém mergulhe nas águas da Ribeira Grande, já que duvida da suas qualidade e com razão; não importa, também, quanto aquilo custou. Não condeno que se faça festas. O que me causa “espécie” é na fórmula pouco sustentada como se gere um município. Já alguém, com responsabilidade na matéria, pensou como melhorar as vidas dos seus munícipes, sem ser em projectos isolados e sem articulação entre eles?
“Foi bonito o fogo! Olhe são 5 minis.”
Desculpem estou com pouco tempo, hoje fica só o desabafo. Prometo continuar o assunto.
Jano
“Foi bonito o fogo! Olhe são 5 minis.”
Desculpem estou com pouco tempo, hoje fica só o desabafo. Prometo continuar o assunto.
Jano
11 de junho de 2005
retirado do blog "incursões"
Pagar e Pagar!!!!!!!
The executive one…
Consideremos um executivo “rico”, português, que ganhe 4 mil euros mensais. Suponhamos, para facilitar as contas, que é solteiro. Suponhamos ainda que recebe, em ajudas de custo e senhas de refeição 500 euros mensais. Este valor é o seu “seguro de subsistência” como veremos adiante. Vejamos o que o Moloch lhe engole mensalmente:
Em primeiro lugar, o vencimento dele não são 4 mil euros mensais. A empresa lança para as fauces do Moloch 23,75% daquele valor (950 euros mensais). O nosso executivo custa à empresa 5.450 euros mensais. Quanto é que ele leva para casa?
São-lhe retidos 1.060,00 € de IRS (26,5%) e 440 € de Taxa Social Única. Leva apenas 3 mil euros. Da sua remuneração bruta, 45% já foi entregue ao Moloch. Se contarmos apenas com a remuneração oficial, entregou 49,5%.
O nosso executivo comprou uma casa em Lisboa. Como é solteiro, comprou um T1 por 150 mil euros. A amortização do empréstimo custa-lhe 694 €/mês, mas como cerca de 45% dos custos de construção são impostos, o nosso executivo entrega ao Moloch, sem se dar conta, 312,3€/mês. Adicionalmente entrega-lhe o IMI que, em termos mensais, será de 87,5€. O IMT tem pouco peso (considerando que se repercute em 30 anos) e considerei incluído nos impostos sobre a construção.
Nesta altura sobejam-lhe 2.218,50€ e entregou em impostos, directa ou indirectamente, 52,4%. Se contarmos apenas com a remuneração oficial, entregou 57,7%.
Mas o nosso executivo comprou uma viatura por 55 mil euros (que inclui 26 mil euros de impostos diversos). Nada de especial, afinal ele é um executivo “rico” português. Considerando que o carro dura 6 anos (72 meses) e sem entrar em conta com taxas intertemporais de preferência pela liquidez, dividimos simplesmente os valores em causa por 72. Ele pagará 763,89€ por mês, dos quais 361,11€ ao Moloch. Vamos admitir que ele anda 2.500 kms/mês, o que poderá equivaler a 241,5€ de gasolina por mês. Como 68% do preço da gasolina são impostos, o nosso feliz executivo entrega mensalmente mais 136,85€ ao insaciável Moloch.
Nesta altura do mês, o nosso executivo “rico” português tem apenas 1.317,76€, e já lançou 61,6% da sua remuneração bruta para as fauces insaciáveis do Moloch (Se contarmos apenas com a remuneração oficial, entregou 67,8%). Felizmente ele havia recebido 500€ livres de impostos, senão estava feito.
O nosso feliz e “rico” executivo português vai despender aquele valor que lhe sobejou em bens de consumo. Ele não fuma, porque teve que abandonar o vício por falta de liquidez. Suponhamos que o IVA médio, para o seu cabaz de compras é de 17%. Provavelmente será maior, com a taxa máxima a 21%. Se despender aqueles valores em bens de consumo, entregará ao predador Moloch mais 224,02€. Da sua remuneração bruta, incluindo aquela que “passou por baixo da mesa”, o nosso feliz e “rico” executivo português entregou ao Estado 65,7% em impostos. Se contarmos apenas com a remuneração oficial, entregou 72,2%.
A pergunta que se põe é: O que é que o nosso feliz e “rico” executivo português recebe em troca do Estado, por lhe ter entregue cerca de 70% do valor do seu trabalho?
E ele só agora se lembrou que tem que ir comprar rapidamente o Selo para o carro!
E o esforçado sobrevivente…
Consideremos uma empregada numa firma de limpezas que ganhe 400 euros mensais. Suponhamos que é casada com um cantoneiro da Câmara que ganha outros 400. Suponhamos que ela lava umas escadas por fora e que ele faz uns biscates, o que lhes dá no total mais 200 euros livres de impostos. Quanto é que eles levam para casa?
São-lhes retidos 48,00 € de IRS e 88,00 € de descontos. Levam 864,00 €. Do que recebem, 13,6% vai para o Estado.
O nosso casal comprou uma casa na Damaia. Como ainda não têm filhos, compraram um T1 por 60 mil euros. A amortização do empréstimo custa-lhes 278 €/mês, mas como cerca de 45% desta quantia corresponde a impostos, entregam ao Estado, sem se darem conta, 125 €/mês, ao que se acrescentam 25 € de taxa autárquica.
Nesta altura sobram-lhes 714,00 € e entregaram em impostos 28,6% da sua remuneração - ou, contando apenas com a oficial, 35,75%.
Compraram um carro usado com 10 anos, e porque era usado não pagaram IVVA. Não podem dar-se ao luxo de andar 2.500 kms/mês, só andam 750: digamos, considerando que o carro é velho, está mal afinado e gasta mais do que devia, que gastam 72 € de gasolina: são 49€ para o Estado.
Já só têm 665€. Se o despenderem em consumo - e, ao contrário do executivo da Joana, têm mesmo que o fazer, porque o dinheiro não chega para aplicações financeiras a que correspondam benefícios fiscais - e se ao seu consumo, por ter uma grande componente de bens essenciais, corresponder um IVA médio de 14%, entregarão ao Estado 93€.
De tudo o que ganharam entregaram ao Estado 42,8%. Se contarmos apenas com a remuneração oficial, entregaram ao Estado 53,5%. Em termos absolutos, entregaram ao Estado mais do que o Estado paga ao membro masculino do casal: para pagar a este funcionário público não são precisos os impostos do executivo da Joana.
O que é que estes dois recebem do E$stado em troca dos seus impostos? O médico da Centro de Saúde, a protecção da polícia, a pensão de reforma quando forem velhos, o subsídio de desemprego se ficarem desempregados, o ensino mais ou menos gratuito dos filhos se e quando os tiverem.
Quando tiverem filhos vão ter um nível de vida ainda mais baixo, mesmo recebendo o abono de família. Nem pensar em um deles deixar de trabalhar. Vão ter que alimentar, vestir e calçar os filhos enquanto eles andarem na escola - a adquirir as qualificações para um dia trabalharem para um executivo pago a 4 (ou 40) mil euros que todo se revolta porque tem de pagar a escola dos filhos dos outros.
Maldizente
The executive one…
Consideremos um executivo “rico”, português, que ganhe 4 mil euros mensais. Suponhamos, para facilitar as contas, que é solteiro. Suponhamos ainda que recebe, em ajudas de custo e senhas de refeição 500 euros mensais. Este valor é o seu “seguro de subsistência” como veremos adiante. Vejamos o que o Moloch lhe engole mensalmente:
Em primeiro lugar, o vencimento dele não são 4 mil euros mensais. A empresa lança para as fauces do Moloch 23,75% daquele valor (950 euros mensais). O nosso executivo custa à empresa 5.450 euros mensais. Quanto é que ele leva para casa?
São-lhe retidos 1.060,00 € de IRS (26,5%) e 440 € de Taxa Social Única. Leva apenas 3 mil euros. Da sua remuneração bruta, 45% já foi entregue ao Moloch. Se contarmos apenas com a remuneração oficial, entregou 49,5%.
O nosso executivo comprou uma casa em Lisboa. Como é solteiro, comprou um T1 por 150 mil euros. A amortização do empréstimo custa-lhe 694 €/mês, mas como cerca de 45% dos custos de construção são impostos, o nosso executivo entrega ao Moloch, sem se dar conta, 312,3€/mês. Adicionalmente entrega-lhe o IMI que, em termos mensais, será de 87,5€. O IMT tem pouco peso (considerando que se repercute em 30 anos) e considerei incluído nos impostos sobre a construção.
Nesta altura sobejam-lhe 2.218,50€ e entregou em impostos, directa ou indirectamente, 52,4%. Se contarmos apenas com a remuneração oficial, entregou 57,7%.
Mas o nosso executivo comprou uma viatura por 55 mil euros (que inclui 26 mil euros de impostos diversos). Nada de especial, afinal ele é um executivo “rico” português. Considerando que o carro dura 6 anos (72 meses) e sem entrar em conta com taxas intertemporais de preferência pela liquidez, dividimos simplesmente os valores em causa por 72. Ele pagará 763,89€ por mês, dos quais 361,11€ ao Moloch. Vamos admitir que ele anda 2.500 kms/mês, o que poderá equivaler a 241,5€ de gasolina por mês. Como 68% do preço da gasolina são impostos, o nosso feliz executivo entrega mensalmente mais 136,85€ ao insaciável Moloch.
Nesta altura do mês, o nosso executivo “rico” português tem apenas 1.317,76€, e já lançou 61,6% da sua remuneração bruta para as fauces insaciáveis do Moloch (Se contarmos apenas com a remuneração oficial, entregou 67,8%). Felizmente ele havia recebido 500€ livres de impostos, senão estava feito.
O nosso feliz e “rico” executivo português vai despender aquele valor que lhe sobejou em bens de consumo. Ele não fuma, porque teve que abandonar o vício por falta de liquidez. Suponhamos que o IVA médio, para o seu cabaz de compras é de 17%. Provavelmente será maior, com a taxa máxima a 21%. Se despender aqueles valores em bens de consumo, entregará ao predador Moloch mais 224,02€. Da sua remuneração bruta, incluindo aquela que “passou por baixo da mesa”, o nosso feliz e “rico” executivo português entregou ao Estado 65,7% em impostos. Se contarmos apenas com a remuneração oficial, entregou 72,2%.
A pergunta que se põe é: O que é que o nosso feliz e “rico” executivo português recebe em troca do Estado, por lhe ter entregue cerca de 70% do valor do seu trabalho?
E ele só agora se lembrou que tem que ir comprar rapidamente o Selo para o carro!
E o esforçado sobrevivente…
Consideremos uma empregada numa firma de limpezas que ganhe 400 euros mensais. Suponhamos que é casada com um cantoneiro da Câmara que ganha outros 400. Suponhamos que ela lava umas escadas por fora e que ele faz uns biscates, o que lhes dá no total mais 200 euros livres de impostos. Quanto é que eles levam para casa?
São-lhes retidos 48,00 € de IRS e 88,00 € de descontos. Levam 864,00 €. Do que recebem, 13,6% vai para o Estado.
O nosso casal comprou uma casa na Damaia. Como ainda não têm filhos, compraram um T1 por 60 mil euros. A amortização do empréstimo custa-lhes 278 €/mês, mas como cerca de 45% desta quantia corresponde a impostos, entregam ao Estado, sem se darem conta, 125 €/mês, ao que se acrescentam 25 € de taxa autárquica.
Nesta altura sobram-lhes 714,00 € e entregaram em impostos 28,6% da sua remuneração - ou, contando apenas com a oficial, 35,75%.
Compraram um carro usado com 10 anos, e porque era usado não pagaram IVVA. Não podem dar-se ao luxo de andar 2.500 kms/mês, só andam 750: digamos, considerando que o carro é velho, está mal afinado e gasta mais do que devia, que gastam 72 € de gasolina: são 49€ para o Estado.
Já só têm 665€. Se o despenderem em consumo - e, ao contrário do executivo da Joana, têm mesmo que o fazer, porque o dinheiro não chega para aplicações financeiras a que correspondam benefícios fiscais - e se ao seu consumo, por ter uma grande componente de bens essenciais, corresponder um IVA médio de 14%, entregarão ao Estado 93€.
De tudo o que ganharam entregaram ao Estado 42,8%. Se contarmos apenas com a remuneração oficial, entregaram ao Estado 53,5%. Em termos absolutos, entregaram ao Estado mais do que o Estado paga ao membro masculino do casal: para pagar a este funcionário público não são precisos os impostos do executivo da Joana.
O que é que estes dois recebem do E$stado em troca dos seus impostos? O médico da Centro de Saúde, a protecção da polícia, a pensão de reforma quando forem velhos, o subsídio de desemprego se ficarem desempregados, o ensino mais ou menos gratuito dos filhos se e quando os tiverem.
Quando tiverem filhos vão ter um nível de vida ainda mais baixo, mesmo recebendo o abono de família. Nem pensar em um deles deixar de trabalhar. Vão ter que alimentar, vestir e calçar os filhos enquanto eles andarem na escola - a adquirir as qualificações para um dia trabalharem para um executivo pago a 4 (ou 40) mil euros que todo se revolta porque tem de pagar a escola dos filhos dos outros.
Maldizente
10 de junho de 2005
3 de junho de 2005
2 de junho de 2005
actualizações
Saudações os nossos blogueiros alentejanos. Criei uma nova secção: blogs alentejanos. Julgo que começa a existir matéria de qualidade para uma rede blogueira no distrito. Fiquei muito entusiasmado com a qualidade dos blogs que visitei. Espero que deste modo, a cidadania se apresente cada vez mais interventiva.
Acho que já vem chegada a hora, para que no serviço público de televisão (que está substancialmente melhor) houvesse um programa sobre os artigos da Constituição Europeia. Basta 5 minutos para informar alguns artigos, tal como a TVE fez. Antes de pronunciarmo-nos (isto se o povo português disser alguma coisa), informar!
A Ciência Viva chegou a Estremoz nada mau... Pode ser que daqui a nada, chegue também o Comboio.
Jano
Acho que já vem chegada a hora, para que no serviço público de televisão (que está substancialmente melhor) houvesse um programa sobre os artigos da Constituição Europeia. Basta 5 minutos para informar alguns artigos, tal como a TVE fez. Antes de pronunciarmo-nos (isto se o povo português disser alguma coisa), informar!
A Ciência Viva chegou a Estremoz nada mau... Pode ser que daqui a nada, chegue também o Comboio.
Jano
29 de maio de 2005
25 de maio de 2005
12 de maio de 2005
www.agrafo.net
Trata-se de um blog que conheci. Tenho-o acompanhado, já que “agrafa� às palavras, fotografias. Gostaria de recomendar aos leitores do fronteira-blog que dessem uma espreitada ao texto sobre Portalegre. (Está acompanhado com fotografias numa secção à parte).
Jano
Jano
EspÃrito Santo, Ã�men!
Nobre Guedes já reagiu! A declarações ao fronteira-blog desabafou: “Meu espÃrito é santo...â€�
Jano
Jano
4 de maio de 2005
Na toca da PolÃtica
Sem dó nem piedade. A luta pela câmara já começou. A primeira troca de argumentos politico-ideológicos, deu-se mesmo em frente aos paços do concelho. É assim mesmo! No sitio certo, à hora certa. É aà o combate! Ali, em frente à , toca do coelho, assistiu-se ao primeiro? confronto de perspectivas. A democracia no seu auge. Finalmente, uma pedrada no charco... A revolução está em curso.
Fronteira-blog está de volta!
Jano (em itálico)
Fronteira-blog está de volta!
Jano (em itálico)
8 de abril de 2005
LIBERDADE
(Falta uma citação de Séneca)
Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para o ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...
Livros são papeis pintados com tinta.
Estudar e uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quando é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...
Fernando Pessoa
(Falta uma citação de Séneca)
Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para o ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...
Livros são papeis pintados com tinta.
Estudar e uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quando é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...
Fernando Pessoa
1 de abril de 2005
29 de março de 2005
24 de março de 2005
a crise
é oficial, estamos em crise, qd se chega a este ponto humanamente dramático!
de acordo com o correio da manhã de 23/3, gerentes de bares de alterne oferecem promoções!
acho q está tudo dito, bateu-se no fundo!
Maldizente
de acordo com o correio da manhã de 23/3, gerentes de bares de alterne oferecem promoções!
acho q está tudo dito, bateu-se no fundo!
Maldizente
23 de março de 2005
Porquê?
diz o blog "Castelo de Vide" q este concelho de fronteira é o único q n tem um blog.
pois cá está...
aqui tb há massa cinzenta!... pouca e preguiçosa... cada terra tem o blog que merece
pois cá está...
aqui tb há massa cinzenta!... pouca e preguiçosa... cada terra tem o blog que merece
Subscrever:
Mensagens (Atom)
















